O álbum do AC/DC que ajudou a moldar o estilo de produção de Rick Rubin
Por Bruce William
Postado em 19 de setembro de 2025
Rick Rubin sempre teve uma relação pouco ortodoxa com gêneros musicais. Começou no punk, enveredou pelo hip-hop, foi parar no metal extremo, depois no country e seguiu explorando todo tipo de sonoridade. Mas por trás de tanta diversidade, há um disco que sempre o inspirou quando o assunto é rock direto e poderoso: "Highway to Hell", do AC/DC.
Mesmo com tantas descobertas ao longo da carreira, Rubin mantém a primeira banda que o fisgou no topo da sua lista de favoritas. Em artigo para a Rolling Stone (via Far Out), ele revelou que a forma como o AC/DC fazia música moldou profundamente sua maneira de trabalhar como produtor. Mais do que uma simples admiração de fã, Rubin considera "Highway to Hell" como a encarnação mais pura do rock and roll, um disco que define tudo o que ele tenta replicar no estúdio.

"'Highway to Hell' é provavelmente o disco de rock mais natural que eu já ouvi", escreveu ele. Tudo soa cru e direto, sem firulas. A dinâmica entre os irmãos Young nas guitarras, o baixo preciso de Cliff Williams e a batida constante de Phil Rudd segue livre, sem interferências. Segundo Rubin, essa simplicidade extrema é o que torna o som do AC/DC tão poderoso - direto, seco e sem espaço para firulas.
Essa filosofia o influenciou não apenas em gravações de rock, mas também em álbuns de rap e pop. De "Reign in Blood" do Slayer, até "21" da Adele, Rubin busca sempre o mesmo princípio: tirar tudo o que for desnecessário e deixar só o essencial. Como ele mesmo diz, o AC/DC levou a estrutura do R&B americano a um extremo minimalista inédito, e isso se tornou a pedra fundamental de seu modo de pensar produção musical.
Se Rubin é hoje uma referência em tantos estilos, é porque aprendeu com um grupo que nunca precisou mudar para continuar soando imenso. Mais de quatro décadas depois, "Highway to Hell" ainda é, para ele, o som que todos deveriam almejar alcançar.
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