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Saor e a viagem transcendental em multicamadas de "Amidst the Ruins"

Resenha - Amidst The Ruins - Saor

Por Marcelo R.
Postado em 04 de março de 2025

Nota: 10 starstarstarstarstarstarstarstarstarstar

Amidst the ruins é mais uma prova da qualidade indisputável da discografia do Saor.

Matéria publicada originalmente no site Rock Show

Lançar-me à tarefa de resenhar Amidst the Ruins, novo álbum do conjunto britânico Saor, trouxe-me sensação insípida: a de ficar refém da limitação das palavras.

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A intuição é a de estar aquém – simples assim! –, não importa a prodigalidade do texto ou o nível de detalhamento da análise. Nenhuma combinação criativa de palavras, de metáforas ou de quaisquer recursos linguísticos tangenciará a experiência dessa imersão sonora, tão vasta, profunda e fértil.

Ciente da distância abissal entre aquilo que se escreve com o desfrute contemplativo da audição propriamente dita, arrisco-me, porém, a rabiscar algumas palavras, com intencional sucintez. O mais, deixo ao ouvinte (com enfático convite, aliás!).

Uma breve digressão, porém, como ponto de partida.

Conheci o conjunto Saor apenas recentemente. Os algoritmos, que pulverizam a internet, facilitaram o trabalho. Ao procurar pelo novo disco de vinil dos franceses do Alcest na internet, fui conduzido à ambiência do Saor, a partir de diversas publicações que passei a, desde então, receber. A inteligência artificial identificou minha predileção pelo gênero. Fui, então, [quase compulsoriamente] apresentado ao Saor.

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Os algoritmos, contudo, não erraram. Fizeram bem a lição de casa, aliás.

Ouvi, por curiosidade – aguçada pela sistemática inundação de anúncios da banda na minha tela –, algumas de suas canções no Spotify.

Interessei-me prontamente.

Pouco tempo depois, em visita à loja Heavy Metal Rock, verdadeiro e icônico templo para amantes de boa música, defrontei-me, nos escaninhos dos acrílicos enfileirados, com o álbum Guardians, do Saor, lançado no razoavelmente longínquo ano de 2016.

Adquiri-o prontamente. Tiro no escuro. E os efeitos foram-me igualmente imediatos: tornei-me fã incontinenti, à primeira audição.

Inclusive, confesso: inicialmente, pretendia resenhar esse trabalho, Guardians – o que talvez ainda faça –, mas um fato superveniente dissuadiu-me.

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Poucos meses depois da aquisição de Guardians, soube, em pesquisas na internet, que o conjunto estava na iminência de lançar novo material, Amidst the Ruins (o que aconteceu na recente data de 7 de fevereiro de 2025).

O timing, portanto, era ideal para a análise do referido trabalho, recém-gestado e atualmente em divulgação.

Logo no primeiro dia de lançamento, imergi, soçobrado, na audição de Amidst the Ruins, atento a cada detalhe que compunha a miríade de sua complexa teia musical.

O ano começou há pouco, mas já é possível cravar, com segurança: Amidst the Ruins competirá, aguerrido, entre os melhores lançamentos de rock de 2025.

Espero não soar, daqui em diante, descritivamente genérico, vago ou clichê. Repito: a experiência do desfrute é individual e a audição é sempre incomparavelmente mais rica a qualquer representação textual.

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De todo modo, se é possível descortinar em palavras a cifrada e intrincada ambiência musical do Saor, penso que, no vernáculo, aquela que soberanamente define a sua complexa estrutura composicional deita raízes na ideia do "transcendental". Esse é um adequado ponto de partida de análise, que sintetiza, com pouca vogal, a experiência musical proporcionada pelo conjunto.

A música do Saor edifica-se a partir de linhas de metal extremo, especialmente por certos arranjos velozmente ritmados (com algumas acelerações em alta potência, aliás), acompanhados, quando presentes, por vocais rasgados e viscerais.

