Dream Theater: 10 dos melhores covers tocados pela banda

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Por Nando Freitas
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A banda estadunidense Dream Theater é mundialmente reconhecida por protagonizar o metal progressivo. Embora outros grupos, como Queensryche, tenham sido pioneiros do gênero no final da década de 1980, o lançamento do álbum "Images and Words", em 1992, levou-o a um outro patamar musical. Após a estreia desse clássico, o quinteto produziu, ao longo dos anos, outras obras de exímia qualidade que o firmaram no pedestal de ícones do progressivo.

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O que nem todos sabem, no entanto, é que o Dream Theater, durante toda a sua carreira, executou covers de diversos artistas: no catálogo, há desde músicas de bandas extremamente famosas, como Pink Floyd, Iron Maiden, Metallica, Rush, U2, até de outras menos conhecidas, como Zebra e Dixie Dregs. Apesar de a qualidade das execuções variar de acordo com os equipamentos de gravação utilizados e com a adaptação dos membros aos diferentes estilos reproduzidos, há covers que são tão bons ou até melhores do que as versões originais - e alguns deles estão listados abaixo.

Perfect Strangers (Deep Purple)

Esta versão da música "Perfect Strangers", do Deep Purple, foi gravada pelo Dream Theater em 1995 na casa de shows "Ronnie Scott's Jazz Club" e pertence ao EP "A Change of Seasons". O que impressiona nesta canção é a personalidade da banda, que tornou esse clássico do Deep Purple mais versátil e agressivo, principalmente devido aos vocais de James LaBrie, ornamentados com screams e drives, e ao solo despojado de John Petrucci. A despeito do fato de que trechos da música foram regravados em estúdio em virtude de problemas na captação do som e da dificuldade de o cantor atingir as notas mais agudas da faixa por ter rompido suas pregas vocais apenas um mês antes da gravação, não se pode negar que o Dream Theater fez uma exímia homenagem.

Red Hill Mining Town (U2)

"Red Hill Mining Town", uma das mais belas canções do U2, nunca foi tocada ao vivo pela banda irlandesa em seu arranjo original, pois Bono não conseguia, mesmo em 1987, atingir suas notas mais agudas. Curiosamente, a única vez em que ela foi executada pelo Dream Theater foi em 1995, ano em que James LaBrie mais sofreu as consequências da intoxicação alimentar em Cuba que culminou na ruptura de suas pregas vocais. Entretanto, a versão da banda de metal progressivo é brilhante, pois os membros não tentaram copiar o estilo do U2, mas o adaptaram às suas características. Além da bela introdução no teclado de Derek Sherenian e do solo muito bem improvisado por John Petrucci, o grande destaque da música é LaBrie, que expressa autenticamente os sentimentos da música com seus vocais que alternaram entre a suavidade (incluindo um belíssimo falsete nos segundos finais) e a agressividade com feeling no refrão, evidenciada pelas notas agudas com drives.

Odyssey (Dixie Dregs)

"Odyssey" é uma das melhores músicas compostas pela banda de jazz fusion, rock intrumental e progressivo Dixie Dregs, pois consiste em uma mistura ousada de criatividade e técnica. Na releitura do Dream Theater, a beleza melódica de "Odyssey" mantém-se, mas há mais peso devido à tecnologia da gravação (há uma grande disparidade tecnológica entre 1978 - ano em que a versão original foi gravada - e 2009, quando o Dream Theater gravou a sua versão), à adaptação de John Petrucci, que interpreta os solos de Steve Morse de forma impressionante, e à bateria furiosa de Mike Portnoy.

O Holy Night (John Sullivan Dwight)

O Dream Theater já tocou "O Holy Night" em diversos momentos na carreira: há uma versão de estúdio que pertence ao CD "International Fan Club" de 1996 e outras tocadas ao vivo, majoritariamente durante o mês de dezembro em 1997 e 1998. Contudo, a mais famosa delas é acústica: em 1993, John Petrucci e James LaBrie criaram uma atmosfera mágica apenas com um violão e uma voz.

