Os 11 álbuns prog preferidos de Geoff Downes, tecladista do Yes e Asia
Por João Renato Alves
Postado em 19 de outubro de 2025
Atual titular dos teclados no Yes e Asia, Geoff Downes foi convidado a mencionar seus álbuns de rock progressivo preferidos para a revista Prog. O músico escolheu 11 e teceu breves comentários sobre cada obra.
Melhores e Maiores - Mais Listas
11. PROCOL HARUM – SHINE ON BRIGHTLY (1968)
"Esta foi a primeira vez que ouvi uma banda que tinha teclados. Certamente, 'A Whiter Shade Of Pale' foi uma grande influência para mim, mas eu particularmente adorei este álbum. Foi a primeira vez que os teclados realmente começaram a ser integrados ao rock. Antes, de modo geral, os pianos eram bastante dominantes, mas acho que o fato de eles usarem órgãos Hammond e teclados estarem muito em evidência realmente me atraiu naquela época. Então, este álbum foi muito importante para mim."
10. CARAVAN – IN THE LAND OF GREY AND PINK (1971)
"O Caravan foi uma das primeiras bandas que vi ao vivo e, mais uma vez, era uma banda muito voltada para o teclado. Do meu ponto de vista, fiquei muito impressionado com Dave Sinclair e sua abordagem ao teclado, que era muito melódica, com um estilo de órgão Hammond. Isso realmente me inspirou a me dedicar ao teclado profissionalmente. Achei que ele estava levando os teclados a uma dimensão totalmente nova e gostei muito disso."
9. KING CRIMSON – IN THE COURT OF THE CRIMSON KING (1969)
"Acho que este foi o início da busca por letras realmente profundas e inteligentes na música progressiva, e provavelmente foi o álbum que definiu aquele período – sem mencionar o apelo da capa, que foi bastante inovadora na época. Mas com o elemento jazzístico que surgiu com '21st Century Schizoid Man', foi muito inspirador, e dá para perceber que todos eles eram músicos muito, muito bons juntos. E me impressionou muito, porque era o tipo de coisa que eu queria fazer. Não havia nada parecido antes."
8. THE NICE – ARS LONGA VITA BREVIS (1968)
"Keith Emerson foi uma grande influência para mim e eu realmente me envolvi com o Nice, embora eu ache que o ELP o tenha apurado para um estilo mais definidor, mas acho que ele já estava inovando com sua interpretação de peças clássicas naquela época. Também fiquei impressionado com o fato de que, nesta banda de rock, ele se apresenta à frente do palco como tecladista. Foi provavelmente o maior expoente do teclado de rock e certamente foi uma das primeiras pessoas a se tornar uma espécie de superstar do instrumento."
7. YES – CLOSE TO THE EDGE (1972)
"Este é provavelmente o álbum mais marcante do Yes – certamente daquele período – e foi uma das primeiras vezes que as bandas realmente se interessaram por álbuns conceituais, onde todo um lado de um vinil era uma só peça. Isso era praticamente inédito e, em termos de música progressiva, este é provavelmente o álbum que define tudo. E, certamente, quando comecei a tocar e tive que aprender o álbum inteiro, foi incrível ir além das rachaduras e ver como tudo era montado. Havia tantas nuances na música, e acho que isso levou o Yes a um nível e dimensão totalmente novos e realmente os consolidou como uma das maiores bandas de progressivo de todos os tempos."
6. GENESIS – SELLING ENGLAND BY THE POUND (1973)
"Este é um álbum brilhante e, para mim, tinha tudo. É repleto de ótimas composições, ótimos sons e também tem uma produção fantástica. O trabalho de guitarra foi extremamente versátil, assim como os teclados de Tony Banks. Ele também estava inovando em termos de teclados e realmente ajudou a transformar esse tipo de música. O clima deste álbum é simplesmente incrível. Devo tê-lo ouvido umas mil vezes e sempre encontro algo novo a cada vez. Em termos daquele capítulo específico do Genesis, acho que este foi o álbum mais perfeito que eles lançaram."
