Como eram os problemas financeiros que Renato Russo passou, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de fevereiro de 2024
Renato Russo, o lendário líder da banda Legião Urbana, revelou em seu diário de internação, intitulado "Renato Russo – só por hoje e para sempre", os graves problemas financeiros que enfrentou ao longo de sua vida. O livro, que oferece uma visão íntima e franca do cantor durante seu período de reabilitação, lança luz sobre aspectos pouco conhecidos de sua trajetória, incluindo seus conflitos com o dinheiro.
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"Antes chegava ao absurdo de gastar US$ 40 mil em viagens, como a que fiz para Nova York e São Francisco, em 1989. Com a dose de Black Label a seis dólares (bebia no mínimo dez doses por dia, isso por três meses) e a garrafa de Chivas Regal 25 a US$ 80, dá para imaginar o quanto joguei fora, além de gracinhas do tipo dar notas de cem dólares para mendigos", escreveu Renato em um trecho revelador de seu diário.
O artista, que alcançou sucesso estrondoso com a Legião Urbana e sua carreira solo, confessou ter ganho muito dinheiro antes do Plano Collor e ainda mais depois, desfrutando de conquistas como casa própria e carro. No entanto, as páginas de seu diário revelam uma preocupação crescente com suas finanças e um arrependimento profundo por suas escolhas passadas.
"Não tenho um histórico tão trágico quanto outros dependentes que perderam tudo, mas não tenho, no momento, grandes reservas para o futuro e é agora que as coisas estão ficando apertadas, porque meu dinheiro está se acabando e eu me sinto um perfeito imbecil por causa de tudo isso", lamentou Russo.
Os fãs e admiradores agora têm acesso a uma perspectiva mais completa da vida de Renato Russo, que vai além do palco e dos estúdios de gravação. Seu diário não apenas revela os demônios pessoais que ele enfrentou, mas também destaca os desafios financeiros que muitos artistas podem enfrentar, mesmo em meio ao sucesso.
O legado de Renato Russo permanece inabalável na música brasileira, mas suas experiências pessoais, compartilhadas em "Renato Russo – só por hoje e para sempre", oferecem uma oportunidade única para os fãs compreenderem as complexidades do homem por trás da música atemporal da Legião Urbana.
Renato Russo era pão-duro?
Renato Russo, um dos icônicos vocalistas brasileiros dos anos 1980, alcançou grande sucesso com a Legião Urbana, conquistando fama e riqueza. No entanto, sua abordagem frugal em relação às finanças e seus hábitos de consumo revelam um lado menos conhecido de sua personalidade.
O tecladista Carlos Trilha, que se juntou à Legião Urbana nos últimos discos e acompanhou Renato Russo em sua carreira solo, compartilhou detalhes sobre a abordagem econômica do cantor durante uma live no canal Pitadas do Sal. Russo era reconhecido como um administrador excepcional, mas também era conhecido por ser bastante econômico, algo que poucos conheciam.
Um aspecto notável de sua frugalidade era sua escolha de instrumentos musicais. Russo, mesmo com o poder financeiro da fama, nunca investiu em instrumentos caros. Em vez disso, optava por instrumentos mais acessíveis, como seu violão Washburn. Ele justificava essa escolha, afirmando que não precisava de algo extravagante e comentava, de forma humorística, que poderia usar o instrumento do guitarrista Dado Villa-Lobos quando necessário.
Além disso, Trilha compartilhou uma anedota sobre o carro de Russo, uma Caravan antiga. Curiosamente, o cantor nem dirigia, deixando o veículo nas mãos de sua prima. Em uma ocasião em que precisaram consertar o ar condicionado do carro, Russo, conhecido por sua clareza sobre preços, recusou os serviços de um técnico alegando que o valor cobrado era alto demais. Ele decidiu não chamá-lo novamente, reiterando que, enquanto o técnico continuaria sendo um profissional de ar condicionado, ele continuaria a ganhar seus milhões com a música.
Essas histórias revelam um aspecto menos explorado da personalidade de Renato Russo, mostrando que, apesar de seu sucesso financeiro, ele mantinha uma abordagem prática e econômica em diversos aspectos de sua vida pessoal. No entanto, quando se tratava de seu trabalho musical em estúdio, Russo estava disposto a investir nas melhores ferramentas disponíveis no mundo, garantindo a qualidade de suas produções.
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