Aos engraçadinhos, recomendo assistirem à célebre montagem feita com esse vídeo, na qual James LaBrie participa de uma audição no American Idol:

Stargazer (Rainbow)

Esta escolha talvez gere certa discórdia, pois pode levar a comparações entre Dio, reconhecido por muitos como a maior voz do metal, e James LaBrie, um dos vocalistas mais questionados do metal progressivo e que divide opiniões entre fãs. A despeito desse risco, o Dream Theater faz um excelente cover de "Stargazer", trazendo toda a agressividade da versão original - e o principal responsável por esse efeito é John Petrucci, que esbanja técnica em seu solo.

Goodbye Yellow Brick Road (Elton John)

Elton John? Novamente, os musicistas do Dream Theater surpreendem ao demonstrarem as vastas influências que possuem. Quando "Goodbye Yellow Brick Road" foi tocada, as habilidades de James LaBrie foram postas à prova, pois trata-se de uma música que exige versatilidade e técnica para ser cantada - e apesar das supostas dificuldades, o vocalista demonstrou personalidade e foi fundamental para tornar esse cover digno de honrarias.

Tears (Rush)

Para aqueles que não apreciam o timbre de Geddy Lee, a versão de "Tears" do Dream Theater pode agradar muito, pois a voz melodiosa e emotiva de James LaBrie expressa todo o sentimento de tristeza que a música carrega. Indubitavelmente, um dos mais belos covers do grupo.

Take Your Fingers From My Hair (Zebra)

Zebra é uma banda de hard rock e rock progressivo ativa principalmente durante a década de 1980 e que, por motivos inexplicáveis, nunca teve o devido reconhecimento que merece. Entretanto, apesar do desconhecimento do público, o Dream Theater foi influenciado por ela e o cover de "Take Your Fingers From My Hair", uma das faixas mais progressivas da banda, foi um reconhecimento da importância de Zebra para a música. Cover que, aliás, traria orgulho aos membros da banda de hard rock: os vocais graves de James LaBrie na introdução, assim como a dobradinha de teclado e guitarra no fim da faixa, conferem-na um tom épico e os solos de John Petrucci são assustadoramente bons e difíceis. Uma grandiosa homenagem!

Since I've Been Loving You (Led Zeppelin)

Tocar "Since I've Been Loving You" é para poucos. O solo de Jimmy Page, concebido quase como uma criança recém-nascida, é um dos melhores da história do rock. Os vocais de Robert Plant, extremamente expressivos e característicos, tornaram a faixa quase irreproduzível por outros vocalistas - muitas tentativas foram frustradas ou insatisfatórias. E, mesmo assim, os membros do Dream Theater aventuraram-se a tocá-la algumas vezes ao vivo.

Na melhor versão, de 1998, a banda demonstra uma intensa sintonia e vontade de homenagear o Led Zeppelin. John Petrucci toca cada nota com emoção e James LaBrie é um show à parte: ele canta buscando transmitir todo o sentimento da música e atinge notas absurdamente altas, levando o público aos aplausos. Todavia, é plenamente aceitável que haja discordâncias em relação a essa opinião, já que, como dito anteriormente, "Since I've Been Loving You" é para um grupo seleto.

Bad (U2)

Nesta releitura, James LaBrie novamente mostra que tem uma capacidade inata para cantar as músicas do U2. John Petrucci e Derek Sherenian criam uma bela atmosfera melódica e harmônica e o cantor projeta belamente sua mélea voz, apesar de apresentar evidentes dificuldades para alcançar as notas mais agudas do refrão.

Bônus: The Dark Side of the Moon (Pink Floyd)

A única forma de compreender o fascínio dessa apresentação é assisti-la. Ao tocar "The Dark Side of the Moon" na íntegra, o Dream Theater prestou um dos maiores tributos já realizados ao Pink Floyd.

Aos interessados, há uma compilação no YouTube que possui praticamente todos os covers já executados pelo quinteto, que pode ser acessada pelo link abaixo.

Comente: Qual cover você gostaria de ver com o Dream Theater?

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