Contudo, é preciso assinalar, desde logo: as canções, invariavelmente longas, priorizam aspectos predominantemente instrumentais, e são contrabalanceadas, em suas feições mais frenéticas, por diversas quebras de tempo, cadências e, inclusive, momentos de destacada introspecção, conforme adiante detalhado (especialmente nos parágrafos reservados à análise da faixa The Sylvan Embrace).

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Para além da estrutura de metal extremo, somam-se, ao som do Saor, outros multifacetados elementos e recursos musicais, embebidos especialmente das fontes de canções folk e celta, com inserção de múltiplas instrumentações típicas a esses gêneros. Tudo isso, frise-se, a conferir às composições um dinamismo de infinitas possibilidades e combinações.

Amidst the Ruins seguiu esse "padrão", cuja única lógica é a ausência de previsibilidade e de unilateralidade. "Padrão", nesse contexto, portanto, é um contrassenso nos próprios termos, já que Amidst the Ruins é significativamente marcado, justamente, pela multilateralidade de suas formas e influências. Nada aqui se permite antever.

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O álbum inaugura com a faixa-título, Amidst the Ruins, previamente lançada para promoção do material.

Após brevíssima abertura climática ao som de uivante ventania, a canção de abertura despeja verdadeiro frenesi sonoro, numa explosão com potente descarga elétrica de velocidade e peso, prodigamente recheada, ainda, com elementos de música folk, peculiares à identidade do Saor.

Sem pretender incursionar em análise faixa por faixa, é possível traçar o panorama no qual, em linhas gerais, o álbum se desenvolve.

O compasso que dita o tom da faixa de abertura – e pelo qual o ouvinte excursiona ao longo de toda essa épica viagem – assemelha-se a uma odisseia multivariada. As canções são longas, densas e pesadas.

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Aliás, o quesito do peso, tão marcantemente presente na música do Saor, é um dos elementos que o distinguem, em parte, de outro conjunto já citado, Alcest.

Embora extensas, as composições de Amidst the Ruins representam verdadeiro contraponto ao "enfadonho" e ao "arrastado". Afinal, durante essa trajetória epopeica, os figurinos e os cenários vão se alterando e alternando. Há, pois, quebras de ritmos, com momentos de maior cadência, viabilizando o protagonismo de solos de guitarras melodiosos, além de vastas incursões de outros elementos sonoros.

Entrepõem-se, assim, a essa jornada musical diversos arranjos de violinos, violoncelos, violas e gaitas de fole, além de tantos outros recursos musicais e instrumentações. Tudo isso, claro, a tornar saborosíssima e fértil a degustação desse tão maduro trabalho musical.

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Há, como já citado, momentos de maior velocidade, amalgamados a potentes vocais rasgados – adicionados, aqui, com uma dose maior de volume, em comparação com os trabalhos anteriores –, conferindo a Amidst the Ruins contornos agressivos, em alguns arranjos específicos.

E esse é o caldeirão de influências que dita o tom álbum, como fica evidente na audição sequencial das três primeiras faixas, Amidst the Ruins, Echoes of the Ancient Land e Glen of Sorrow (que mantêm o citado direcionamento e, ao todo, somam, apenas elas, mais de 35 minutos!).

É dizer: nada aqui predomina. Há justeza na exploração dos elementos e dos ritmos, equilíbrio satisfatoriamente obtido a partir da utilização coesa de influências e instrumentações experimentadas com pródiga diversidade.

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Em suma, Saor encontrou verdadeiro ponto de equilíbrio, sem, porém, perder o norte do seu direcionamento, risco inevitável na corda bamba do universo das experimentações.

Amidst the Ruins representa, em síntese, o verdadeiro conceito de maturidade. O ouvinte é exposto a uma longa e densa jornada, dotada de um quê obscuro e soturno formado pelas suas multicamadas, pendulares em ritmos e influências.

