Intervals: trio esbanja bom gosto e sensibilidade em progressivo instrumental técnico
Resenha - Memory Palace - Intervals
Por Mário Pescada
Postado em 24 de junho de 2024
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Confesso que não sou apreciador de discos feitos exclusivamente para registrar as muitas habilidades de outros músicos, especialmente guitarristas, a maioria me dá uma preguiça enorme com pouco tempo de audição, me fazendo desistir logo, mas o INTERVALS me pegou com seu lançamento, "Memory Palace" (2024).

Liderado pelo talentoso guitarrista e compositor Aaron Marshall, o grupo canadense está na ativa desde 2011. Com esse novo registro, atingiu a marca de cinco discos de estúdio lançados, mantendo uma boa média de um novo lançamento a cada dois anos.
Todas as faixas são de muito bom gosto, tudo é bem equilibrado e bem agradável de se ouvir, e o melhor, sem ser cansativo, longe disso. Não há vocais em nenhuma música, o foco do INTERVALS é no instrumental muito bem executado pelo trio Aaron Marshall, Jacob Umansky (baixo, matador em "Galaxy Brain’) e Nathan Bulla (bateria, percussão) - tendo a guitarra como guia, claro (de tão melódica, ela quase sai deslizando das caixas de som, como em "Side Quest" e "Lacuna").
Por ter se preocupado em criar músicas recheadas com bonitas melodias (mesmo na pesada "Circuit Bender") ao invés de lançar um disco feito por músicos para outros músicos, o INTERVALS acaba sendo mais do que mais um grupo progressivo instrumental técnico. Além do clássico guitarra, baixo e bateria, o uso de samplers e sintetizadores trouxe um toque futurista especial as faixas, criando boas variações de ritmo - vide as participações de KOAN Sound, J3PO e OBLVYN.
"Memory Palace" (2024) foi produzido pelo próprio Aaron e por Sam Guaiana. Excelente produção e masterização, só que excelente demais, já que o disco soa excessivamente limpo em alguns momentos, mas é compreensível, já que o estilo pede que os instrumentos sejam apreciados ao máximo.
Aos poucos, o INTERVALS vai ganhando e conquistando espaço além das fronteiras do progressivo. O grupo recentemente concluiu uma tour pelos EUA com MAMMOTH WVH, grupo liderado por Wolf Van Halen.
Formação:
Aaron Marshall: guitarra
Jacob Umansky: baixo
Nathan Bulla: bateria, percussão
KOAN Sound: sintetizadores (convidado)
Julian Waterfall Pollack: piano (convidado)
Evan Marien: baixo (convidado)
OBLVYN: sintetizadores (convidada)
Faixas:
01 Neurogenesis feat. KOAN Sound
02 Mnemonic
03 Galaxy Brain feat. J3PO
04 Nootropic
05 Side Quest feat. Evan Marien
06 Circuit Bender
07 Lacuna feat. OBLVYN
08 Chronophobia
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
A música do Black Sabbath que Ozzy Osbourne preferia que nunca tivesse sido gravada
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
O último mal-estar de Ozzy Osbourne junto ao Black Sabbath
As músicas de metal favoritas de James Hetfield, frontman do Metallica
Conversa com o filho fez Dave Mustaine pensar na despedida do Megadeth
Zakk Wylde pensou em levar "Back to the Beginning" para outros lugares, inclusive o Brasil
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Dream Theater faz o seu primeiro show em 2026; confira setlist
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
A música da Crypta que é a favorita da ex-guitarrista Jéssica Falchi


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


