O músico que Neil Young disse ter mudado a história; "ele jogou um coquetel molotov no rock"
Por Bruce William
Postado em 31 de outubro de 2025
Em 1967, Jimi Hendrix já era reconhecido como um dos músicos mais originais de sua geração. Depois de lançar "Axis: Bold As Love", sua técnica e ousadia mostravam que ele estava em outro nível. Misturando blues, soul e psicodelia, ele reinventou a linguagem da guitarra elétrica e abriu caminho para tudo o que viria nos anos 1970: dos riffs monumentais aos solos longos e cheios de emoção.
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O ponto máximo dessa virada veio no Festival de Monterey, em junho daquele ano, quando Hendrix incendiou sua guitarra diante do público atônito. Não foi apenas um gesto teatral: era a expressão literal de um artista que parecia controlar o instrumento com o corpo inteiro, como se não houvesse fronteira entre os dois.
Neil Young, que se tornaria um dos grandes guitarristas da década seguinte, reconheceu que Hendrix mudou tudo. "Guitarra, você pode tocar ou transcender", disse, em fala publicada na Far Out. "Jimi me mostrou isso. Ele e o instrumento eram uma coisa só. Eu apenas olhei, ouvi e senti - e quis fazer igual. Hendrix jogou um coquetel molotov no rock and roll."
Young reforçou a admiração em outras entrevistas: "Ele era fora do cabo. Naquele tempo, ninguém tinha levado a guitarra elétrica tão longe, e isso vale até hoje. Estava acima de todos. Totalmente fora. Tão fluido, usando o feedback para criar coisas belas. Para um fã de guitarra como eu, foi uma revelação."
Enquanto nomes como Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page eram exaltados como mestres da guitarra, Hendrix permanecia em outro plano. Seu toque era técnico, mas também emocional, como se cada nota carregasse um grito ou uma prece. Foi essa mistura de domínio e sensibilidade que, para Neil Young, transformou Hendrix em algo maior que um músico - um ponto de virada na própria história da música.
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