Killer Klowns: "Hard Rock oitentista nos anos 2000!"

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Por Paulo Victor, Fonte: Comunidade Killer Klowns
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Em entrevista exclusiva à Comunidade Killer Klowns, William Guimarães, o talentoso vocalista do grupo de Hard Rock de Uberlândia, fala sobre o novo CD que está por vir, shows e vida pessoal.

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A entrevista abaixo foi publicada originalmente na Comunidade Killer Klowns

Paulo Victor: Olá, William. Obrigado por conceder essa entrevista. Para começo de conversa, como você está? Como esta sendo a experiência de gravar o primeiro CD da banda?

William Guimarães: Olá Paulo, estou ótimo e agradeço desde já pela atenção. Bom, está sendo ótimo e o processo de gravação está tranqüilo, já que dessa vez tivemos tempo de acertar todos os detalhes e estamos fazendo tudo com calma para que o tudo saia da maneira que planejamos.

Paulo Victor: O que podemos esperar do novo álbum?

William Guimarães: Acho que conseguimos combinar todos os elementos que definem a Killer Klowns de maneira bem equilibrada. Está bem agressivo e cheio de punch, ainda que possua muita melodia e os famosos refrãos pegajosos, que tanto caracterizam a banda.

Paulo Victor: Como está sendo o processo de gravação do novo CD? O renomado produtor Dennis Ward (ANGRA, KROKUS, PINK CREAM 69, ALLEN/LAND - THE REVENGE, EDEN'S CURSE) que fará a mixagem e masterização?

William Guimarães: Bom, esse é um sonho que está se realizando, já que sou um grande fã do trabalho do Dennis Ward, tanto como músico quanto como produtor. As gravações transcorreram de maneira tranqüila, já que tivemos um tempo razoável para fazer a pré-produção e inclusive testar ao vivo muitas das músicas que entrarão no cd. Faltam poucos overdubs de vocais pra gente fazer aí a gente manda pro Dennis e deixar que ele faça a "magia" dele por lá! (risos)

Paulo Victor: Você já pode nos afirmar os nomes e quantas músicas estarão no álbum?

William Guimarães: 11 canções, dentre elas 9 inéditas e 2 regravações do 1° EP. Algumas já bem conhecidas dos fãs como Until the End e Love Burns, e outras inéditas como Wild Place e You Can't Win'em All que são bem Hard Rock, e mais três baladas, que não podem faltar em nosso repertório.

Paulo Victor: Quem compôs as músicas e quais são as suas inspirações na hora de compor?

William Guimarães: Quem mais compõe para a banda é o nosso guitarrista Teets. Ele já adquiriu um bom vocabulário dentro desse estilo e compõe com facilidade. Mas eu co-escrevi boa parte do material em conjunto com ele e duas das canções que estão no disco são minhas. Contribuí com refrãos e melodias em grande parte das novas canções, mas a banda toda contribui também. O processo de composição na banda é bem democrático na verdade, todos vêm com suas idéias e engrandecem nossas músicas. As músicas são tão minhas e do Teets, quanto do Baby (Baterista) e do PC (Baixista), a verdade é essa.

Paulo Victor: Vocês já tocaram ao vivo musicas do novo CD?

William Guimarães: Sim, desde o começo do ano temos nos empenhado nas composições, como já havia dito, e já testamos algumas das canções novas nos shows, acho que umas 5 delas, e a recepção foi bem positiva. Após o lançamento acredito que a recepção a essas mesmas canções será ainda melhor, já que a galera terá a chance de conhecer as letras e ouvir até o ouvido sangrar em casa, antes de ir aos nossos shows! (risos)

Paulo Victor: Já tem shows agendados para promover o álbum que está por vir?

William Guimarães: Bom, ainda não começamos a agendar a tour do disco, visto que ainda estamos divulgando o EP Women Pleaser, lançado em novembro do ano passado. Já fizemos mais de 50 shows pra promover esse EP e a recepção foi muito além do que imaginávamos. Para nosso full-length a gente pretende ir além e tocar em tudo quanto é lugar, inclusive estamos negociando nossa primeira turnê internacional, mas é melhor falar sobre isso assim que tiver maiores detalhes. Mas queremos mesmo é tocar no Brasil, de norte a sul!

Paulo Victor: Quais músicas dos EPs vocês colocarão no setlist dos shows quando lançarem o novo álbum?

William Guimarães: Vai depender de como vamos montar nossos sets, mas nossos shows são longos e, portanto, temos espaço para grande parte do material composto pela banda até esse ponto.

Paulo Victor: Há planos de se fazer vídeos? Há data prevista para o lançamento?

William Guimarães: Isso ainda vai depender de quando pegarmos as masters do disco para que então possamos definir a que tem mais força para ser a música de trabalho, mas com certeza faremos um ou mais vídeos. Quanto ao lançamento, acredito que seja em algum ponto de outubro ou novembro, já que queremos negociar alguns selos que têm demonstrado interesse no lançamento do álbum.

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Paulo Victor: Agora vamos falar mais de você e seus gostos musicais. Quem são os teus ídolos na música? Quais são as tuas influências?

