Osmium Guillotine: Heavy metal oitentista feito nos dias de hoje

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Por João Miranda, Tradução
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Poucas bandas têm surgido com a proposta de um heavy metal tradicional, com pouca influência moderna, mas como muitos dizem - a qualidade é mais importante do que a quantidade, o OSMIUM GUILLOTINE é a prova disso. Eles estão se destacando na cena "underground" britânica e já são considerados parte de um novo movimento que está revivendo o verdadeiro heavy metal no Reino Unido.

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E agora, com o lançamento de seu primeiro álbum, poucos meses após ter assinado com a gravadora MGR Music, a expectativa é grande para "Pete Keliris" (Guitarra e Vocal), "Lance Steele"(Guitarra), "Dan Thurgood" (Baixo) e "James Balcombe"(Bateria e Backing Vocals) atingirem novos horizontes. Desde sua formção, a banda já tocou com alguns dos criadores do gênero (incluindo os ex-membros do IRON MAIDEN Dennis Straton e Blaze Bayley).

E além de tudo isso, o baterista e único membro remanescente de sua formação original, James Balcombe, organiza um festival anual para arrecadar doações para instituições de caridade locais. Conversei com o Pete e o James descontraidamente sobre sua história e o álbum de estréia.

Entrevista e tradução por João Miranda

Primeiramente, parabéns pelo álbum! E para que possamos conhecer mais sobre vocês, por favor nos diga quando e como a banda começou?

James: A banda foi originalmente formada em 2009 e começou com dois amigos que se conheceram em um pub, com uma paixão em comum por música pesada. Eu comprei uma bateria e nós começamos a tocar alguns covers de metal e punk na garagem antes de sair tocando em bares. Em 2010, tivemos algumas mudanças na formação e desde então começamos a escrever o nosso próprio material.

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Suas influências vão de heavy metal oitentista a rock clássico e punk dos anos 70. Então, o que ou quem inspiraram vocês a fazerem música?

James: As bandas de heavy metal clássico (como BLACK SABBATH, IRON MAIDEN e MOTÖRHEAD) são as influências óbvias, mas coletivamente nós também temos influências de thrash, punk, prog... Todos os tipos na verdade! Eu vou a um monte de shows ao vivo, grandes ou locais, e sou constantemente influenciado por bandas legais que vejo por ai.

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Pete: Bom, pessoalmente, minha inspiração é o Dimebag, quem me fez ter vontade de pegar uma guitarra. E Jerry Cantrell, como eu sou um grande fã de Alice in Chains, adoro o estilo dele de tocar.

Qual é a sensação de fazer parte de um movimento que está revivendo o verdadeiro heavy metal britânico?

James: Quando começamos a tocar este tipo de "velha escola" do heavy metal, tinhamos plena consciência que estávamos em minoria pois a maioria das noites locais de metal consistiam em mais bandas com um som moderno tipo screamo/core, e isso é o que era popular na época, nada contra eles, mas está longe de ser o estilo de metal que tocamos. Então, sim, é ótimo que existe um "renascimento" do heavy metal e cada vez mais outras bandas estão aparecendo cujo estilo corresponde ao nosso, e o público vai apreciar o que fazemos muito mais.

Vocês chegaram a pensar que havia um espaço no mercado para novas bandas que tocam metal tradicional?

James: Como disse, eu vou a um monte de shows locais de metal, mas até dois anos atrás, descobri que um monte de bandas novas na cena não eram realmente para o meu gosto. Mas com bandas como IRON MAIDEN e JUDAS PRIEST ainda tendo cada vez mais fãs e esgotando grandes arenas, há obviamente uma paixão pelo som tradicional do heavy metal, então eu não vejo por que as pessoas não querem apoiar novas, bandas "underground", que têm essa mesma vibração. As velhas bandas não vão durar para sempre, e você nunca sabe, a sua próxima banda favorita pode estar tocando na sua rua!

Quem apareceu com este nome muito sugestivo, OSMIUM GUILLOTINE, e como?

James: Foi um esforço de colaboração entre mim e o (co-fundador da banda) Elijah, como duas sugestões de nome para a banda; "Ósmio", que é um tipo de metal pesado, e "guilhotina", um dispositivo de execução medieval. Portanto, é, literalmente, ter a sua cabeça cortada pelo mais pesado dos metais! Metal pesado de ponta cortante (risos)!

Como a sua música evoluiu desde que começaram a banda? Sempre houve a idéia de levá-la a sério desde o início?

Pete: Nós amadurecemos como banda e tendemos a não nos limitar a um gênero específico. Nós gostamos de misturar as coisas. Nós temos músicas como "Phobophobia" e "Martyrdom", com grande influência de metal clássico, mas também temos o outro lado da moeda, algo como em "Goomba", mais "groove", um som mais moderno.

