Regis Tadeu explica por que o Rush tocou "Finding My Way" em seu show de retorno
Por Bruce William
Postado em 31 de março de 2026
Regis Tadeu avaliou como um "movimento de mestre" a escolha de "Finding My Way" para marcar a estreia da nova formação do Rush com Anika Nilles na bateria. Na visão dele, Geddy Lee e Alex Lifeson foram cirúrgicos ao abrir essa nova fase justamente com uma música do primeiro disco da banda, gravado antes da entrada de Neil Peart.
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Para o crítico, o gesto teve um sentido muito claro: evitar que a nova baterista fosse colocada imediatamente na armadilha de ser comparada ao antigo companheiro de banda. "O Rush mandou um recado muito claro: 'cara, não tentem comparar a Anika com o Neil Peart logo de cara'", afirmou. Segundo ele, ao voltar às raízes setentistas, o grupo "limpou o terreno" e esvaziou esse tipo de comparação antes mesmo do primeiro refrão.
Regis também elogiou bastante a performance de Geddy Lee, dizendo que o baixista e vocalista pareceu rejuvenescido no palco e chegou perto de regiões vocais que já não frequentava havia muito tempo. Mas o comentário mais entusiasmado ficou mesmo para Anika Nilles, que, em sua avaliação, teve o mérito de não tentar soar como uma réplica de Neil Peart.
"Ela não amaciou, ela desceu a porrada", resumiu. Para Regis, esse foi o grande acerto da apresentação: Anika apareceu como ela mesma, tocando Rush com personalidade própria, em vez de cair no que ele diz ser uma "armadilha técnica e emocional" de tentar imitar o antigo baterista. Ele considera que esse caminho seria não só inútil, mas também artisticamente desonesto.
No fim, a leitura dele sobre essa reaparição do Rush foi bem clara: a banda não voltou para funcionar como peça de museu ou exercício de nostalgia. "O Rush voltou a ser uma entidade viva, ele não é um museu de cera em turnê", afirmou. E é justamente por isso que Regis torce para que a futura turnê siga nessa direção, com liberdade para reinterpretar o passado em vez de apenas reproduzi-lo.
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