Dream Theater: "Não estamos no negócio de escrever singles, e sim álbuns"

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Por Wesley Patryck e Bruno Loureiro de Oliveira, Fonte: Blistering, Tradução
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Christa Titus do site Blistering.com recentemente conduziu uma entrevista com o baterista Mike Portnoy e o guitarrista John Petrucci, do DREAM THEATER, que falaram basicamente sobre o novo álbum da banda, "Systematic Chaos".

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Primeiro alguns trechos da entrevista com Petrucci:

Blistering: Quando a Atlantic incorporou a Elektra, vocês foram impedidos de sair, pois a Warner ainda os manteve sobre contrato.

John Petrucci: "Sim, houve uma série de mudanças, na verdade. Quando assinamos pela primeira vez era Atco Records e depois mudou para EastWest e depois Elektra, e todas são diferentes. Muitas pessoas diferentes passaram por elas. Tivemos muitos agentes diferentes, presidentes e isso e aquilo, mas o negócio continuou! Eles renovaram todas as opções que tínhamos. Foi um acordo para oito álbuns".

Blistering: Parece que eles lançaram o álbum e nada mais. Não houve muita divulgação.

Petrucci: "É, foi algo importante... nós nos sentíamos um pouco auto-suficientes demais, sentíamos que obviamente estávamos fazendo o nosso trabalho e gravando o melhor que podíamos e lançando no mercado. Mas quando chegou nesse ponto, quando a gravadora deveria assumir e promover o álbum, fazer seu trabalho, ela não estava lá. Ainda bem que, ao que parece dessa vez, as coisas serão diferentes!"

Blistering: Há também uma edição especial do novo CD. Vocês já fizeram algo assim no passado?

Petrucci: "Na verdade não, não fizemos. É outra coisa. Oferecer algo mais. É muito importante para manter a demanda ou algo do tipo... as pessoas podem pegar as coisas tão facilmente agora que você precisa oferecer novidades constantemente, e o que será oferecido na edição especial é um tipo de making-of do álbum, e é espetacular, como nossos fãs, que realmente gastarão um dinheiro que valerá a pena, assim como na versão 5.1 também".

Clique aqui para conferir a entrevista completa com Petrucci, e confira abaixo alguns trechos da matéria com Portnoy:

Blistering.com: O que fez vocês decidirem ir para a Roadrunner?

Mike Portnoy: "Depois de passar 15 anos com o grupo Atlantic e a Elektra, nós sentimos um gostinho dos altos e baixos daquilo que um grande selo pode oferecer. Neste ponto da nossa carreira, nós já construímos muito bem nossa audiência sozinhos e temos uma imensa base de fãs que tem nos apoiado durante todos esses anos e nos permite realmente continuar com o que estamos fazendo sem nenhum tipo de comprometimento com o aspecto corporativo. Então nós queríamos nos livrar de toda aquela abordagem corporativa de uma grande gravadora, e a Roadrunner é realmente, na minha opinião, o melhor selo atualmente em termos de artistas".

"Eu realmente respeito as bandas que estão neste selo. Elas variam desde música mais comercial como NICKELBACK até coisas extremas como o SLIPKNOT e tudo o mais que estiver no meio disso, então musicalmente, eles são um ótimo selo. E também eles têm a força das grandes gravadoras, mas têm um espírito muito independente, o que ajuda muito em toda a camaradagem quando se fala de trabalhar com uma gravadora e estar em contato real com as suas bandas. Um equilíbrio perfeito, realmente".

Blistering.com: Eu fiquei surpreso quando a Atlantic absorveu a Elektra por não ter rescindido seu contrato, já que eles efetivamente não promoveram vocês.

Portnoy: "Não, não'.

Blistering.com: O que estava acontecendo?

Portnoy: "Disco após disco eles iam renovando nosso contrato, e (risos) nós ficávamos na esperança de que eles nos deixassem sair, sabe? Mas eu acho que a razão pela qual eles nos mantinham é pela nossa base de fãs ser tão forte que vendemos meio milhão de CDs cada vez que lançamos sem nenhuma necessidade de anunciar ou nos promover. Os últimos álbuns fizeram sucesso praticamente apoiados na força da nossa base de fãs e a gravadora apenas financiava o CD e colocava nas lojas, sendo que a partir daí nós fazíamos todo o trabalho passando um ano na estrada, usando a internet e nossos fãs. Então para eles, era uma forma de ganhar dinheiro fácil. Adoraríamos ter ficado livres do contrato, nós tentamos sair dele muitos anos atrás e conseguir um selo que realmente pudesse levar nossa carreira mais adiante e não simplesmente mantê-la..."