James: Nós sempre levamos a banda a sério, mas sempre fizemos questão também, de que possamos nos divertir ao mesmo tempo. Independentemente da quantidade de sucesso que fazemos, o que é importante é que nós sempre gostamos do que fazemos.

Vocês têm algumas letras muito divertidas como em "Hobgoblin". Quem escreveu essa música? Existe um tema por trás de todas as canções ou cada música tem seu próprio tema? E vocês acham que os temas vão mudar ao longo dos anos? [Nota do autor: "Hobgoblin" é uma cerveja tipo ale famosa na Inglaterra].

Pete: Eu apenas escrevi a letra de "Martyrdom". James surgiu com a maioria das letras e o Elijah, nosso antigo baixista, ajudou a escrever algumas delas. Mas eu estou começando a escrever mais e estou trabalhando em algumas letras para uma música nova neste momento em que nós falamos. Cada canção tem sua própria história e tema. E eu acho que teremos uma cultura mais diversificada para os temas à medida em que progredimos

James: "Hobgoblin" é uma das minhas. Eu estava apenas bebendo a cerveja e lendo sobre a história de Wychwood no site da cervejaria, e isso me inspirou a escrever uma música de folk metal sobre cerveja e duendes! A maioria das nossas músicas vêm de um certo tópico, alguns mais sérios do que outros. A letra de "City of Chaos" foi inspirada nos motins na cidade de Londres em 2011, enquanto que "Goomba" é uma canção sombria e angustiada, mas tudo escrito a partir da perspectiva de um inimigo dos jogos do Super Mario... (Risos)! Não temos um determinado tema ao escrever, uma música nova que fizemos para um futuro lançamento é toda baseada em torno da história de "A Guerra dos Mundos" de Herbert George Wells, e o Pete escreveu uma música recentemente sobre o abuso das drogas.

E quão fácil foi o processo de composição para o álbum?

Pete: Quanto as letras eu achei muito difícil. Nunca tive intenção de cantar ou tornar-se o "frontman". Eu só queria tocar guitarra, mas quando o nosso ex-baixista e vocalista deixou a banda, eu comecei a cantar e decidimos deixar assim. Levei um certo tempo pra acostumar e diria que só agora encontro algum conforto atrás do microfone. Musicalmente, todos nós contribuímos. Riffs e solos, na minha opinião, são mais fáceis para nós compormos. O Lance e o Dan têm grandes idéias, eu tenho algumas, colocamos essas ideias juntas e, em seguida, James vem com a bateria. Podemos ter então uma estrutura básica pra uma música rapidamente.

A banda teve algumas mudanças em seu line-up ao longo dos anos, mas o atual parece ser bem consistente há algum tempo. O álbum então é devido a essa química entre vocês?

James: Bom, a banda já existe há 5 anos e tivemos algumas mudanças de membros neste período. O line-up que temos agora funciona muito bem, com o Pete no vocais e o Dan agora no baixo. O estilo do Pete de cantar combina muito com a nossa música, e o Dan tem um estilo de tocar bastante variado podendo então se adaptar a diferentes tipos de música. Havíamos lançado alguns EPs com outras formações, mas este foi o momento ideal para lançar o nosso primeiro álbum completo.

Esta é pro James, você organiza um festival de metal em Londres, o "OGFest", para arrecadar dinheiro para instituições de caridade. Você poderia nos dizer as razões por trás dessa causa tão nobre?

James: Sim, o primeiro "OGFest", em 2010, começou como parte da noite de um evento de uma instituição de caridade, no pub que ficava no andar de baixo de onde eu morava. Ao longo dos anos a idéia cresceu, ao invés de termos apenas algumas bandas à noite, tornando-se um evento durante o dia todo. No ano passado foram dois dias inteiros e este ano, tornou-se uma maratona de 4 dias de bandas de metal e punk! A principal razão é que eu simplesmente adoro apoiar a música ao vivo e local. Ter algumas das minhas bandas locais favoritas tocando no mesmo fim de semana é uma grande diversão. Eu não tenho a intenção de lucrar com isso e se nós podemos ajudar a levantar um pouco de dinheiro pra caridade no processo, então é ainda melhor.

Muito obrigado pelo seu tempo, e eu vou deixar este espaço aqui pra vocês, caso tenham algo a mais a dizer para os fãs brasileiros, que são (como vocês provavelmente sabem), uns dos fãs de metal mais leais do planeta!

Pete: Obrigado por ouvir a nossa música. É incrível saber que pessoas de todo o mundo ouvem o que fazemos e isso nos faz continuar escrevendo mais para vocês se divertirem.

James: Muito obrigado! Continuem apoiando as bandas novas e originais. Façam a sua parte para manter o heavy metal vivo!

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