Dream Theater: "quando Portnoy decidiu voltar já era tarde"
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 07 de fevereiro de 2012
Jeb Wright do Classic Rock Revisited entrevistou o guitarrista John Petrucci do DREAM THEATER. Seguem alguns trechos da conversa.
Classic Rock Revisited: O maior problema de vocês foi que o novo álbum do DREAM THEATER, "A Dramatic Turn Of Events" foi feito sem o baterista fundador da banda Mike Portnoy. Eu diria que esse álbum talvez seja um dos melhores, senão o melhor, da suas carreiras. A indicação ao Grammy tem um gostinho melhor porque, apesar de tudo que o Portnoy causou a vocês, vocês ainda assim vocês foram bem sucedidos a esse nível?
John: Tem sim. Começamos a banda juntos em Berklee quanto tínhamos 18 anos. Fomos uma banda por todo esse tempo. A saída do Mike foi de partir o coração e um verdadeiro choque. Nós passamos por mudanças de membros antes, mas o Mike sempre foi uma enorme parte da banda. Há aquele tipo de momento, para os fãs, família, amigos, e membros da banda e para você onde você se pergunta "O que vamos fazer? Qual é o próximo passo e como vamos fazer isso? Vamos conseguir ser bem sucedidos?" Ainda bem que, desde o início, tivemos tanto apoio de nossas famílias, de nossos amigos e de nossos fãs e pegamos esse apoio e o traduzimos para o álbum. O álbum ficou entre os Top 10 no mundo inteiro. Nossos fãs realmente parecem ter curtido. A indicação ao Grammy, além disso tudo, é uma grande afirmação e uma retribuição a todas aquelas pessoas que nos deram esse apoio. Tem um gostinho bom. Não posso mentir.
Dream Theater - Mais Novidades
Classic Rock Revisited: Em que esse novo Mike (Mangini) é diferente do velho Mike, profissionalmente, pessoalmente e musicalmente?
John: Nós compusemos o álbum sem um baterista presente. O Mike Mangini veio e aprendeu o álbum e então acrescentou todo um novo nível de musicalidade a ele. Foi realmente maravilhoso. O Mike é uma pessoa bem bacana que é muito fácil de lidar. Ele é muito dedicado e dá 120 por cento todas as vezes. Ele trouxe essa atitude na estrada conosco. Ele é comprometido em ser um baterista melhor no próximo dia, do que ele era no dia anterior, é ótimo. O Mike original vinha fazendo isso conosco por muito tempo. Algumas vezes, porque já havíamos feito tantos shows juntos, você acha que ninguém pode fazer o que ele faz. O Mike Mangini trouxe grandes quantidades de paixão e compromisso, não só ao tocar bateria, mas para a banda. Sabendo da nossa história e conhecendo nossa base de fãs e o quão importante o Mike foi para a banda, ver o novo Mike chegar e fazer o que ele fez é bem incrível.
Classic Rock Revisited: O Portnoy deixou a banda mas houve um ponto em que ele quis voltar para o DREAM THEATER. Que mal haveria em ter deixado o que tinha acontecido pra trás e ter deixado ele voltar?
John: Foi um pouco mais complicado que isso. No processo pelo qual o Mike deixou a banda nós tentamos de tudo para convencê-lo a não fazer aquilo. Nós o dissemos que não era uma boa idéia e que a gente estava junto há tempo demais para isso acontecer. Nós chegamos à conclusão de que ele precisava de uma mudança. Nesse ponto, quando você empregou todos os esforços, então você tem de encarar a realidade da situação, que era a de que precisávamos de um novo baterista. Tivemos de arregaçar nossas mangas e encontrar aqueles oito bateristas que fizeram as audições. Nós, então, trouxemos o Mike Mangini para a banda. Ele resignou sua posição de docente como instrutor em Berklee e começamos a fazer o novo álbum. Nós rearranjamos e reestruturamos tudo em nossos negócios também, o que significou termos de dar centenas de telefonemas para agentes, gravadoras e produtoras. Foi realmente complicado fazer tudo isso. Naquele ponto, o Mike dizer "Eu quero voltar", você pode imaginar como nos sentimos. Já era tarde demais e já tinha sido superado. Obviamente, não era o que queríamos há uns meses antes e então nós tivemos de pensar por que de repente a coisa tinha de ser diferente. Todas as razões pelas quais ele quis sair ainda estavam lá; elas não tinham ido a lugar algum. Simplesmente era tarde demais. Tivemos de ser autênticos com nós mesmos, com os fãs, com o Mike Mangini e com o nosso futuro.
Leia a entrevista na íntegra no Classic Rock Revisited
http://www.classicrockrevisited.com/interviewpetrucci.htm
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine admite que seu braço está falhando progressivamente
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
O hit de Cazuza que traz homenagem ao lendário Pepeu Gomes e que poucos perceberam
Poison abandona planos de turnê após Bret Michaels pedir 600% a mais em valores
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A lenda do rock que Axl "queria matar", mas depois descobriu que era tão ferrado quanto ele
O melhor álbum de 11 bandas lendárias que surgiram nos anos 2000, segundo a Loudwire
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
A música "incomum" e "bizarra" que virou um dos grandes clássicos do Século XXI
O grande país que Andreas Kisser descobriu por acaso só agora que Sepultura está banido
O dia que Axl Rose pediu camarim de 70 mil reais no Engenhão e nem sequer entrou nele


O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
A resposta que James LaBrie gostaria de dar para quem critica sua voz
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A melhor faixa de cada disco do Dream Theater, de acordo com o Loudwire
A curiosa mensagem em código Morse que o Dream Theater "escondeu" em "In the Name of God"
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
Cradle Of Filth: o lado negro do vocalista Dani Filth
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



