Anette Olzon: vocalista fala sobre seu novo álbum, clipes e mais
Por Adriano Ribeiro
Fonte: MUSIC LEGENDS INTERVIEWS
Postado em 04 de março de 2015
Jason Saulnier conduziu, em 11 de fevereiro de 2015, esta entrevista com a ex vocalista do NIGHTWISH, Anette Olzon. Embora seja um pouco antiga, é a primeira vez que é traduzida para o português.
Jason Saulnier: O que há de novo no mundo da Anette Olzon?
Anette Olzon: No momento, eu sou uma abelha bastante ocupada ensaiando para meu primeiro show deste ano, em 20 de fevereiro, em Helsínquia, bem como me preparando para um programa de TV chamado TÄHDET TÄHDET, onde eu sou um dos participantes, que começa em 01 de março, na Finlândia.
Jason Saulnier: Como foi a gravação do álbum Shine?
Anette Olzon: Foi fácil e muito bom, já que eu trabalhei com grandes profissionais como Johan Glössner e Stefan Örn. Eles fizeram tudo correr tão bem, então fazer o álbum foi um grande passeio.
Jason Saulnier: Como que você teve a idéia para a arte da capa?
Anette Olzon: Eu realmente queria que a capa do álbum tivesse algo com a natureza. Eu enviei para a gravadora algumas fotos que eu tinha feito na floresta, onde o sol brilha através das árvores. Isso é como eu vejo em Shine e começamos desta maneira. Quando eu fiz a sessão de fotos com Patric Ulleus, tiramos muitas fotos desse tipo e foi tão difícil escolher, mas eu amei a que acabou ilustrando o álbum.
Jason Saulnier: Qual é a inspiração mais estranha que você já teve para uma música?
Anette Olzon: Haha, agora eu preciso te contar algo que aconteceu há muito tempo, nos meus tempos de Alyson Avenue, quando eu compunha letras. Após uma longa sessão de composição na sala de ensaio, estávamos tão cansados. Nós tocávamos em uma casa onde muitas bandas também ensaiavam. Algumas bandas punk, bandas de dance music e bandas de Death Metal, então nós nos divertíamos ouvindo os diferentes estilos de música que vinham através das paredes. Nessa tarde, cansados como estávamos, nós começamos a fazer música, fingindo que éramos uma banda de dance e, em seguida, uma banda de death metal que estava com muita raiva. E bem, minhas letras também eram meio estranhas. O som da banda de dance era uma melodia realmente feliz mas eu cantava letras tristes em sueco que, traduzido, diziam: "Então eu colho uma flor para sua sepultura, tenho a sensação de que você sente o mesmo que eu". Em seguida, a música de death metal onde eu apenas resmungava: "Morra!!!". E repetia, e repetia... haha! Então, esta foi a inspiração mais estranha que eu já tive.
Jason Saulnier: Qual a importância dos vídeos de música na indústria de hoje? Como eles se comparam com os vídeos de 20 anos atrás?
Anette Olzon: Bem, já que a MTV não toca mais tanta música como naquela época, não é tão fácil ter seu vídeo exibido na TV mas, ao mesmo tempo, um vídeo é muito mais importante hoje em dia, uma vez que muitas pessoas não vão ouvir uma música sem um vídeo. O Youtube é tão popular entre as crianças e adolescentes de hoje, e eles assistem vídeos o tempo todo lá. Assim, mesmo se não temos de fazer vídeos caros como antes, nós precisamos fazer mais vídeos para os álbuns para mostrar a nossa música na internet. Lyric vídeos também são grandes hoje e uma maneira fácil para as gravadoras fazerem um vídeo barato e rápido para uma nova banda.
Jason Saulnier: Qual é a sua opinião sobre o sex appeal na indústria da música? Será que é tão importante para homens e mulheres?
Anette Olzon: Eu acredito que há uma demanda maior sobre as mulheres e meninas na música para que pareçam sexy, elegante e assim por diante, do que para um homem. Especialmente na cena do metal. Eu não posso dizer que os homens têm todas as demandas de parecer sexy, muito pelo contrário. No pop, eu acho que os caras precisam pensar mais em sua aparência e apelo sexual, porém a demanda é maior ainda sobre as mulheres, em todo o mundo.
Jason Saulnier: Você poderia descrever o que se passa em um dia de sua vida como músico em turnê?
Anette Olzon: Normalmente é um monte de espera, enquanto tento me manter ocupado até que chegue a hora da passagem de som e o show. Às vezes, há entrevistas e meet and greets para fazer. Eu também faço em turnê o que eu tento fazer quase todos os dias. Eu leio livros, assisto a filmes e então eu faço o aquecimento vocal, minha maquiagem e cabelo, começando aproximadamente duas horas antes do show.
Jason Saulnier: O que, de sua coleção musical em sua casa, poderia nos surpreender?
Anette Olzon: Eu tenho alguns bons vinis antigos da minha adolescência e há algumas coisas divertidas, como o álbum do filme "A história sem fim" e, sim, eu também tenho um daqueles álbuns com os Smurfs azuis.
Jason Saulnier: Que metas como músico que você ainda tenta alcançar?
Anette Olzon: São tantas! Mas para citar algumas, eu gostaria de sair em turnê pelos Estados Unidos, Japão, América do Sul e assim por diante em minha carreira solo. Eu quero ter minhas músicas tocadas nas rádios na Suécia, e eu adoraria ganhar um Grammy um dia.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum mais subestimado de Iron Maiden, Metallica e Slayer, de acordo com a Metal Hammer
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
A melhor música do Pantera, segundo a Metal Hammer
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
O hábito nojento que virou demonstração de respeito nos shows punk dos anos setenta
Por que Roger Waters não repetiu sozinho o sucesso do Pink Floyd segundo fãs
Derrick Green (Sepultura) participa do novo álbum do Black Pantera
O que fazia Charlie Watts ser tão bom, segundo Mick Jagger e Ronnie Wood
A opinião de Tony Iommi sobre "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
O álbum mais subestimado do Black Sabbath, de acordo com a Metal Hammer
Neil Young escolhe os três maiores compositores de todos os tempos
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
O disco do Sepultura que se equipara aos clássicos dos anos 90, segundo a Metal Hammer
Kerry King achou que Paul Bostaph estava brincando quando se ofereceu para voltar ao Slayer
Eric Clapton relembra como foi "roubar" a esposa de seu melhor amigo, George Harrison
A visão de Bruno Sutter sobre piadas homofóbicas na época do Hermes e Renato
A única música brasileira que Renato Russo incluiu na lista de maiores lançamentos de 1988



Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



