Resenha - Ocean - Holdark
Por Val Oliveira
Postado em 21 de março de 2024
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O estado de São Paulo é tão grande, que é possível encontrar de tudo por lá. Quando em minha sã consciência, iria imaginar receber o material de uma banda brasileira de Pagan Metal, que tem como premissa disseminar a cultura ancestral nórdica?! Pois é, a HOLDARK com o seu primeiro álbum, "Ocean", faz isso e realiza tudo de maneira tão fidedigna que, se me falassem que aqui se tratava de uma banda sueca, eu certamente acreditaria. Não é exagero, meu querido leitor do Whiplash.Net. Basta apertar o play no spotify, para conferir o que estou relatando.

Dentro da minha trajetória na música, já ouvi de tudo um pouco, e o Pagan Metal está entre os meus subgêneros do Metal preferidos. Bandas como Moonsorrow,Turisas, Ensiferum,Manegarm, Vintersorg, NokturnalMortum e Thyrfing serviram de escola para mim, me introduzindo ao estilo e me fazendo amá-lo como poucos. Portanto, tenho o meu lugar de fala quando este é o assunto, e reafirmo que "Ocean" é um trabalho que segue, com muita personalidade, todas as premissas do segmento. Não a toa a sua produção é bem rudimentar, algo que beira o artesanal em alguns momentos. E eu simplesmente adorei isso, até porque faz parte da própria estética do Metal Pagão.
Contendo dez faixas em pouco mais de trinta minutos de conteúdo de áudio, "Ocean" traz toda aquela essência primitiva dos anos noventa, quando o estilo ainda dava os seus primeiros passos. Não à toa é que faixas como "BehindtheDoor", "Glorious Hammer", "Living theDead World" e "Fly MyRavens" agradam em cheio, já em um primeiro e breve contato com elas. Em vários momentos me vi batendo cabeça, de maneira involuntária, pois tudo neste material acaba cativando, ainda mais quando você está completamente familiarizado com o lado mais pagão do Metal.
"Ocean" conseguiu me empolgar e me vi novamente com dezoito anos, descobrindo o real significado do Pagan Metal. Este trabalho, inclusive, reacendeu a minha vontade de voltar a escutar algumas bandas antigas, principalmente algumas das que mencionei neste mesmo texto. Se você gosta desta linha, pode ir sem medo, pois estes caras sabem muito bem o que estão fazendo.
Eternal Hatred Records - 2023
Formação:
Luciano Scanhoela: vocalista
Francisco Vidal: guitarrista
Humberto Mascau: baixista
Wendel Rodrigues: baterista
Tracklist:
01. In the Hall of Light
02. I Can Still Live
03. Runes
04. Glorious Hammer
05. Ocean
06. Living theDead World
07. Fly MyRavens
08. Other Sideof Dimension
09. BehindtheDoor
10. Forever the Stars Will Shine
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Jimmy Page disponibiliza demo caseira inédita de clássico do Led Zeppelin
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Gary Holt expõe crise das turnês na Europa e exigência para bandas de abertura
"IA é o demônio", opina Michael Kiske, vocalista do Helloween
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
A curiosa reação de Frank Sinatra ao descobrir que o U2 entrou de graça em seu show
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
O clássico do Raimundos que deixou o baterista Fred chocado
Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?