Blistering.com: Existe uma temática neste CD, ou como você diria que "Systematic Chaos" é diferente dos outros álbuns?

Portnoy: "Acho que ele é diferente porque não tem um tema principal ou um conceito. Nosso último CD ('Octavarium', de 2005) e vários dos nossos últimos trabalhos eram meio que ligados por alguns conceitos principais, e desta vez nós tomamos uma decisão consciente de não ter algo assim, mas apenas um punhado de músicas individuais, que era a maneira como escrevíamos quando mais jovens... naquela época não pensávamos em compor CDs, apenas escrevíamos músicas. Então este CD tem muito daquele velho espírito de simplesmente fazer um som, e cada música é uma jornada totalmente individual".

Blistering.com: Considerando a duração das músicas que vocês escrevem, como é que concluem que já está longa o suficiente?

Portnoy: "Obviamente não somos muito bons nisso (risos) pois todas as músicas passam dos dez minutos. Sabe, vez por outra deixamos de lado nosso jeito para tentar escrever uma música curta, e estes são os experimentos para nós, escrever uma música curta. Mas nas vezes que compomos sem impor nenhuma limitação, o resultado acaba sendo longas músicas. Prosseguimos até sentir que a jornada está completa e que as idéias que foram colocadas estão totalmente desenvolvidas e trabalhadas. Então nós de fato não nos limitamos, apenas deixamos a música ir naturalmente onde ela quizer, e para nós, escrever músicas longas é totalmente natural. A dificuldade nunca foi tocar, a dificuldade sempre foi não tocar. E estes são os desafios. De vez em quando nós tentamos, de propósito, compor uma música mais curta, e isto é o que acontece quando escrevemos músicas como "Forsaken" ou "I Walk Beside You". Mas na maioria das vezes, deixamos a música seguir naturalmente o seu curso, e é assim que acabamos escrevendo as típicas canções do DREAM THEATER".

Blistering.com: O seu empresário na Roadrunner diz que o selo vai tentar levar uma música do CD para o rádio. Já que vocês construíram uma carreira sem a ajuda do rádio desde "Images And Words", você acha que isso poderia significar um avanço até certo ponto?

Portnoy: "Acho que todos os nossos discos tiveram músicas com potencial para o rádio. Se você prestar atenção aos últimos, 'Octavarium' tinha várias músicas que poderiam ter tocado no rádio, assim como o 'Train of Thought'; Sempre tivemos isso. Se a gravadora decide isto ou se a rádio resolve tocar, está fora do nosso controle. Nós escrevemos o que escrevemos e não compomos singles ou músicas radiofônicas. Mas eu acho que se você olhar em nosso catálogo, elas estão lá para quem quiser, é algo natural".

"Deste CD, uma música como 'Forsaken' eu acho que pode facilmente se encaixar na programação das rádios dos dias de hoje. Mas não nos preocupamos com este aspecto. Não estamos no negócio de escrever singles, nosso lance é compor álbuns, e se a rádio ou a mídia comercial escolhe tocar algum desses CDs, isso é um bônus. Mas eu acho que a razão pela qual a banda tem se mantido até aqui é porque nós não contamos com isso".

Blistering.com: Sobre o "Images And Words", que na sua opinião trouxe o reconhecimento da mídia, que nos discos seguintes os deixou de lado.

Portnoy: "Boa pergunta. Eu acho que foi o CD certo na hora certa, e se você pensar pareceria a hora errada, porque o Grunge estava estourando, mas talvez nós tenhamos sido uma espécie de resposta ao Grunge... Talvez muitos músicos se sentissem frustrados pois as bandas não se preocupavam mais em tocar bem, e talvez por isto houve esta reação ao nosso trabalho. Ele também foi nosso primeiro CD em um selo grande, então acho que houve um inevitável primeiro empurrão no aspecto comercial, que abriu muitas portas. Mas, eu não sei. Eu não acho que exista uma fórmula, porque o jeito que
nós escrevemos aquele CD é o mesmo que usamos até hoje, então não acho que exista uma fórmula ou equação".

A matéria completa pode ser vista aqui.




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