Nessa intrincada teia, há, também, parte fundamental ainda não previamente analisada: os vocais femininos, cristalinos e doces, de Elisabeth Zlotos.

Presente ao longo das faixas de Amidst the Ruins, as incursões da cantora não apenas salpicam tempero ou aperitivo às canções, mas ascendem a verdadeira proeminência num trabalho multiforme, no qual diversos elementos usualmente laterais capitaneiam, aqui, verdadeiro protagonismo.

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Emprestando, também, exímia habilidade em arranjos de flautas, que igualmente permeiam o álbum, a presença de Elisabeth Zlotos é particularmente monopolizada e consolidada, imponente, na faixa The Sylvan Embrace.

The Sylvan Embrace é um respiro em meio à atmosfera até então densa, pesada, longa, multivariada e parcialmente caótica de Amidst the Ruins

Com uma estrutura mais minimalista – maturada num caldeirão alimentado, basicamente, por essências de teclado, violoncelo e alguns efeitos eletrônicos –, The Sylvan Embrace desenvolve-se num dueto alternado entre o vocal masculino sussurrado de Andy Marshall e as linhas angelicais de Elisabeth Zlotos.

Se me for possível, em exercício de abstração, lançar mão de metáforas como recurso linguístico para definição dessa experiência sonora, arrisco-me a afirmar que a canção em questão traz certa sensação fria e dicotômica de "obscuridade serena e reconfortante", se é que, nessa definição, hospede-se algum sentido alcançável (talvez no ilimitado mundo onírico da imaginação...).

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Enfim, com uma levada levemente folk – Simon & Garfunkel bateram à porta aqui? –, romanticamente melancólica e com desfecho à la canção gregoriana, The Sylvan Embrace aguça sentimentos paradoxais em ambiência que retrata, a um só tempo, paisagens multicoloridas, ora obscuras e frias, ora de esperançoso reconforto, com matizes de calmaria e acolhedora serenidade.

A imponência da canção e, especialmente, a marcante presença de Elisabeth Zlotos repousam precisamente no aspecto minimalista dessa faixa. Afinal, mesmo com a exploração menos intensa e menos virtuosa de recursos musicais e de instrumentações, The Sylvan Embrace é dotada, paradoxalmente, de enorme potência para propulsão de tantos, e tão díspares, aspectos sensoriais no ouvinte.

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The Sylvan Embrace é um ponto de inflexão antes do encerramento do álbum, sequenciada pela derradeira Rebirth.

Em ritmo galopante, Rebirth reassume o tom regente de Amidst the Ruins, já descrito, cerrando magistralmente as cortinas desse trabalho e deixando, imediatamente, gosto já nostálgico de quero mais (num lançamento, frise-se, ainda tão recente).

Em quase 1 hora de audição que se aprofunda no imo de 5 canções – e que, estruturalmente, compõem-se de várias faixas dentro de cada uma, em verdadeiro movimento dinâmico e multivariado –, Amidst the Ruins mantém altíssima a indisputável qualidade da discografia do Saor, sem retrocessos ou desníveis, até aqui.

Amidst the Ruins respalda e fortalece a conclusão de que o rock e seus subgêneros ainda estão vitalizados e fortes, e que as infinitas possibilidades de caminhos explorados por bandas como o Saor contribuirão, criativamente, para a existência ainda longínqua de um gênero tão apaixonante como o heavy metal.

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Sobre Marcelo R.

"Marcelo R. é natural de Itu. Da fama de sua cidade, herdou alguns exageros, como o gosto pela música e pela literatura. Ávido leitor e aficionado por uma imensa gama de subgêneros do rock, possui especial paixão pelo metal nacional, do qual é incansável apoiador. É colecionador de discos, já tendo completado algumas discografias, como a do Katatonia e a do Bruce Dickinson. Nas horas vagas, é um despretensioso escritor, aventurando-se especialmente em resenhas de livros e de música. Colabora com a página Rock Show, sediada no site Medium. É formado em Direito."
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