Quatro músicas do Iron Maiden que fogem totalmente do som tradicional da banda
Por Bruce William
Postado em 24 de junho de 2025
O Iron Maiden é daqueles grupos que basta ouvir dois acordes e já dá pra sacar quem está tocando. Steve Harris faz o baixo trotar, Bruce Dickinson solta o grito lá no topo da escala e pronto: tá montada a identidade sonora que virou sinônimo de metal. Mas em meio a décadas de riffs e álbuns épicos, a banda deixou escapar algumas faixas que parecem obra de outra galáxia. Vamos ver quatro delas, em lista elaborada pela Metal Hammer.
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Logo no primeiro disco, em 1980, eles já deram um gostinho dessa faceta diferente com "Strange World" (youtube). Nada de correria ou solos rasgando tudo: a música é uma viagem lisérgica, quase um primo distante de "Planet Caravan", do Black Sabbath. Guitarras etéreas, atmosfera psicodélica e um Maiden navegando pelo espaço - uma das viagens mais improváveis do catálogo da banda.
Um ano depois, "Prodigal Son" surge em "Killers" como outra pérola fora da curva (youtube). É praticamente uma semi-balada acústica no meio do pancadão oitentista que o álbum entrega. Paul Di'Anno canta num tom quase confessional, lamentando ter vendido a alma pro diabo. Se a banda resolvesse fazer um MTV Unplugged, essa entraria fácil no setlist.
Nos anos oitenta, "Reach Out" escapa ainda mais do padrão (youtube). A música nasceu como brincadeira num projeto paralelo de Adrian Smith e virou lado B do single "Wasted Years". O detalhe: quem canta é o próprio Smith, com Bruce apenas nos backing vocals. O resultado? Um hard rock de rádio, mais perto do AOR da época do que do metal cavalgante de "Run To The Hills."
E quem acha que as loucuras ficaram no passado, precisa revisitar "Satellite 15... The Final Frontier", de 2010 (youtube). Na primeira metade, batizada de "Satellite 15", o baixo soa como se fosse máquina, a bateria vem fuzilando e a guitarra parece tiro de laser perdido no espaço. Bruce entra só depois de dois minutos e meio, quase como um astronauta mandando mensagem de socorro. Só então a faixa deslancha pro Maiden clássico que todo fã conhece.
Se alguém ainda acha que o Iron Maiden vive só de solos rápidos e refrões grudentos, é porque nunca parou pra ouvir essas raridades. Entre galopes e viagens cósmicas, a Donzela de Ferro também soube experimentar, nem que fosse por algumas poucas músicas perdidas no meio do catálogo.
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