The Winery Dogs: trio soube evoluir sem perder a identidade
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 03 de outubro de 2015
Nota: 8 ![]()
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Embalados pelo sucesso do primeiro álbum, que arrancou elogios da crítica e dos fãs, o The Winery Dogs marca presença no meio desta década com Hot Streak. Sem mexer na fórmula mais básica do rock and roll (guitarra/vocal, baixo e bateria), o trio estadunidense entrega mais uma série de interessantes peças de rock cru com alguma sofisticação.
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O som básico do grupo permanece o mesmo aqui. Se você já era fã da banda, continuará sendo. Se não gostou do primeiro álbum, não perca seu tempo ouvindo este. Mas como nem todos podem se dar o luxo de ser um AC/DC, que nunca muda de fórmula e continua vendendo que é uma beleza, o trio resolveu mostrar que se preocupou em trazer algo de novo para o fã.
E isto será sentido ouvindo as faixas sem pressa, uma a uma. O início frenético da abertura "Oblivion" parece inspirado pelos tempos de Mike no Dream Theater. Já os riffs de "Captain Love" disparariam até o menos sensível detector de AC/DC - você jura que a qualquer momento Brian Johnson começará a cantar. "Spiral" traz uma linha hipnotizante no baixo. E por aí vai - cada canção com seu encanto. De resto, Hot Streak mantém a consistência que já é marca da banda.
Quando se tem uma formação tão econômica, não dá pra sair inventando muita frescura. Ao mesmo tempo, corre-se o risco de cair na repetitividade. O The Winery Dogs tirou isso de letra. Em primeiro lugar, porque soube evoluir sem perder a identidade construída no lançamento anterior. Ainda tem aquele som que você identifica imediatamente. Contudo, cada faixa traz um tempero que a torna diferente da anterior, algo que vai muito além do andamento e da ordem dos acordes.
Outro aspecto positivo do álbum é o espaço que foi dado a cada membro para se mostrar. Richie Kotzen (guitarras e vocal) e Billy Sheehan (baixo) solam livremente, mas cada qual no seu momento, sem excessos. Mike mostra mais uma vez sua versatilidade com linhas das mais variadas complexidades.
Tudo que o trio havia mostrado de bom no disco The Winery Dogs - crueza, coesão, versatilidade, atitude, virtuosismo - está de volta aqui, com alguns temperos a mais para ninguém poder dizer "bah, já ouvi isto antes". A sensação que se tem é que tudo que envolve Mike Portnoy dá certo, mesmo que as propostas sejam abissalmente diferentes. Basta ver como o cru The Winery Dogs consegue estar no mesmo nível do denso Flying Colors.
Abaixo, a faixa "Oblivion":
Track-list:
1. "Oblivion"
2. "Captain Love"
3. "Hot Streak"
4. "How Long"
5. "Empire"
6. "Fire"
7. "Ghost Town"
8. "The Bridge"
9. "War Machine"
10. "Spiral"
11. "Devil You Know"
12. "Think It Over"
13. "The Lamb"
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