George Israel: "O rock nacional está careta", diz

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Por André Molina
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O saxofonista e compositor da banda Kid Abelha, George Israel, esteve em Curitiba nos dias 21 e 22 de agosto para divulgar o seu segundo disco solo, chamado “Distorções do Meu Jardim”. O músico se apresentou na casa de shows John Bull Music Hall e promoveu um pocket show na Livrarias Curitiba, do Park Shopping Barigui. Na apresentação, além de incluir canções do trabalho solo, o músico também exibiu composições do Kid Abelha, parcerias com Cazuza e música de Cartola.

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Após os compromissos de agenda de divulgação, George Israel foi ao bar Corcovado, no dia 22 de agosto, para jantar e mencionou que o rock brasileiro não é mais o mesmo da década de 80. Segundo ele, “o rock nacional está careta”.

O fundador do Kid Abelha afirmou que o novo samba tomou espaço do rock porque as novas bandas da música pop apresentam pouca qualidade. “Esta história de banda 'Emo' é complicada. As gravadoras fabricam grupos sem atitude. A juventude de hoje escuta samba como a dos anos 80 escutava rock”, disse.

Em relação à divulgação de novos grupos, George afirma que, desde a segunda metade da década de 80, o cenário não é mais o mesmo. Segundo ele, a indústria fonográfica demandava novos nomes naquela época. “Até 1987, o grupo que aparecia gravava. Depois, com a história da Lambada e do Axé, complicou. Só se manteve quem tinha conteúdo”, disse.

Para o fundador do Kid Abelha, não só a qualidade do rock nacional piorou. Ele afirma que a postura e os desafios também são diferentes. George Israel citou a participação de seu grupo no Rock In Rio I (1985) para exemplificar. “Na época não éramos profissionais. Eu tinha 24 anos, o resto tinha menos idade e teve que enfrentar um público de heavy metal. Tocar música adolescente pop para um público exigente foi uma atitude rock ‘n’ roll. Foi difícil enfrentar, mas faz parte da história”, disse.

Novos trabalhos

Com as férias do Kid Abelha, o saxofonista aproveitou o tempo para investir na carreira solo. No seu segundo disco, George Israel demonstrou suas influências de maneira mais explícita. Tanto no projeto gráfico, como nas canções, o músico admite que o trabalho teve influências dos Beatles. “Os discos “Sgt Peppers”, “Magical Mistery Tour” e “Revolver” foram muito importantes. Não tem como não se inspirar neles. São referências”, diz.

Ao comparar “Distorções do Meu Jardim” com o primeiro solo, o músico afirma que é mais pop. “O disco solo de estréia é mais psicodélico. No segundo, as influências estão mais equilibradas”, diz.

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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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