A banda clássica dos anos 1970 que inspirou o nome do "novo" RPM
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de setembro de 2025
A novela em torno do nome RPM ganhou um capítulo decisivo em 2024, quando foi anunciado oficialmente o projeto RPM O Legado, liderado pelo guitarrista Fernando Deluqui. Após anos de disputas jurídicas e tensões internas, a nova formação trouxe não apenas um entendimento com Paulo Ricardo, mas também uma proposta clara: manter viva a herança da banda que marcou a história do rock brasileiro nos anos 1980.
Em entrevista exclusiva ao Whiplash.Net, Deluqui explicou como surgiu a ideia do acordo. "Com a decisão em primeira instância de ninguém poder usar mais o nome e a marca RPM, ambos os lados viram que talvez valesse a pena conversar e entrar num entendimento. Eu não estava a fim de jogar roleta russa podendo perder a chance de continuar fazendo rock 'n' roll levando o legado do RPM para o povo brasileiro", disse o guitarrista.

RPM O Legado
Mas de onde veio exatamente o título O Legado? A resposta está em uma referência internacional. Deluqui contou que, pouco antes da pandemia, o RPM foi convidado para abrir um show do projeto Dire Straits Legacy. Foi ali que ele percebeu que havia um caminho mais honesto para seguir em frente: "Olhei para o Kiko, nosso baterista, e falei: 'Pô, que nome legal. Para a gente, poderia ser RPM O Legado'. Porque o público já saberia que não está comprando o RPM original, mas sim uma continuação respeitosa". A entrevista foi ao Corredor 5.
O guitarrista reforçou que a decisão trouxe alívio após um período turbulento de disputas judiciais, perdas e incertezas. "Não foi fácil. O Paulo entendeu que já era demais continuar usando o nome original depois da morte do Luiz. E eu também já pensava que era hora de buscar outra ideia. Foi um furacão: empresário que saiu, brigas internas, advogado todo dia. Adoece a gente. Mas quando fechamos em RPM O Legado, achei mais verdadeiro. É a forma de continuar levando essa música adiante."
Deluqui também defendeu seu papel na história do grupo: "Nunca houve um RPM sem mim. Historicamente, com a minha entrada e o show na Vila Madalena em 1984, começa o RPM. Depois entrou o Paulo Pagni. Em 2017, quando o Paulo Ricardo quis fazer uma pausa, o Luiz, o P.A. e eu continuamos - era 75% da banda. Infelizmente, com as perdas, não tivemos escolha senão seguir em frente com outro nome".
Hoje, o RPM O Legado se apresenta como a continuidade do trabalho original, mas sem criar falsas expectativas. Com novos integrantes, Deluqui afirma que a missão é preservar a memória e, ao mesmo tempo, manter o grupo ativo na estrada. "É mais honesto, porque todo mundo sabe o que está comprando. Não é só um show, é a celebração de uma história."
Confira a entrevista completa abaixo.
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