Matérias Mais Lidas

imagemRock in Rio: Pitty alfineta a produção do festival ao revelar qual seria sua exigência

imagemQuando Derico, do Programa do Jô, descobriu que Ian Anderson tocava tudo errado

imagemNova Fã que descobriu Metallica por Stranger Things quer cancelar banda e reúne provas

imagemJoão Gordo se reencontra com o amigo Iggor Cavalera; "Agora falta zerar com o vovô"

imagemO hit da Legião que Renato Russo compôs para Cássia Eller e traz coincidência trágica

imagemIron Maiden e o Rock in Rio: em detalhes, o que exatamente a banda pediu para o evento

imagemRob Halford compartilha a foto mais metal da semana; "O Rei e Eu"

imagemA música do Black Sabbath favorita de Frank Zappa

imagemJimmy Page conta como convenceu Robert Plant a formar o Led Zeppelin

imagemO hit de Nando Reis inspirado em clássico do Led Zeppelin e na relação com sua mãe

imagemA opinião de Marcelo Barbosa sobre cancelamento de Metallica e Pantera por racismo

imagemFloor Jansen diz que achou que não fosse conseguir cantar nova música do Avantasia

imagemO clássico dos Paralamas do Sucesso que Lobão acusou de plágio

imagemPaul Di'Anno recebe ajuda de Derek Riggs para angariar fundos

imagemA lenda do Rock que se arrepende de nunca ter dormido com Jimi Hendrix


Dream Theater 2022

Bi Ribeiro - Entrevista com o baixista do Paralamas do Sucesso.

Por Angela Joenck Pinto
Em 12/05/99

Quando os Paralamas estiveram em Porto Alegre em maio de 1999, tive a oportunidade de realizar algo quase inédito. Entrevistar Bi Ribeiro, baixista do conjunto. Conhecido como o integrante quieto da banda, Bi foi muito simpático e contou detalhes interessantes sobre o grupo, Brasília, ritmos nacionais e muitos outros.

Agradecimentos especiais à produção do Paralamas, especialmente para Pedro Ribeiro.

Angela / Baixista bom é baixista quieto?

Bi Ribeiro / Isso é uma pergunta? Não, não tem nada a ver, não. O Baixista do Kiss é o cara da língua grande e é a cara do Kiss, e ele não é nada quieto, muito legal. Mas eu acho que os instrumentos puxam pra personalidade das pessoas. Vão sendo atraídas pelos instrumentos assim também, né? No meu caso não foi bem isso. É que eu queria tocar numa banda, queria tocar, fazer alguma coisa, e eu não sou um bom instrumentista, então, na hora o mais fácil era tocar baixo. E acabou que tem a ver. Se eu pudesse escolher um instrumento pela minha personalidade, acho que seria o baixo mesmo. Baterista tem que ser um cara mais circense, o guitarrista tem que ser exibicionista.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Angela / Qual o baixista que influenciou mais no seu trabalho?

Bi Ribeiro / Posso falar que o baixista que mais me influenciou na forma que eu toco hoje foi o Robbie Sheakspere, que é um jamaicano que já tocou com Deus e o mundo aí, que eu considero o melhor baixista.

Angela / Será que essa coisa de ser quieto não é mais ou menos uma mediação entre os outros integrantes da banda? Será que não é o Bi Ribeiro que faz o contraponto?

Bi Ribeiro / Eu sou isso mesmo. Os outros dois são muito mais quentes, assim, sabe. Eles entram em atrito bastante, numa boa, né?! Eu sou o mediador e fio terra.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Angela / Os Paralamas e o movimento musical de Brasília:

Bi Ribeiro / Os Paralamas começaram no Rio. Eu e Herbert moramos no Rio desde 77, 78. E quando essas bandas começaram foi justamente nessa época. A gente não morava mais lá. Eu ia muito. Meus irmãos moravam lá, meu pai morava...A gente não participou como banda desse movimento. Mas realmente a gente nunca se encaixou nesse negócio. Cara, tinha esse negócio do punk que me atraia muito pela coisa de qualquer um pegar um instrumento e sair tocando. Eu tinha um cabelo enorme, sabe? Todo mundo usava cabelo raspado e eu tinha um cabelo assim, ó! (abre os braços sobre a cabeça) Algodão doce, branco de sol. E eu andava com eles também. Porque eu gostava muito da geração anterior a minha, né? Dos anos 60, Jimi Hendrix, que tinha a ver com os hippies. Eu acho que eu era mais hippie dentro dos punks do que qualquer outra coisa. E quando nós chegamos no Rio e virou Paralamas, a gente não conhecia ninguém no Rio. Então realmente a gente fez a nossa galerinha ali, a partir das pessoas que tocavam com a gente. Tinha dois caras que cantavam de brincadeira. Era só uma forma de se juntar. A gente tocava porque erámos amigos e era uma atividade boa, a gente gostava de música e tal.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Angela / E a volta do SKA é saudável? O Specials está voltando, o Madness está voltando, e não nasceu morto o re-movimento?

Bi Ribeiro / Re-re-movimento. Teve SKA nos anos 50, 60. Depois teve a volta no fim dos anos 70 e agora voltou de outra forma, mais agressiva até. Eu acho muito legal as bandas novas.

Angela / O Paralamas sempre foi conhecido por fazer essa mistura de ritmos e tal. Eu ouvi em uma entrevista do Herbert que vocês conheceram os ritmos mais brasileiros em uma turnê, depois do primeiro disco, e daí depois surgiu Selvagem e todos os outros...

