Arch Enemy: "queríamos gravar um álbum intenso"
Por Victor Yago Camilo
Fonte: Metal Rules
Postado em 11 de dezembro de 2007
Shaq, do Metal-Rules.com, conduziu em outubro uma entrevista com Michael Amott, guitarrista do ARCH ENEMY, que falou sobre o último trabalho da banda, "Rise of the Tyrant".
Metal-Rules.com: Nos últimos anos, vocês realmente estouraram na América do Norte. Você acha que há alguma razão específica para isso?
Amott: "Eu não sei por que, exatamente. Talvez por que tenhamos feito uma série de turnês legais por aqui. Nós abrimos para o SLAYER, abrimos para o IRON MAIDEN, abrimos para o MEGADETH, e todas essas foram apresentações realmente muito boas. Nós tocamos no Ozzfest, então tivemos várias oportunidades de fazer um monte de novos fãs. Sempre que fazemos os nossos próprios shows hoje em dia, aparecem pessoas e dizem 'vocês abriram para o SLAYER e foi por isso que eu conheci o som de vocês!' Estivemos na Gigantour no ano passado, com o MEGADETH, foi uma tour muito legal, e nós conseguimos um monte de novos fãs. Nós temos vindo bastante para cá ultimamente, temos feito uma série de shows como headliners, também, mas em um menor porte. Estamos continuando".
Metal-Rules.com: Vamos falar sobre o seu mais novo álbum, "Rise of the Tyrant". O álbum tem muito do velho ARCH ENEMY. Isso foi intencional?
Amott: "Um pouco. Eu acho que esse trabalho contém elementos do antigo ARCH ENEMY, e também algo daquilo que fizemos em nossos dois últimos álbuns. O que queríamos era fazer algo que contivesse ação extrema, um monte de arranjos complexos e pequenos detalhes que ficam mudando o tempo todo, e toda vez que aparecem, ficam um pouco diferentes. Muitas harmonias, muita velocidade, muita força, muitos solos de guitarar. Nós realmente quisemos fazer um álbum de Metal intenso que fosse divertido de ouvir".
Metal-Rules.com: Como o retorno do seu irmão à banda influenciou no novo álbum?
Amott: "Bom, ele teve uma certa influência. Mas eu estive escrevendo coisas para esse álbum por dois anos antes que ele voltasse à banda, então, na verdade, a maior parte já estava feita. Nós co-escrevemos duas músicas juntos: 'The Last Enemy' e uma música chamada 'Vultures', que fecha o álbum. Essas foram músicas que escrevemos juntos, e que foram feitas do zero. Eu realmente quis que a mão dele aparecesse no álbum, pois ele tem um estilo diferente. Pelo bem da variedade, eu acho que é legal ter a mão dele lá. Eu tentei adicionar tantas idéias dele quantas fosse possível nas músicas que já estavam feitas".
Metal-Rules.com: Angela não usou nenhum tipo de efeito no vocal nesse álbum, que é algo que ela havia feito nos dois discos anteriores. Isso foi decisão dela, ou foi decidido pela banda?
Amott: "Eu não sei. Nós nunca usamos mais efeitos que ninguém em estúdio. No último álbum, ela duplicou tudo, o que significa, basicamente, que ela gravou as mesmas linhas, exatamente iguais, duas vezes. Tudo o que você já ouviu Ozzy cantar foi gravado assim. O mesmo se aplica a Chuck Billy, do TESTAMENT. Não é nada fora do comum. Mas nesse álbum, ela quis fazer tudo com gravações simples, de forma que fizemos tudo muito mais rápido, e eu acho que ela gastou muito tempo com todo o processo, e acabou soando realmente matadora! Toda vez é diferente. Toda vez que você vai fazer um novo álbum, o timbre da guitarra vai se um pouco diferente, as vozes vão ser um pouco diferentes, as baterias, tudo. Tudo vem junto. Você coloca tudo dentro de uma nova sala, de um novo estúdio, como um novo engenheiro de som, mas, afinal, ainda vai soar como ARCH ENEMY".
Metal-Rules.com: Uma outra diferença óbvia dessa vez é que vocês usaram Fredrik Nordström como produtor, no lugar de Andy Sneap. Houve alguma razão específica para isso, e você acha que essa troca teve algum efeito impactante no resultado final do álbum?
Amott: "Com certeza, o álbum soa totalmente diferente do último. Eu acho que teve um impacto, sem dúvida. A principal razão para isso era simplesmente que nós queríamos fazer algo diferente dessa vez. Nós trabalhamos em tantos projetos com Andy Sneap que quisemos tentar algo diferente, e quisemos tentar não soar similares. Pessoalmente, Andy é um dos meus melhores amigos, e eu acredito que ele seja um dos melhores produtores de Metal que há por aí. Na verdade, atualmente, ele é um dos nomes de maior destaque. Ele é fantástico, provavelmente o melhor. Nós também queríamos gravar na Suécia, de forma que pudéssemos voltar para perto de casa. Pensamos que voltar pudesse ser uma boa idéia, você sabe, um pouquinho diferente".
A entrevista completa (em inglês) está no Metal-Rules.com.
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