True: entrevista com a banda paranaense

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Por Ben Ami Scopinho
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Ainda que tenha passado por uma série de problemas durante a concepção de seu primeiro álbum, o paranaense TRUE fez de "Riders Of Doom" uma estreia de respeito. Lançado através da Oversonic Music, o repertório mescla Thrash e Death Metal de forma toda especial, e o Whiplash.Net foi conversar com a banda para conhecer um pouco de sua história. Confiram a pancadaria:

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Whiplash.Net: Olá pessoal. O True está na ativa desde 2006 e agora marca sua estreia em disco. Que tal começarmos com um breve histórico desde sua fundação?

True: Bem, o TRUE foi formado pelo Marcelo Mattos (guitarra / voz), que resolveu montar outra banda após o fim do Anachronoz. Na primeira formação estavam também seu irmão Maicow Mattos na bateria e Rafael Bastos no baixo. Em 2007 a bateria foi assumida por Anderson Soares, e a banda tomou uma direção sonora um pouco diferente, mais rápida e pesada, como segue até os dias de hoje. No ano de 2009 houve uma troca de baixista, entrando Marcelo Soares, que permaneceu até o início de 2012. Nesse período o True teve uma Demo e EP lançados, EP esse que é distribuído atualmente na Nova Zelândia e no Egito pelos selos Satanica Prods e Set Prods.

True: Além disso, a banda dividiu palco com grandes nomes nacionais e internacionais como Asesino, Korzus, Claustrofobia, além de ter sido convidada para abrir o show do Testament em Curitiba no ano de 2009, que acabou não realizado, pois o Testament cancelou a turnê daquele ano. Em 2011 a banda assinou contrato com sua gravadora atual, Oversonic Music e, enfim, gravou seu primeiro full length, "Riders Of Doom", que foi lançado em maio de 2012.

True: Após a gravação do CD entraram na banda o baixista Felipe Gusinski (Greengo) e o guitarrista Marcos Araújo, e o True foi convidado para tocar em grandes festivais nacionais como o Marreco's Fest 2012, dividindo o palco com bandas como Grave, Raven e Samael, e também no Under Metal Fest 2012, onde dividiria o palco com Vader, Krisiun, e Black Label Society, porém o UMF acabou sendo cancelado pela organização. Atualmente o True segue na excursão nacional de divulgação do seu debut e já planeja a fase internacional da turnê.

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Whiplash.Net: O True não manteve uma formação estável durante a concretização de "Riders Of Doom". Neste sentido, quais as maiores desafios para a finalização do disco?

True: Os grandes desafios foram, primeiramente, o fato do nosso baterista (Anderson Soares) ter se mudado há quase três anos para Brasília, e todos os outros integrantes morarem em Curitiba. Com isso as composições eram feitas aos pedaços e enviadas através de gravações via e-mail, etc. O processo de composição foi finalizado através de jams, realizadas em três ensaios na semana de véspera da gravação.


True: Outra dificuldade foi que o baixista da época (Marcelo Soares), por motivos pessoais não pôde viajar até São José dos Campos (SP) para a gravação, então os baixos foram gravados por Marcelo Mattos (guitarra / voz) e Anderson Soares (bateria). Logo após a gravação houve a saída do baixista, e o CD acabou finalizado (tanto na parte de produção musical quanto de arte gráfica) apenas por Marcelo Mattos e Anderson Soares.


Whiplash.Net: De qualquer forma, a fusão de Thrash e Death Metal de "Riders Of Doom" convence com sobras. Com tantas bandas hoje em dia sendo influenciadas pelos anos 1980, qual a preocupação do True em manter sua música fresca e ainda honrar o som clássico?


True: Queremos ser uma banda com um diferencial, uma identidade sonora, porém gostamos de fazer som para bater cabeça, por isso não fugimos das raízes de nossas influências, como Slayer, Sepultura, Pantera, etc. É muito importante termos uma identidade, um diferencial, porém o som tem que ter peso e pegada, e com isso voltamos às raízes das bandas mais antigas que curtimos.