William Guimarães: Gosto muito de música e não me restrinjo a estilo algum. Escuto desde Jazz até Death Metal, e tenho respeito por todo estilo musical desde que a música seja feita com verdade e coração. Eu gosto muito de Beatles, pra mim é a melhor banda que já existiu, mas como disse gosto de muita coisa, ouço muito Hard Rock também. Prefiro à vertente setentista do estilo de bandas como Rainbow, Uriah Heep, Black Sabbath e a NWOBHM de maneira geral, sou um grande fã daquele movimento.

Paulo Victor: Existe algum vocalista que te inspira hoje em dia?

William Guimarães: Gosto muito do Mike Patton do Faith No More pela originalidade e versatilidade. Admiro muito Ronnie James Dio por toda sua história e carreira, David Coverdale pelo feeling que ele imprime às canções e vocalistas que cantam com mais potência a agressividade. O meu favorito nesse quesito: James Hetfield nos bons tempos!

Paulo Victor: Há algum disco ou músico que depois que você escutou pensou "Vou ser um músico!"?

William Guimarães: Provavelmente algum do Iron Maiden, tipo Powerslave! Mas quando era moleque eu gostava demais de Ozzy com Randy Rhoads, Dio, Rush e bandas desse tipo que me foram apresentadas pelo meu irmão mais velho, que viveu a adolescência durante os anos 80, portanto me passou a "nata" do Rock e do Metal.

Paulo Victor: Como você vê a evolução das bandas nacionais dos anos 2000? O que você acha da relação dos músicos com a internet?

William Guimarães: Acho que a internet foi a melhor coisa que aconteceu às bandas independentes, visto que ela destituiu grandes corporações que monopolizavam o gosto popular e tornavam a manipulação adolescente muito mais intensa e evidente. Hoje, ainda que seja óbvio que essa manipulação exista, é muito mais fácil para que uma banda seja notada fazendo um trabalho que não atenda às tendências que o mercado determina. Para nós da Killer Klowns isso é excelente, já que somos uma banda que faz um som oitentista, mas que não tem o crivo de uma grande gravadora, mas sim, a aprovação crescente do público e dos fãs, que é o que mais importa pra nós.

Paulo Victor: Como você definiria o som da Killer Klowns?

William Guimarães: Hard Rock oitentista nos anos 2000!

Paulo Victor: Qual é o verdadeiro significado do Hard Rock para você?

William Guimarães: O Hard Rock desperta em mim o mesmo sentimento que eu tenho ao escutar grandes bandas que fizeram a ainda fazem a história desse estilo de música já tão velho e ao mesmo tempo tão atual e necessário que é o Rock. Dos Beatles aos Rolling Stones, de Guns N' Roses a Skid Row, de Led Zeppelin a Rainbow e Van Halen; tudo isso é Hard Rock e só posso dizer que tenho um grande orgulho em dizer que faço Hard Rock, já que, dessa maneira, sinto que faço parte, mesmo que de maneira tímida, desse grupo que faz esse estilo de música tão incrível.

Paulo Victor: Como associar vida conjugal, fãs e shows?

William Guimarães: Pra mim é tudo numa boa, levo tudo com naturalidade já que minha relação com a música já se estende por décadas e sempre estará presente na minha vida. Também sou praticamente casado e minha companheira me apóia 100% já que ela entende a importância disso tudo em minha vida. Facilita o fato de ambos sermos fãs do mesmo tipo de música.

Paulo Victor: Fale sobre a saída do Douglas e a sua entrada na banda. E sobre como você se integrou ao Killer Klowns.

William Guimarães: Na verdade foi uma decisão do Douglas se desligar da banda, e, ao que me consta, a relação deles já estava ficando desgastada. Pra falar a verdade, eu gosto bastante do material composto por ele, e o acho um cara muito talentoso, principalmente no que diz respeito à composição. Regravei alguns sons do primeiro EP que haviam sido cantados por ele e tenho certeza que em breve ouviremos um material de grande qualidade vindo dele. Não há ressentimentos entre nós, temos uma boa relação.

Paulo Victor: Para finalizar a entrevista, você teria uma mensagem ou gostaria de dizer alguma coisa para os Fãs da Killers Klowns e do bom Hard Rock?

William Guimarães: Quero somente agradecer a todos que têm nos apoiado e acreditam que o rock brasileiro tem muito mais qualidade do que é apresentado na grande mídia hoje em dia. Temos batalhado muito, e tenho certeza que com esse novo CD conquistaremos um espaço maior em todo país. As pessoas podem esperar um material fantástico desse primeiro CD, muito hard rock e shows fantásticos, que é o que a Killer Klowns sempre ofereceu! Valeu!




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Sobre Paulo Victor

Nasceu em 1994, Mineiro, estudante do ensino médio começou a se interessar pelo rock com apenas 9 anos, quando escutou Red Hot Chili Peppers pela primeira vez. Hoje com gosto muito eclético dentro do rock, ouve bandas desde o Rock progressivo ate o Thrash Metal. Colecionador de DVDs e CDs originais de Rock desde 2008, possui grande variedades de estilos.

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