Bi Ribeiro / Foi isso, cara. A gente começou a gostar mais dessa coisa mais cintura, a partir desse movimento 2Ton, essa volta do SKA, começo dos anos 80. A gente começou a ouvir isso. Aí eu já conhecia reagge, Bob Marley. O irmão do Herbert adorava, mas eu não gostava do Bob Marley, achava chato. Achava reagge chato. Aí comecei a ouvir reagge a partir dos grupos ingleses. Comecei a ouvir reagge, só reagge, e aí comecei a ouvir música africana. Nós, né! Aí a gente começou a ver a sintonia que tinha, desse tipo de música com a música brasileira. E ver aqui dentro as coisas que pareciam , tipo baião com raggamuffin', ou sei lá...tem tantas coisas aqui. A gente foi associando e começou a dar valor a música daqui. Não que a gente não desse. Começou a entender melhor...Não sei. A gente deu a volta ao mundo para chegar aqui, mas pelo menos chegou, né?! A gente estava ligado em reagge, música africana, e a gente foi fazer essa excursão do primeiro disco, 84, 85, pelo Brasil. A gente não conhecia a Bahia, não conhecia o Nordeste. Eu fiquei louco. A gente ficou doido, quando fomos chegando e vendo. Eu sou muito curioso. A gente chegava nos lugares, ver as pessoas tocando nos ensaios de bloco, o que fosse. Então a gente viu muita coisa, descobriu muita coisa.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Angela / O que você anda escutando?

Bi Ribeiro / Cara, agora só estou escutando música velha. Basicamente antes de 75".

Angela / E esse projeto "Acústico"? Os fãs já estavam pedindo. É um presente para os fãs, ou a banda estava sentindo necessidade de fazer um trabalho assim.

Bi Ribeiro / A gente sempre teve vontade de fazer isso, porque tem músicas nossas, como "Vai Valer", que é uma música que a gente não conseguiu tocar na forma de banda elétrica, porque é uma música mais delicada, meio orquestral, e a gente sempre quis ter um projeto para tocar músicas que a gente não conseguia tocar como banda normal. E aí veio essa história de Acústico e a gente logo começou a brincar. E a gente já toca isso a dois anos, né? Só que foi aprimorando, começamos a fazer uns shows, e tal...Só que eu acho que o que o fã espera de um acústico não é bem o que a gente vai mostrar, né? Por exemplo: Os Titãs não tinham disco ao vivo. A gente já tem dois discos ao vivo, que toca, tipo, os maiores sucessos dos Paralamas. Então a gente não tem porque fazer isso de novo. A gente puxou músicas que se encaixavam nesse formato. E o que a gente tinha mais vontade de tocar. Algumas a gente tentou e não rolou, deixamos pra lá. Foi isso. Mas por exemplo, "Tendo a Lua", teve uma enquete aí dos fã-clubes e essa era a primeira música. Foi a música mais votada para um acústico. Por isso a ente incluiu ela. As outras, nem todas, mas...

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Angela / Existe algum projeto dos Paralamas para trabalhar com bandas latinas?

Bi Ribeiro / Por enquanto não. Mas não é falta de vontade. O negócio é que perdemos um pouco o intercâmbio que a tínhamos com a América Latina porque a nossa base de operações era Buenos Aires, e o mercado lá caiu muito. Não só para nós, para os músicos de lá. A gente volta e meia vai para um festival na Venezuela, no Peru. A gente ainda faz umas coisas, mas diminuiu muito o movimento para fora. Então o negócio meio que deu uma raleada. Ficou mais ralo.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

O clássico dos Paralamas do Sucesso que Lobão acusou de plágio

O sensato conselho que Lulu Santos deu para o novato Herbert Vianna

O hit dos Paralamas que é uma indireta de Herbert para sua ex Paula Toller

As quatro brincadeiras que Dinho e Herbert mais faziam aos 11 anos em Brasília

O clássico dos Paralamas que Gilberto Gil escreveu a letra e ditou pelo telefone

Como surgimento do axé influenciou som dos Paralamas do Sucesso, segundo João Barone

O disco mais "traumático" e "desgastante" dos Paralamas, segundo João Barone

"Ninguém mais acha que o Herbert Vianna é um coitadinho", diz João Barone

Paralamas peitou tradição de capa de disco com foto da banda

O famoso bordão do Faustão que foi criado após reclamação dos Paralamas do Sucesso

Problema técnico que quase fez Paralamas perder álbum aconteceu com Michael Jackson

Biógrafo dos Paralamas saiu de show do Vinny para ver 1º show do Herbert pós-acidente

A opinião de Herbert Vianna sobre a crítica musical e sua imagem de "bom moço"

A banda de forró que uniu Nenhum de Nós, Legião, Titãs e Paralamas na mesma música

Vital, o ex-Paralamas que virou nome de música e depois foi pro Heavy Metal

A opinião de Herbert Vianna sobre os Titãs

Rock nacional: 10 solos de guitarra essenciais

O disco mais "traumático" e "desgastante" dos Paralamas, segundo João Barone

The Simpsons: 10 melhores aparições de roqueiros no desenho

Fotos de Infância: Red Hot Chili Peppers


Sobre Angela Joenck Pinto

Colaborador sem descrição cadastrada.

Mais matérias de Angela Joenck Pinto.