Como um hater acabou fazendo o Metallica se tornar a maior banda de metal da história
Por Bruce William
Postado em 06 de junho de 2025
Em 1989, o Metallica lançou seu primeiro videoclipe: "One". A música já era poderosa por si só, mas o vídeo, exibido na MTV, ampliou seu impacto. Para o público geral, foi um marco. Para parte dos fãs mais radicais, foi uma heresia. No universo do metal, onde muitos valorizam o "não se vender" quase como um código de honra, aparecer em rede nacional soava como sinal de rendição à indústria.
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James Hetfield se viu no centro dessa tensão. Durante um show em San Francisco — em que ele nem estava no palco, mas apenas como espectador — um fã se aproximou e cuspiu nele. "O cara veio até mim e cuspiu em mim!", contou Hetfield em entrevista à Metal Hammer, ainda espantado com o episódio. A razão? O videoclipe. Para o sujeito, aquele passo era inaceitável. Metal não se misturava com mídia pop.
Hetfield não partiu pra briga, mas refletiu. "Foi aí que percebi: você pode continuar pequeno e preso a esse circuito... mas se tem algo importante pra dizer, precisa usar tudo o que puder — vídeo, internet, cinema. Você tem que ir em frente!", declarou. Para ele, o acesso a novos meios não era trair o metal — era fortalecê-lo e ampliá-lo.
Na prática, a cusparada serviu como gatilho. O clipe de "One" abriu portas, deu visibilidade e aproximou o Metallica de um público que nunca os havia visto fora das capas da Kerrang! ou dos palcos de festivais europeus, pontua a Far Out. A banda entendeu o poder de alcance e não voltou atrás. Poucos anos depois, o "Black Album" consolidaria essa nova fase — e transformaria o Metallica em um fenômeno global.
O fã cuspidor pode nunca ter aceitado esse rumo. Mas, sem querer, acabou sendo o catalisador de uma decisão que ajudaria a empurrar o Metallica para o topo. A banda não recuou — e, no processo, deixou claro que crescer não era o mesmo que se vender. Era só saber onde se queria chegar.
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