A canção pop que Geddy Lee diz que nunca envelhece, e que até inspirou o Rush a ousar mais
Por Bruce William
Postado em 17 de junho de 2025
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Geddy Lee cresceu rodeado por discos que moldaram sua forma de entender o rock progressivo. No meio das sinfonias labirínticas e letras viajadas, uma faixa em especial sempre se destacou para ele como exemplo de canção que passa ilesa ao tempo, e que ainda hoje faz questão de escutar.
Quando Peter Gabriel saiu do Genesis, já tinha deixado sua marca como um dos frontman mais ousados do prog dos anos 70. Poderia ter parado ali e ainda assim manteria a reputação intacta. Mas ao seguir carreira solo, resolveu misturar pop, música do mundo e experimentação que não cabia mais nos discos do Genesis.

No meio dessa fase inicial, uma música virou símbolo dessa virada. Com uma melodia delicada, quase folk, mas sustentada por um compasso 7/4 nada comum para um hit radiofônico, ela falava de liberdade, recomeço e, sem querer, mostrava como misturar o sofisticado ao simples.
Para Geddy Lee, o impacto foi imediato e continua até hoje. Em uma entrevista ao Global Bass Online, ele contou: "Sempre que 'Solsbury Hill', do Peter Gabriel, toca no rádio, eu lembro exatamente onde estava quando ouvi pela primeira vez. Essa música não envelhece porque é muito bem escrita. Há algo de muito certo nela."
O elogio não é pouca coisa vindo de quem ajudou a erguer a complexidade do Rush. A influência respinga nos próprios clássicos da banda canadense. Assim como a canção de Gabriel brinca com a métrica, faixas como "Limelight" alternam sem cerimônia entre 7/4, 4/4 e andamentos de valsa, mas sem perder a pegada pop que conquista até quem não sabe contar compassos.
Enquanto muitos veem o rock progressivo como relíquia, Lee ainda se emociona quando ouve o violão daquela velha faixa no rádio. E é assim que um simples refrão desafia o tempo: provando que, quando uma música é bem escrita, nem as décadas têm coragem de envelhecê-la.
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