My Dying Bride: entrevista com o guitarrista Hamish

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Por Guilherme Niehues, Fonte: Horns Up
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O site Horns Up correu atrás e conseguiu uma entrevista com a banda MY DYING BRIDE, pioneira do estilo Doom / Death Metal, e que irá realizar um show no Brasil. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Horns Up - Pela primeira o MY DYING BRIDE irá se apresentar no Brasil e teremos a oportunidade de presenciar um show intenso, uma das marcas registradas da banda. Olhando alguns materiais ao vivo como o Sinamorata (DVD, 2005) é possível ver que um show da banda é enigmático, intenso e único. Podemos esperar o mesmo para o Brasil? Existe alguma surpresa que podemos esperar (especialmente nas músicas que serão executadas)?

Hamish – Esperem para ver a mesma paixão e intensidade, se não muito mais do que isso; como é a primeira vez que iremos tocar no Brasil, as nossas expectativas são bastante altas. E quanto às músicas, iremos executar várias músicas que retrata toda a rica história do MY DYING BRIDE.

Horns Up - O Brasil é um país culturalmente rico, possuindo vários tipos de culinária, lugares, público e etc. O show será executado no Rio de Janeiro, uma das mais bonitas cidades do mundo. Existe algo em especial que a banda tenha vontade de conhecer? E o que vocês conhecem do público brasileiro?

Hamish – Será tudo novo, nós nunca tivemos no Rio antes, então queremos experimentar tudo o que pudermos. E nós fomos informados por vários amigos de outras bandas que haverá um caloroso bem-vindo nos esperando, e que nós estamos ansiosos por isto.

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Horns Up - Falando sobre o material da banda, temos o majestoso “A Map Of All Our Failures” (CD, 2012) que alcança um novo nível de emoção liricamente e nos brinda com alguns velhos elementos do MY DYING BRIDE. Como se iniciou o trabalho de composição musicalmente e liricamente falando? É difícil obter uma ideia geral e trabalhar em cima disto?

Hamish – Nós começamos a escrever um material no final de 2009 e inicio de 2010. Nós tínhamos um plano definido do que queríamos fazer, porém a música começou a ficar muito extrema, então colocamos o álbum em espera e então, acabamos utilizando toda essa brutalidade no que viria a ser o The Barghest o’ Whitby (EP, 2011). Quando exorcizamos este demônio, voltamos a escrever uma beleza soturna e uma paixão majestosa que tempos após, foi denominada A Map of All Our Failures. O caminho criativo possui contratempos e reviravoltas, e nós seguimos de acordo com o que ocorre. Tudo o que fizemos deve ser um reflexo do que nós estamos sentido naquele exato momento. Sempre seja fiel a isto; e o resto acontece naturalmente.

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Horns Up – Todos nós sabemos que Aaron é um letrista excepcional e que pode facilmente por o ouvinte para sentir a angústia, dor e desespero em toda música executada pela banda. Quais as inspirações para escrever estas belas e atormentadas novelas?

Hamish – A influência parte do mundo em que nós vivemos e também sei que ele lê um monte. E um adicional que deve ser mencionado, é que ele também bebe um monte enquanto escreve! [risos]

Horns UpMY DYING BRIDE é um dos pioneiros do que conhecemos como Doom / Death Metal juntamente com Anathema e Paradise Lost. Olhando toda a carreira podemos notar uma transição óbvia do Doom / Death para um Doom Metal mais tradicional e que eu considero a evolução propriamente dita da banda. Deste ponto em diante, é possível ainda acreditar que teremos algo similar ao Dreadful Hours (CD, 2001) ou The Light at The End of The World (CD, 1999)? Eu me refiro a trazer um conjunto maior do Death Metal ao som, como era feito.

Hamish – Eu estou certo de que iremos voltar a ter mais elementos do Death Metal em nosso som no futuro; é uma porção integral de nossa música e história, e com certeza neste momento terá um pouco menos de destaque em nossas músicas, mas com certeza irá retornar.

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Horns Up – Por outro lado, a banda trouxe ao seu som algum experimentalismo, especialmente no álbum 34.778%… Complete (CD, 1998). E em 2011 com Evinta que nos brindou com vários elementos típicos do MDB e alguns trabalhos experimentais também. Podemos também esperar algo em um futuro próximo algo semelhante aos dois álbuns citados?

Hammish – Talvez não em futuro próximo, porém não digo que não há esta possibilidade. Este tipo de coisa deve ser totalmente inspirado e orgânico caso contrário seria algo forçado e nós não iriamos querer realizar algo em que não estamos 100% focados. MY DYING BRIDE sempre será totalmente honesto e genuíno quanto a isto.

Horns Up – No último ano tivemos vários lançamentos que poderiam se encaixar em qualquer Top 5, por exemplo, Carach Angren, Between the Buried and Me e claro MY DYING BRIDE. Existe algum top 5 de vocês e o que vocês andam ouvindo hoje em dia?

Hamish – Ultimamente tenho ouvido muito Crowbar, Rose Kemp, Goatwhore, Bat for Lashes e Danzig – e algumas coisas mais antigas que já conhecia e outras desconhecidas.

Horns Up – Uma coisa que sempre pergunto em uma entrevista é sobre as influências de uma banda. No inicio de carreira quais eram as influências para o MDB? E hoje em dia o MDB ainda é influenciado por alguém?

Hamish – As nossas antigas influências eram Celtic Frost e Candlemass. Hoje em dia não nos preocupamos muito com influências musicais, nada em termos diretos, porém as influências podem ser adquiridas de várias formas.

Horns UpMY DYING BRIDE é considerado uma lenda viva que inspira várias bandas mais novas no mundo todo. Em algum momento vocês pensaram que estariam nessa posição? Ou seja, considerados uma lenda, estando na estrada por mais de 20 anos e ainda fascinando seus fãs?

Hamish – É uma benção e uma honra, e uma responsabilidade que nós seguimos com todo o respeito. É fantástico pensar nas coisas que fizemos e, que existem muitas outras a serem alcançadas no futuro.

Obrigado a todos os fãs brasileiros que conhecem e amam a sonoridade do MY DYING BRIDE. Esperamos vê-los em breve e mostrar que, mesmo com todos esses anos de espera nós teremos a oportunidade de demonstrar o quão somos apaixonados por vocês. Até lá!

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