Metallica: "tudo o que tocamos era ótimo"
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 24 de dezembro de 2007
A edição de fevereiro de 2008 da revista Guitar World americana conta com uma entrevista com o guitarrista do METALLICA, Kirk Hammett, em que ele fala sobre o próximo álbum - o primeiro em que a banda trabalha com Rick Rubin (SYSTEM OF A DOWN, RED HOT CHILI PEPPERS, AUDIOSLAVE, SLAYER), um rompimento com o produtor de longa data Bob Rock.
Guitar World: Depois de 16 anos e seis álbuns com o Bob Rock como produtor, como vocês escolheram Rick Rubin para produzir este?
Kirk: "Nós sabíamos que precisávamos seguir um caminho diferente. E parece que sempre que eu mencionava que estávamos escrevendo outro álbum, as pessoas falavam, 'vocês precisam pegar o Rick Rubin'. E estávamos considerando isso de qualquer forma. Nós conhecemos Rick desde 1986, quando o 'Reign in Blood' [do Slayer] saiu. Eu lembro do Rick aparecendo no backstage em um show do 'Master of Puppets' e ele tinha a master do 'Reign in Blood'. Nós estávamos pensando, 'Oh, nossa, ele tem o novo álbum do Slayer. Nós precisamos ouvir'. E eu lembro que assim que ouvimos, nós ficamos meio, 'caramba, essa é a melhor coisa que já ouvimos'".
Guitar World: O processo básico de composição foi diferente do passado? Ou é a mesma coisa de sempre?
Kirk: "Nós trabalhamos de forma semelhante ao 'St. Anger', no sentido de que todos aparecíamos e faziamos uma jam com as músicas. As sementes das músicas desde novo álbum vieram de jams que nós fazíamos na estrada, antes de subirmos ao palco. Nós tínhamos essa coisa chamada 'sala de aquecimento' em nossos shows. Geralmente é uma sala bem pequena com um kit de bateria, dois amplificadores de guitarra, um amplificador de baixo, um P.A. que nunca é alto o suficiente e um setup de ProTools. Um de nós vinha com um riff e nós fazíamos uma jam em cima disso. James [Hetfield, guitarra/vocals] sempre era o primeiro na sala, então muitas vezes ele estava tocando um riff quando o resto da gente aparecia. E nós fazíamos isso toda vez que tínhamos um show. Então no final da turnê nós tínhamos mais de 50 horas de músicas. Foi insano. Nós passamos por todas elas, tentando diminuir um pouco, o que foi um processo horrível para mim, já que eu acho que tudo que tocamos era ótimo. Eu não fui de muita ajuda. Eu deixei que os outros caras escolhessem os riffs. Assim que os melhores riffs foram escolhidos, nós começamos a ensaiá-los e a transforma-los em músicas. Depois de cerca de um ano, nós tínhamos 22 músicas. Daí nós só fomos refinando".
Guitar World: Em que ponto o Rick entrou no processo?
Kirk: Bem quando tínhamos as 22 músicas. Nós tivemos muitas reuniões com ele. Ele ouvia as músicas que tínhamos escritos até então, e ele gostou do que ouviu. 'Sim, continuem trabalhando nessas músicas. Continuem melhorando-as'. Eventualmente nós tivemos uma votação das 14 músicas mais fortes. A partir disso nós focamos basicamente nessas músicas e as trabalhamos com Rick. Nós estávamos constantemente aperfeiçoando as músicas neste álbum".
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