Formado pela dupla de guitarristas do Municipal Waste, Bat entrega um bom disco de metalpunk
Resenha - Under The Crooked Claw - Bat
Por Mário Pescada
Postado em 20 de junho de 2024
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O nome BAT pode não ser familiar para muitos, mas o trio de Richmond/EUA, traz dois conhecidos personagens do underground: a dupla Ryan Waste e Nick Poulos, ambos guitarristas no grupo de thrash metal/crossover MUNICIPAL WASTE.
Um dos motivos do BAT não ser assim tão conhecido é devido a sua curta discografia: apesar de ter sido formado há mais de dez anos, o grupo possuía até então apenas uma disco, "Wings Of Chains" (2016), lançado pela gravadora Hells Headbangers Records. Somente agora na gigante Nuclear Blast é que enfim lançaram seu segundo disco, "Under The Crooked Claw" (2024).

Não é que nesses oito anos o grupo tenha ficado encostado, nada disso. Aconteceu que ele passou por uma complicada mudança de formação, perdendo o baterista Felix Griffin por uma série de motivos pessoais e anos depois enfrentou a pandemia, atrasando (em muito) o lançamento do novo disco.
Eu mesmo só fui conhecê-los quando os vi anunciados como a banda de abertura para o EXCITER durante a tour em comemoração aos 40 anos de "Heavy Metal Maniac" (1983), pedra fundamental do speed metal, aqui em Belo Horizonte. E olha, fizeram um baita show, muito elétricos no palco mesmo para uma até então desanimada quinta-feira, dispararam música atrás de música e puseram o público para agitar muito. No final, pra sacramentar de vez a boa impressão, ainda mandaram um cover de "Ace Of Spades", do MOTORHEAD. Se o EXCITER não fosse uma banda experiente, os caras teriam roubado a noite!
Assim como no VULTURE, aqui Ryan Waste manda muito bem as quatro cordas, enquanto seu parceiro de MUNICIPAL WASTE e também de VOLTURE, o gigante Nick Poulos, cria boas bases e muitos solos curtos. Quem segura as baquetas agora é Chris Marshall, que tem passagens por diversas bandas punk/d-beat, experiência que caiu como uma luva ao som do BAT.
O som do BAT tem lá suas semelhanças com o MUNICIPAL WASTE, mas se for para rotular o som do grupo, seria o metalpunk: músicas curtas, alguns solos e pegada rápida. Tão rápida que "Under The Crooked Claw" (2024), com suas treze músicas que são pequenos contos de terror e cuja capa simula uma revista em quadrinhos do estilo, dura apenas 35 minutos - para mim, tempo de duração acertado, já que, convenhamos, o disco é bom, bem executado, mas por não trazer nada de inovador, mais músicas ali poderiam deixar ele cansativo.
Mesmo com as raízes punk, o grupo não lançou "Under The Crooked Claw" (2024) por lançar. Caprichando na produção, além da mixagem de Arthur Rizk (quase um membro da família Cavalera, já que produziu discos do SOUFLY, CAVALERA CONSPIRACY e GO AHEAD AND DIE, além de BLOOD STAR, CRYPTA, ENFORCED, etc.), ele contou também com a masterização do referência-mor do metalpunk, Joel Grind (TOXIC HOLOCAUST).
O BAT deve seguir não como prioridade sobre o MUNICIPAL WASTE, mas pelo menos, com uma frequência maior de shows e lançamentos, o que seria ótimo, já que o grupo entrega boas músicas, como as bate-cabeça "Streetbanger", "Warshock" e "Final Strike"; "Just Buried" que tem o baixo de Ryan pulsando forte e nas cheias de solos "Marauders Of Doom" e "Battered".
"Under The Crooked Claw" (2024) foi lançado no Brasil pela Shinigami Records em parceria com a Nuclear Blast.
Formação:
Ryan Waste: baixo, vocais
Nick Poulos: guitarra
Chris Marshall: bateria
Faixas:
01 Una Torcia Illumina Il Cielo (intro do maestro italiano Fabio Frizzi)
02 Vampyre Lore
03 Rite For Exorcism
04 Streetbanger
05 Just Buried
06 Warshock
07 Horror Vision
08 Battered
09 Revenge Of The Wolf
10 Marauders Of Doom
11 Electric Warning
12 Bastardized Force
13 Final Strike
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O hit dos Beatles que é exemplo perfeito da diferença de estilos entre Lennon e McCartney
O riff escrito nos anos 2000 que causou inveja em Jimmy Page
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A última grande cantora de verdade que existiu, segundo Regis Tadeu
A lenda do Rock que apavorou Chris Cornell com uma performance vocal impossível de atingir
Punk Rock: Os 25 maiores discos de todos os tempos segundo o Loudwire
Paulo Sergio: Alguém explica o nome desta banda polonesa?


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



