Angra: banda daria azar ao Brasil em Copas do Mundo?

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Por Saulo Castilho
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Recentemente, Mick Jagger ficou conhecido como o maior pé-frio do futebol mundial. Sempre que o vocalista era visto em um estádio de futebol manifestando sua torcida a favor de alguma equipe, esta acabava derrotada em campo, mesmo quando era a grande favorita. E se nós tivermos também nossa versão brasileira de personificação artística do azar futebolístico? Seria a banda Angra culpada pelo fracasso da seleção brasileira de futebol nas últimas Copas do Mundo?

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Vez por outra nos deparamos com estudos que parecem não fazer o menor sentido. Devido à infinidade de dados estatísticos que são coletados hoje em dia, não fica difícil encontrar temas que aparentam não ter conexão lógica alguma, mas que possuem alto grau de correlação estatística, tanto que até mesmo um livro sobre o assunto já foi lançado. “Spurious Correlations” (correlações espúrias) é um livro em inglês que demonstra através de gráficos o alto grau de correlação entre assuntos completamente não-relacionados como, por exemplo, o número de pessoas que se afogam em piscinas com o número de filmes em que Nicolas Cage aparece, ou o consumo de margarina por pessoa com a taxa de divórcios no estado americano do Maine.

Vamos agora analisar a relação entre os lançamentos oficiais de álbuns de estúdio da banda Angra com o desempenho da seleção brasileira de futebol nas últimas seis Copas do Mundo. Segundo sua biografia oficial, o conjunto brasileiro foi formado em 1991, portanto este será nosso ponto inicial. Em 1993, a banda lançou oficialmente seu primeiro álbum de estúdio, Angel’s Cry. No ano seguinte, nenhum álbum foi lançado e o Brasil saiu de uma fila de 24 anos sem títulos ao conquistar o tetracampeonato nos EUA. A Copa do Mundo seguinte foi na França em 1998, ano em que o Angra lançou o álbum Fireworks. Nesta Copa, a seleção brasileira terminou sendo humilhada pelos donos da casa na final por 3 a 0, que na época era a pior derrota da seleção brasileira na história da competição (calma, logo chegaremos no 7 a 1).

Em 2001, um reformulado Angra lança o álbum Rebirth para celebrar seu ressurgimento. Assim como uma reformulada e desacreditada seleção brasileira calou os críticos conquistando o penta, porém, não no mesmo ano, e sim no ano seguinte, no qual não havia nenhum álbum novo do Angra. O ano de 2004 foi o do lançamento do Temple of Shadows, porém #NãoTeveCopa.

Daí para frente, começa uma sequência que parece até proposital. Os três álbuns seguintes da banda foram lançados de 4 em 4 anos, coincidindo com as Copas do Mundo: Aurora Consurgens em 2006, Aqua em 2010 e Secret Garden em 2014. E adivinhem? Três álbuns do Angra, três derrotas traumáticas da seleção brasileira, culminando com… isso mesmo, o 7 a 1!

Resumindo, desde o surgimento do Angra, em todos os anos de Copa do Mundo nos quais eles lançaram álbuns completos de estúdio, o Brasil perdeu, e nos anos de Copa nos quais não houve tais lançamentos, a seleção brasileira foi campeã. Correlação espúria, coincidência, superstição ou “coisa do Capiroto”, por via das dúvidas é melhor alguém avisar ao Rafael que se um novo álbum estiver nos planos dele para 2018, é provável que o hexa ainda demore muitos anos. E se você tiver uma piscina em casa, também sugiro tentar convencer o Nicolas Cage a se aposentar.

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Sobre Saulo Castilho

Catarinense, bacharel em ciências da computação, mestre em matemática, fluente em língua inglesa e com conhecimento avançado ou intermediário em outros quatro idiomas não nativos. Além de músico, compositor, letrista e apreciador de todos os subgêneros do metal, em especial power metal e metal progressivo.

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