Por que Paulinho Moska resolveu abandonar o Inimigos do Rei, segundo Luiz Nicolau
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de agosto de 2025
Nos anos 80, em meio a uma explosão de bandas de rock nacional, os Inimigos do Rei chamaram atenção com um som debochado, letras cheias de humor e um toque de nonsense que destoava de tudo que estava em alta. Com hits como "Adelaide" e "Uma Barata Chamada Kafka", o grupo conquistou o público — especialmente o infantojuvenil —, embora boa parte de suas mensagens fossem carregadas de ironia e crítica social.

Mas o sucesso inesperado e a forma como foram rotulados acabaram gerando uma crise interna. Em entrevista ao podcast Corredor 5, o músico Luiz Nicolau, um dos vocalistas da banda, falou abertamente sobre o que levou Paulinho Moska a deixar o grupo.
"O Moska começou a construir a carreira solo dele ainda dentro dos Inimigos", contou Nicolau. "Ele apresentava músicas novas pra gente, mas já era uma coisa só dele, com uma identidade muito diferente do que a banda fazia."
O motivo principal, segundo Nicolau, foi a resistência interna em manter o tom bem-humorado que havia marcado o sucesso do grupo. "Ele se recusava a fazer música que não fosse do jeito que ele queria. Queria seguir uma linha mais séria, mais autoral. E ele era um dos principais compositores. Aí chegou uma hora que ele falou: ‘Galera, não dá mais pra mim. Quero fazer o meu trabalho, não tô afim de ficar nessa vibe de humor’."
Nicolau, que se via como o mais "marketeiro" da banda, ainda tentou manter o tom que havia levado o grupo ao sucesso. "A gente vendeu uma goiabada que fez um puta sucesso. Não dá pra sair vendendo pão de queijo no segundo disco. Tem que ter outra goiabadinha... Mas eu era voto vencido."
Confira a entrevista completa abaixo.
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