Whiplash.Net: "Welcome To Chaos", "Truth" e "Forged In Hatred" são grandes exemplos do potencial do True. Mas "Pain, Suffering And Blood", mesmo com uma veia rock'n'roll mais evidente, não se destoa do repertório. Como foi a composição desta canção em particular?

True: Na verdade, ela foi composta juntamente com "Forged", "Asylum", "Insigne Diaboli" e "Obliteration" nas jams que fizemos nos ensaios que antecederam à semana de gravação. As faixas que já estavam prontas anteriormente e não participaram desse processo foram "Welcome To Chaos", "Truth" e as duas da antiga banda do Marcelo Mattos (Anachronoz), "Heart Ripped Out" e "Kill For Gain".

Whiplash.Net: Jobert Mello fez um trabalho incrível na ilustração de "Riders Od Doom". Qual foi a inspiração para este trabalho e até onde o True se envolveu em sua concepção?

True: Na verdade a capa do CD foi a segunda versão do trabalho do Jobert. Num primeiro momento nós achamos que estava fora de contexto e sugerimos alterações que remetessem mais ao conceito lírico do álbum. A figura em destaque na capa representa um dos cavaleiros do Apocalipse (Riders of Doom). É um conceito bem simples, porém impactante e muito bem interpretado pela criatividade do Jobert. O trabalho ficou excelente e temos recebido muitos elogios por conta da arte gráfica.

Whiplash.Net: O cast da Oversonic Music é bastante diversificado, e abrange artistas de vários estilos musicais. Como é trabalhar com esse pessoal? Há uma correta compreensão das características do público headbanger para a divulgação de "Riders Of Doom"?

True: O pessoal da Oversonic nos recebeu muito bem, e mesmo sendo de um estilo diferente dos artistas 'carros-chefe' da gravadora, tivemos toda a estrutura e suporte necessário no processo de gravação. A distribuição é feita de maneira mais voltada ao nosso estilo, em lojas especializadas, e inclusive atualmente é comercializado via web, através do iTunes.

Whiplash.Net: Certamente é um paradoxo em tempos de download, mas muitos alegam que, sem um disco físico, uma banda iniciante 'não existe' realmente. Até que ponto isso poderia ser verdadeiro?

True: Bom, para nós isso se concretizou como verdadeiro, pois após esse lançamento conseguimos espaço em festivais grandes, em revistas e sites especializados, e tivemos um apelo de mídia muito maior. Sabemos que é difícil termos números muito expressivos de vendas de CD atualmente, porém é sim uma forma muito eficiente de projetar a banda na cena.

Whiplash.Net: Um primeiro álbum, formação se estabilizando e muito trabalho pela frente. Dito isto, qual o principal foco do True nesta nova etapa?

True: Divulgar exaustivamente o CD "Riders Of Doom" pelo Brasil afora, como já estamos fazendo desde o seu lançamento. Cravar de vez o nome da banda na cena nacional e projetar também na cena internacional, inclusive já planejando uma tour pelos Estados Unidos para 2013 / 2014.

Whiplash.Net: Uma curiosidade final: em 2008 o True firmou parceria com o selo Tornhate Records para a distribuição física do EP "Rebirth?

True: Na verdade essa parceria não se realizou. Na época acabamos nos focando na produção de material novo, onde gravamos a "Welcome To Chaos" e depois lançamos "Rebirth Of Souls", que passaria por nova remasterização e a adição de duas novas faixas. E esse material saiu em formato de EP na Nova Zelândia e no Egito.

Whiplash.Net: Pessoal, o Whiplash.Net agradece pela entrevista desejando boa sorte a todos. O espaço é do True para os comentários finais, ok?

True: Queremos agradecer a todos os fãs da banda, a todos os Headbangers que prestigiam nosso som pelo Brasil afora, que compram o CD, que se empenham em ir aos shows e também a todas as empresas e parceiros que nos apoiam e trabalham para divulgar nossa marca, como a Sunset Metal Press, InPacto baquetas, C&S Luthier, KR Drums, Christofer Pipckak Tattoo, e todas as pessoas que, de alguma forma, nos apoiam nessa empreitada.

Contato:
http://www.truechaos.com.br
http://www.myspace.com/thrashtrue




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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