Steven Adler: "Chinese Democracy" não é Guns N' Roses

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Por Nathália Paccelly, Fonte: SuicideGirls.com, Tradução
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(Nota do editor: parte desta entrevista já foi publicada anteriormente).

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Nicole Poderes do SuicideGirls.com entrevistou recentemente o integrante original do GUNS N ROSES e atual baterista do ADLER'S APPETITE, Steven Adler, a respeito de sua autobiografia "My Appetite for Destruction: Sex, drugs and Guns N 'Roses". Alguns trechos da conversa seguem abaixo

SuicideGirls.com: A última vez que te vi foi no programa "Sober House" da VH1 quando você teve uma recaída. Como você saiu daquilo?

Adler: Bem, como você se lembra, eu fui preso no show. Voltei no dia seguinte e eles me mostraram um vídeo de como eu estava e agia. Fiquei arrasado. Aquilo me esmagou por eu parecer tão terrível e idiota. E tudo isso por causa das drogas. Aquilo me fez enxergar. Acho que todo mundo que tem alguém em suas vidas que tem um problema com drogas ou álcool deveria filmá-los e mostrar-lhes no dia seguinte. Eu garanto que você vai mudar de ideia a respeito do que está fazendo com sua vida. Fiquei arrasado. Eu espero nunca mais me parecer com aquilo novamente.

SuicideGirls.com: Aquilo te deu uma nova perspectiva de como era a sua imagem para os outros membros do GUNS N’ ROSES no passado?

Adler: Exatamente. Exatamente. Ao trabalhar com o Dr. Drew eu aprendi muito sobre mim e sobre a vida. Não foi nada mais que um prazer e uma honra tê-lo em minha vida. Além disso, em uma recuperação há recaídas. Voltei um par de vezes nos últimos dois ou três anos. A última vez foi há cinco meses. Eu tive que recomeçar tudo de novo há cinco meses. Afora todas as drogas que eu usei na minha vida, eu nunca usei coisas como OxyContin (hidrocloreto de oxicodona). Eu estava no lugar errado, acidentalmente na hora errada e alguém me deu um par desses, e três semanas depois minha esposa me mostra uma foto onde eu estava desmaiado no corredor de casa. Eu vi aquilo e me lembrei, aquilo me levou de volta ao "Sober House". Eu chamei o Dr. Drew e o Slash e eu disse: "Eu me meti nessa situação e eu preciso de alguma ajuda. Você pode fazer algo por mim?" Ele disse: "Quando você pode ir para desintoxicação?” E eu disse: "Agora!" E só de me ver mostrando algum esforço para tomar conta de mim mesmo, todos passaram a me apoiar.

SuicideGirls.com: O que levou você a escrever o livro?

Adler: Bem, eu saúdo Dr. Drew, pois ele abriu meus olhos para as coisas. O que eu quis fazer com este livro foi escrever sobre tudo na minha vida que me incomodava e me machucar, e quando terminar a turnê em dois meses vou construir uma fogueira e jogá-lo no fogo e deixar o passado para trás. Talvez em quinze anos eu escreva um novo livro. Talvez eu volte a ter uma vida louca e interessante. Mas por agora, quero manter isso no passado. Eu não posso mudar o passado. E com a banda, nós somos irmãos. Seremos sempre irmãos. E o que os irmãos fazem? Eles brigam um com o outro.

SuicideGirls.com: Você fere as pessoas mais próximas de você.

Adler: Vocês podem não gostar um o outro todo o tempo, mas vocês sempre amarão um ao outro. O que os cinco de nós temos, ninguém - nem mesmo o Axl [Rose] e seus advogados – podem nos tirar. Temos algo especial, e se nós ficássemos em uma sala, juntos novamente, eu abraçaria todos aqueles rapazes e lhes diria o quanto os amo. Eu estou esperando que o Slash, Axl, Duff [McKagan] e Izzy [Stradlin] leiam este livro, mas quero sobretudo que Axl o leia porque eu quero que ele veja, talvez abra os seus olhos para o que temos de especial. Mais do que qualquer coisa eu adoraria fazer algo com esses caras, porque eu sinto que eu quero terminar o que comecei com eles. Nós poderíamos ser maiores do que já fomos.

SuicideGirls.com: O legado do GUNS N 'ROSES não deveria terminar com "Chinese Democracy".

Adler: Aquilo não é GUNS N 'ROSES. Ele deveria ter se chamado W hífen, A hífen, R de W- Axl-Rose, W-A-R. Acho que teria funcionado muito melhor para ele. Porque GUNS N' ROSES são cinco rapazes. A última canção que gravei foi "Civil War" e me diga se estou errado, mas eu sei que não estou, depois daquela música é uma banda completamente diferente.

SuicideGirls.com: Correto.

Adler: É tão difícil encontrar quatro ou cinco pessoas com quem você possa entrar em uma sala e todos tenham o mesmo sentimento, a mesma direção, o mesmo amor, o mesmo desejo. Quando todos sabem o que todos estão prestes a fazer, antes que façam algo. É isso que torna algo especial. Existem milhões de grandes músicos, milhões de bandas, mas há apenas alguns raros que são especiais. Como há o PINK FLOYD, LED ZEPPELIN, AEROSMITH, GUNS N 'ROSES.

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Sobre Nathália Paccelly

Nathália Paccelly é brasiliense e jornalista. Nascida em 1989, foi apresentada ao Rock ainda no colégio por intermédio dos colegas que formavam bandas. Isso a estimulou a aprofundar seu conhecimento a respeito da música, possibilitando que adquirisse um gosto próprio. "Metal, Power Metal, Hard Rock, Heavy Metal, Trash Metal, Progressive Metal... gosto de todos, aprendi a ser eclética dentro do rock!" Ainda adolescente, escrevia sobre bandas iniciantes e divulgava em seu fotolog. A prática da escrita motivada pela música a ajudou a escolher sua profissão, e é agregando as duas paixões que decidiu colaborar com o site. "A ideia de ter minhas matérias publicadas neste veículo, para este público, é incrivelmente gratificante". A autora também está no twitter: @NatchyPaccelly.

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