Kiko Loureiro: a dedicação integral à música começou cedo
Por Rodrigo Vinhas
Postado em 21 de novembro de 2002
O guitarrista Kiko Loureiro, nascido em 1972 no Rio de Janeiro, não é por acaso um dos melhores músicos do país. A dedicação integral à música começou cedo: desde os onze anos vem desvendando os segredos das seis cordas. Na mídia especializada tem se tornado bastante respeitado. Foi colunista durante um ano e capa por duas vêzes da revista japonesa Young Guitar. Também foi colunista e capa das revistas Guitar & Bass e Cover Guitarra, dentre tantas outras.
Whiplash: Qual foi o equipamento utilizado na gravação do EP "Hunters and Prey"?
Kiko Loureiro: Eu usei uma caixa Laney e um cabeçote VH100R, também da Laney. Gravei praticamente tudo com a minha Tagima K1. Usei também um Tube Screamer da Ibanez, e um compressor DineComp.
Whiplash: Você ainda pretende atuar como produtor?
Kiko: No momento o Angra ocupa praticamente todo o meu tempo. Para que eu possa realizar uma produção, dependo de muitos fatores, como localidade da banda, e qual será o meu papel. Por exemplo, se a banda for de São Paulo já facilita bastante. Depende também se a banda já está boa, se as músicas estão todas montadas etc, mas eu curto muito fazer esse trabalho de produtor, como fiz no Thoten.
Whiplash: Você está fazendo muitos workshops pelo Brasil? Quais os custos de um destes workshops?
Kiko: Estou sempre viajando o Brasil fazendo Workshops. Às vezes eu mesmo organizo, às vezes faço alguns workshops pela Tagima, mas em média cobro 600 reais por. As datas dos meus workshops estão sempre atualizadas no site www.angra.net, ou no meu site, www.kikoloureiro.com.
Whiplash: O Angra está tocando em alguns lugares nos quais nunca havia tocado. Qual está sendo a reação das pessoas nesses lugares?
Kiko: Um lugar que me chamou muito a atenção foi a cidade de Teresina, onde fizemos um show para aproximadamente 4.000 pessoas. Tocamos também em Taiwan onde apenas o Dream Theater e o Helloween já tocaram, e agora no fim do ano faremos uma pequena turnê americana, tocando no Festival Prog Power ao lado do Blind Guardian e Gamma Ray. Também é importante lembrar que faremos o show de encerramento da turnê no dia 21 de dezembro no CrediCard Hall.
Whiplash: Como está a vendagem da banda nos EUA?
Kiko: Não estou muito a par do que está acontecendo por lá, mas acredito que agora que faremos um grande show, como uma das bandas principais num grande festival, as coisas tendem a crescer. Além desse show em Atlanta passaremos por Nova York e algumas outras cidades.
Whiplash:Como está o seu trio de Jazz junto com o Ximba e o Douglas Las Casas?
Kiko: Como eu disse, o Angra está me tomando muito tempo, então não tenho tido tempo para o projeto. Eu fiz uma música com esse trio que saiu no cd da Santo Ângelo, mas fora isso eu não tenho participado muito.
Whiplash: Qual é o seu equipamento ao vivo?
Kiko: É o mesmo que eu usei para gravar o Hunters, acrescentando um pedal de Delay e um Wah Wah Cry baby.
Whiplash: Deixe uma dica para quem está começando a tocar agora e pretende viver de música no Brasil , ou montar uma banda como o Angra.
Kiko: A dica é a mesma de sempre: estudar muito, se dedicar e viver a música. Para isso o cara tem que mostrar o que ele faz, porque não adianta estudar muito e só ficar tocando no quarto. Fora isso, fazer bons contatos, ser bem relacionado e também o lance de estar sempre disposto a participar das coisas, ou seja de entrar em algumas coisas que não parecem certas, mas que podem ser muito boas pra banda, ou pro músico.
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