Melhores de 2012: as escolhas do redator Ben Ami Scopinho

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Por Ben Ami Scopinho
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Internacionais:

Borknagar – Urd


O Borknagar surgiu em 1995, em meio às confusões da cena Black Metal norueguesa, mas sua música evoluiu para muito além da simples violência que caracteriza o estilo. “Urd” é seu nono álbum e segue uma linha não tão rebuscada em termos de arranjos, mas ainda assim se mantém multifacetado ao interligar componentes do Black Metal com arranjos acústicos, psicodelia e explorando sutis sinfonias. Uma bela referência em se tratando de música extrema da Escandinávia.

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Little Caesar – American Dream


Oriundo da Los Angeles de 1987, o Little Caesar lançou alguns ótimos álbuns nos velhos tempos, mas simplesmente sumiu do mapa na década seguinte. “American Dream” é o segundo disco após seu retorno em 2001, mantendo praticamente a mesma formação original e, sem grande alarde, continua com a incrível fusão de Hard Rock e muito Blues. Assim, sem apresentar nada de novo, esses ‘refinados’ senhores de meia-idade mantêm tal frescor que o novo repertório apresenta algumas composições que podem ser consideradas como as melhores de sua trajetória.

Crippled Black Phoenix - (Mankind) The Crafty Ape


Capitaneado pelo britânico Justin Greaves, o Crippled Black Phoenix acabou de lançar o álbum duplo “(Mankind) The Crafty Ape”, um quinto registro que continua instigando os amantes do Rock Progressivo. O repertório segue entre o otimista, melancólico e o macabro, mas com toda uma natureza cinematográfica que resulta em fácil assimilação. E, nesta viagem tão alinhada aos anos 70 encontraremos ecos de Pink Floyd e Jethro Tull, mas sempre se posicionando muito além dos atos genéricos que sempre rondarão qualquer cena musical mundo afora.

Moonspell - Alpha Noir / Omega White


O Moonspell apresenta nestes dois discos as principais características que construíram sua reputação. “Alpha Noir” é pesadíssimo e elaborado com o Death, Thrash e Doom Metal, enquanto “Omega White” destila toda a melancolia e opressão típicas do Gótico. De qualquer forma, independente do estilo em que se enverede, é fato que estes portugueses sabem como fazer música com uma classe que somente foi sendo refinada ao longo de 20 anos de trajetória. E, fechando com chave de ouro, um projeto gráfico simplesmente impressionante o torna item obrigatório aos colecionadores.

Richie Sambora - Aftermath Of The Lowdown


Muito do sucesso da açucarada discografia do Bon Jovi está atrelado às inspiradas guitarras de Richie Sambora. Mas é do conhecimento de todos que a vida deste norte-americano andou bastante tumultuada nos últimos tempos e, pelo jeito, esses eventos conspiraram para que “Aftermath Of The Lowdown” fosse considerado por muitos como o melhor disco solo de Richie. Mesclando o antigo ao contemporâneo, aqui encontramos rockaços, canções acessíveis e grandes baladas, mas seguindo um padrão mais introspectivo e provando a diversidade e talento deste guitarrista, cantor, compositor e, naturalmente, ‘hitmaker’.

Nacionais:

Headhunter D.C. - ...In Unholy Mourning...


O Headhunter D.C. é uma das maiores referências da música extrema brasileira e fez deste luxuoso “...In Unholy Mourning...” seu melhor álbum, naturalmente atacando tudo o que possa ser considerado ‘sagrado’. Os baianos, mesmo sendo fundamentalmente Death Metal, sempre exibiram preocupação em não se estagnar, sabendo como enriquecer sua música com agressão e atmosfera obscura ímpares, mas em nenhuma hipótese conspurcando uma ideologia que se mantém sólida desde os anos 80.

Silent Cell - The Absence Of Hope


Vindo de Bragança Paulista (SP) e na ativa desde 2010, o novato Silent Cell mostra como a nova geração está interpretando o Heavy Metal. A estreia com “The Absence Of Hope” mostra a intrigante capacidade que os brasileiros possuem em fazer as coisas de um jeito bastante especial, absorvendo e remodelando o metal alternativo norte-americano. As referências estão lá, evidentes, mas em linhas gerais este pessoal possui uma capacidade intuitiva e analítica consideravelmente amadurecidas, cujo efeito é um repertório seguro e impactante, repleto de distorção, melodias e elementos eletrônicos, além de um desempenho vocal cujas linhas limpas e berros acrescentam muito às canções.

HeptaH – Master Of Delusion


Passaram-se apenas dois anos para que o HeptaH, oriundo de Campinas (SP), tomasse forma e já marcasse sua estreia com “Master Of Delusion”. O cerne de sua proposta é o Heavy Metal Tradicional, mas com tantas melodias e arranjos intrincados que avança fundo em terreno progressivo. Esqueça toda a pompa decorativa dos teclados, aqui a prioridade são as guitarras, baixo e bateria, que envolvem com muita precisão as variadas linhas de dois vocalistas, o que proporciona uma dinâmica bastante especial à audição.

Rygel – Imminent


Fundado em 2004 na cidade de Santos (SP), o Rygel já mostrava o que queria em termos musicais na estreia "Realities... Life As It Is" (09). Mas é com o pesadíssimo “Imminent” que a banda mostra real amadurecimento ao incorporar vários estilos – mas sem se apegar necessariamente a nenhum deles – em seu Heavy Metal Melódico. Nada de inovação, mas é inegável que os arranjos, tensos e com muito feeling, se esquivam naturalmente para fora do lugar comum.

Torqverem - Vber Crvciatvs


Tendo seu embrião surgido na cidade paulista de Araraquara, e com algumas composições remetendo ao distante 1998, as idéias / sons / canções somente foram se acumulando para, em 2002, o Torqverem tomar real forma. A filosofia de vida espelhada na interpretação que o mentor V. A. Necrovisceral possui do Universo é o que orienta “Vber Crvciatvs”, exalando um Black Metal na linha dos precursores que mostraram sua rebelião no início da década de 1990. Uivado na língua portuguesa e com arranjos frios e diretos, intercalando agressividade com passagens etéreas, dissonantes e introspectivas, resultam em um repertório que está longe de ser entendido como convencional.

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Post de 28 de dezembro de 2012

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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