As 3 razões que levam Regis Tadeu a achar que novo álbum de Paul McCartney será o último
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de junho de 2026
Regis Tadeu analisou o novo álbum de Paul McCartney, The Boys of Dungeons Lane, e afirmou que o disco pode funcionar como um encerramento digno para a discografia de estúdio do ex-Beatle. Em vídeo, o crítico disse que o trabalho não traz os mesmos lampejos de genialidade melódica do passado, mas também passa longe de qualquer preguiça de estúdio.
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Para Regis, o álbum tem grandes chances de ser "o último suspiro" de Paul dentro de um estúdio. Ele citou a idade do músico, que completa 84 anos em junho de 2026, e a possibilidade de uma turnê de despedida. Segundo o crítico, cruzar oceanos, enfrentar fusos e passar três horas no palco a cada show passou a exigir um esforço cada vez maior.
"Para um homem da idade dele, cruzar oceanos, enfrentar fuso horário e passar três horas em cima de um palco toda noite é um esforço hercúleo", afirmou Regis. Ele também disse que a voz de Paul já exige ajuda de estúdio, embora o músico ainda consiga se sair bem nos palcos.
Último álbum de Paul McCartney?
O crítico afirmou que, caso The Boys of Dungeons Lane seja mesmo o último álbum de McCartney, a escolha faria sentido por três motivos. O primeiro seria a "sinceridade biográfica" do trabalho, voltado às memórias de Liverpool. O segundo seria a preservação do mito, evitando uma permanência excessiva em estúdios e palcos. O terceiro seria um fechamento com boas faixas e um dueto com Ringo Starr.
Regis, porém, não tratou o álbum como obra-prima. Ele criticou a capa e a produção de Andrew Watt, a quem acusou de pasteurizar dinâmicas e usar compressão em excesso. Ainda assim, disse que o disco deve ser ouvido sem preconceito, sobretudo por quem não está preso ao olhar mais técnico da crítica.
Entre os destaques, Regis citou "Days We Left Behind", descrita como um lamento acústico nostálgico, com uma melodia bonita e a fragilidade vocal de Paul incorporada ao resultado. Também elogiou "Downsf", canção folk sobre viagens de carona com George Harrison em 1958, e "Mountain Top", que resgataria uma abordagem psicodélica do compositor.
O encontro com Ringo Starr em "Home to Us" foi visto com frustração. Regis chamou a música de simpática, mas disse que ela merecia resultado melhor por reunir os dois Beatles sobreviventes. Para ele, a faixa soa como trilha de comercial com velhos amigos e representa um "desperdício histórico".
Na reta final, o crítico elogiou "Sales Man", uma homenagem aos pais trabalhadores de Paul em Liverpool, e "Mama Gets By", descrita como uma ode emocionante ao casamento dos pais do músico. Para Regis, o encerramento do disco é digno, sem cinismo, com Paul usando o que resta da voz em uma melodia capaz de emocionar.
Ao concluir, Regis disse que The Boys of Dungeons Lane não é uma obra-prima, mas pode ser um final de discografia honesto. "Ele olhou para trás sem transformar o passado num museu", afirmou. Para o crítico, Paul McCartney talvez tenha chegado ao ponto ideal para "pendurar as chuteiras" e aproveitar a glória de ser, em sua avaliação, "o maior compositor vivo do planeta".
Confira o vídeo completo abaixo.
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