Van Halen: o dia em que a banda abriu para o Bon Jovi
Por Artur de Figueiredo
Fonte: Youtube
Postado em 04 de julho de 2015
A manchete pode soar até como certa piada, mesmo se tratando de uma grande banda do outro lado que é o BON JOVI. Porém, não se pode deixar de falar que o VAN HALEN foi e é a base, referência do gênero, dentre 9 de 10 bandas, na década de 80, até hoje.
Quando? 1995. Anos que as duas bandas lançaram bons álbuns. A apresentação foi no Coliseu do Rock ‘n Roll, o estádio Wembley, Inglaterra, na capital Londrina.
BON JOVI vinha com o premiado "These Days", que foi indicado inclusive para o Grammy daquele ano, para ‘melhor álbum de Rock’. O álbum recebeu boa resposta da crítica, além de singles estourados pelo o mundo afora, como: a faixa que leva o nome do álbum, "These Days", as baladas "This ain’ t love song", "Lie to me", o petardo "Hey God". O play continha a leveza das baladas, aliada a musicalidade do guitarrista Richie Sambora, que mostrara todo o repertório de bons riffs, ótimos solos, com a base conhecida do músico, técnica, feeling, tudo na medida certa, trazendo elementos como groove de funk, o ‘punch’ do Hard/blues. Completando a cozinha, as composições do "Hitmaker", Desmond Child, o teclado de David Bryan, sempre efetivo, dando o feeling para um álbum cheio de energia.
Tico Torres dá todo balanço, literalmente, as cartas, aliando peso, velocidade, suingue, uma musicalidade genuína. Jon Bom Jovi, completa com louvor, dando o toque de final de sensibilidade nos momentos de calmaria e raiva nas notas altas, rasgadas.
Do outro lado, VAN HALEN, lança o álbum "Balance" como intitulado, um play cheio de equilíbrio, que mostra o nível de excelência em composições com a pegada característica, "virtuose", "energia", cada canção, um petardo ‘Hardiosônico’.
Os singles "Can’ t stop Loving you", "Don tell me" e "Not Enough", alavancaram as vendas e coincidentemente, as baladas deram o tempero emocional que a banda tanto buscava. "Can’t Stop Loving you", virou até trilha de novela ‘teen’ brasileira, a tão hoje criticada, "Malhação". "Don’ t tell me" traz o riff seco e direto, característico de Edward Van Halen e a voz rasgada de Sammy Haagar, enchendo de ‘power’, uma música pra sair cantarolando, com rádios no último volume, literalmente, sem vergonha de pagar qualquer ‘mico’. "Seventh Seal" e "Amsterdam" colocaram a identidade, o selo de qualidade VAN HALEN, riffs matadores, ótimos Backing Vocals, com Michael Anthony, o baixista ‘pulsante’, que dá o som visceral, com as notas altas de seu baixo, seco, direto, aliada a sutileza e eficiência, fundamental nas linhas melódicas da banda.
Ambos os álbuns foram lançados numa época em que o Hard Rock estava em decadência em decorrência do crescimento do Grunge no MAINSTREAM americano, gênero esse que morreu, com a mesma velocidade que nasceu.
Apesar da hierarquia, "These Days" alçou voos mais altos que o "Balance" e a abertura do VAN HALEN para o BON JOVI, apesar de soar utópico, acabou se tornando uma espécie de sonho realizado para o BON JOVI, uma vez que a banda tem o VH como uma das principais influências em sua carreira.
Confiram alguns áudios e vídeos das apresentações
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