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Rush: material novo é do tipo "toma guitarra na cara"

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Por Nathália Plá, Fonte: Gibson.com, Tradução
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Michael Wright do site Gibson.com entrevistou recentemente o guitarrista do RUSH, Alex Lifeson. Confira alguns trechos:

Vocês anunciaram que tocarão o "Moving Pictures" inteiro nessa turnê. O que tem nele que você acha que faz dele um álbum tão chave para os fãs? Até mesmo fãs fora da base de fãs do RUSH, esse é um álbum que atingiu mais pessoas do que vocês já tinham atingido antes. O que tem nesse disco que mexe com as pessoas?

Lifeson: "Provavelmente um monte de coisas. Do nosso ponto de vista, esse disco foi muito divertido de se fazer. Estávamos saindo de um período de compor músicas mais longas, músicas temáticas e na verdade com 'Permanent Waves', foi provavelmente a primeira vez que entramos em um estilo mais econômico de composição e de colocar mais força em uma música de quatro ou cinco minutos do que uma de nove ou dez minutos. Tinha muita energia positiva no estúdio quando fizemos o 'Moving Pictures'. As músicas, eu acho, estão entre nossas músicas mais fortes. Há grande variedade de caráter nas canções. Elas não tem uma semelhanças como algumas das nossas músicas tem em um álbum. Acho que você não pode evitar isso. Ao menos nossa experiência é, você fica bem confortável trabalhando em um acorde em particular, ou som, ou estilo, e é claro, no disco todo – como por exemplo 'Grace Under Pressure', pra mim, quando eu o escuto, realmente soa como se ele tivesse sido todo gravado naquela hora, naquele estúdio com aquele amplificador. Ele tem semelhança em tudo. Quero dizeer, eu adoro isso naquele disco, mas com 'Moving Pictures', você se lembra de 'Tom Sawyer', 'Limelight', 'Vital Signs' – quero dizer, elas todas são bem diferentes. Então eu acho que foi – estou tentando pensar nos últimos 30 anos – provavelmente uma época em que estávamos alcançando um monte de metas nas nossas composições e foi um novo começo, e uma mudança pelo menos, não tanto um novo começo mas uma mudança no que estávamos fazendo. Chegamos nos anos 80 e tudo estava meio que mudando naquela época".

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Vocês parecem ter feito a transição dos anos 70 para os 80 de forma muito mais bem sucedida do que muitas bandas daquela época, e não mudaram só por mudar, mas tinham algo a dizer em sua música.

Lifeson: "Isso, nós tivemos isso nos anos 70 porque o punk estava realmente dominando quando estávamos começando a ganhar mais notoriedade. Talvez não tanto aqui quanto na Europa, mas sim, lidamos bem com a transição. E eu acho que muito disso é por causa de nossa base de fãs. Quando você tem fãs como nós temos, isso te dá muito mais liberdade para seguir seu caminho. E isso fez as transições muito mais fáceis do que foi para outras bandas".

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Nos últimos anos, seus álbuns ficaram bem mais direcionados à guitarra. Os dos anos 80 tinham mais sintetizador.

Lifeson: "Isso".

A transição, se você quer chamar assim, para álbuns mais direcionados à guitarra – de onde veio isso?

Lifeson: "Provavelmente é uma reação ao que estávamos fazendo nos anos 80, quando começamos a incorporar teclados no nosso som. Ainda era uma coisa muito nova, e aquilo realmente estava conectado a nós. Mas eu acho que, uma vez que passamos pelos anos 80, percebemos que fomos o mais longe que podíamos com isso. A verdadeira parte central da banda está realmente nas três peças – e realmente na guitarra. E olhando pra trás, estritamente por propósitos de cronograma, deixamos o teclado de lado antes de colocarmos a guitarra de lado. Então isso fez as coisas bem mais restritas pra mim e eu tive de trabalhar em torno de um espectro de som que já estava ocupado pelos teclados. E eu acho que, como uma reação a isso, nos anos 80 eu foi para um som mais metalizado, fino, agudamente claro e ativo. Nesse período, eu acho que isso foi só uma resposta à densidade do que o teclado fazia. Por volta no início dos anos noventa, então, todos nós fizemos esse esforço consciente de se afastar dos teclados, especialmente o Geddy, que você pode achar estranho. Ma eu acho que ele tinha isso e se sentia muito confinado nessa área do palco com os teclados e essas coisas. Quero dizer, mesmo com o que estamos compondo agora, eu tenho sido aquele meio que introduzindo algumas linhas de teclado. Parte dessa reação foi substituir partes de teclado por guitarra - 'Vapor Trails', por exemplo, tem muita guitarra em camadas e é divertido de se fazer. E até mesmo 'Snakes & Arrows' tem muito de camadas e é muito divertido de fazer, e eu adoro escutá-la e tocá-la. Mas se torna difícil realmente não depender de um monte de gatilhos e amostras e coisas que eu gosto de tocar ao vivo. Mas eu sempre disse, até mesmo agora, onde eu quero trazer mais teclados, tenho tido muita resistência do Geddy".

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Interessante.

Lifeson: "Isso é bom".

Então voltando para o novo material em que vocês estão trabalhando, ele é mais orientado pela guitarra? Que tipo de sensação ele tem?

Lifeson: "Ah sim, é coisa tipo 'toma guitarra na cara'. É maravilhoso, ótimo. Estou bem satisfeito com o jeito que ele ficou. Todo mundo está tocando realmente bem. Tem ótima energia e tem uma ótima habilidade funk e rítmica nele e umas coisas bem legais e eu estou realmente, realmente satisfeito com ele".

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A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.


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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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