5. PINK FLOYD – WISH YOU WERE HERE (1975)
"Este é um álbum clássico e, para mim, mais audível do que 'Dark Side Of The Moon'. Os climas, os arranjos das músicas e a forma como elas se desenvolvem realmente me empolgaram. As pessoas podem dizer que não é um álbum definitivo, mas é o meu álbum favorito do Pink Floyd. Syd Barrett veio visitar o estúdio enquanto eles estavam gravando e acho que o título, 'Wish You Were Here', é sobre ele."
4. JETHRO TULL – AQUALUNG (1971)
"Mais uma vez, adoro a pegada deste disco e acho que é provavelmente um dos álbuns mais musicais da época. Inicialmente, acho que eles eram mais uma banda de pop progressivo – e você os via no Top Of The Pops –, mas começaram a se mover em uma direção mais progressiva e foi aí que me interessei de verdade pelo que eles estavam fazendo. Acho que 'Aqualung' resume toda aquela era do prog, que se desenvolveu a partir de um estilo mais pop – muitas das primeiras músicas deles são muito mais concisas e aqui acho que eles começaram a se expandir um pouco mais. Havia muita experimentação – não apenas com técnicas de estúdio, mas com letras obscuras e muitas coisas estranhas que eles estavam criando."
3. THE MOODY BLUES – DAYS OF FUTURE PASSED (1967)
"Musicalmente, este é um álbum muito forte porque eles realmente se dedicaram ao conceito. Em termos de onde se situavam na hierarquia do progressivo, alguns podem dizer que eles não são exatamente o que você definiria como uma banda de rock progressivo, no sentido de, digamos, Yes, Pink Floyd ou Genesis, mas em seus primeiros anos eles tinham um lado muito experimental, usando orquestras e instrumentos orquestrais – obviamente, 'Nights In White Satin' apresenta um solo de flauta no meio – e muitas dessas bandas estavam se distanciando de serem apenas um quarteto ou quinteto. As músicas deste disco são suítes, o que o levou mais para o reino da música clássica, em vez de uma banda de rock tocando oito músicas em um álbum."
2. SOFT MACHINE – THIRD (1970)
"A cena de Canterbury foi uma grande influência para mim, porque muitas das bandas de lá eram baseadas em teclados e tudo estava acontecendo na época em que eu estava começando na música. Para o Soft Machine, a experimentação foi a chave. Depois que Robert Wyatt sofreu o acidente, acompanhei os vários membros para ver onde eles iam parar, e quando Wyatt saiu do Soft Machine, fundou uma banda chamada Matching Mole, que na verdade era um trocadilho com Soft Machine em francês. Mas era uma cena tão boa, então deve ter sido incrível estar por lá naquela época. E muitos deles costumavam fazer turnês juntos, então eu pude ver Caravan, Soft Machine e uma série de bandas que faziam parte desse movimento. Este é um dos meus álbuns favoritos de todos."
1. SUPERTRAMP – CRIME OF THE CENTURY (1974)
"Eu adoro o Supertramp. Eles provavelmente representam o lado mais pop do rock progressivo, mas eu simplesmente achava as letras deles ótimas e a produção fantástica. Ken Scott produziu esse álbum, e é simplesmente um disco fantástico. Não acho que haja uma música ruim nele. É simplesmente cheio de climas realmente ótimos e, como havia dois vocalistas principais, eles tinham harmonias muito, muito boas. E, novamente, eles eram bastante guiados pelo teclado – os pianos Wurlitzer eram uma característica marcante da música deles, então eles também foram uma banda muito inspiradora para mim."
Nascido em Stockport, Inglaterra, Geoff Downes despontou para o sucesso com o The Buggles, duo em parceria com o músico e produtor Trevor Horn. Os dois são mais lembrados por terem protagonizado o primeiro videoclipe da história da MTV, com "Video Killed The Radio Star".
Junto de Horn, foi convidado a integrar o Yes em 1980. Saiu no ano seguinte, retornando em 2011 e permanecendo até os dias atuais. Também é um dos membros originais do supergrupo Asia, onde segue participando. Além dos discos solo, ainda participou de trabalhos de Kate Bush, Trapeze, Greg Lake e Billy Idol, entre outros.
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