Há 40 anos Nick Cave aparecia para o mundo com "From Her to Eternity"
Resenha - From Her to Eternity - Nick Cave
Por Isaias Freire
Postado em 19 de fevereiro de 2024
Nick Cave (leia-se Nick Cave e Nick Cave and the Bad Seeds) é um dos caras na ativa mais interessantes do rock. Ele é capaz de apresentar acidez e sensibilidade, musicalidade e dissonância, tudo em uma música só. Os últimos quatro álbuns são simplesmente sensacionais, ("Push the Sky Away", "Skeleton Tree", "Ghosteen" e "Idiot Prayer") não deixe de conhecer.

Nick Cave é australiano, morou 3 anos em São Paulo, é superprodutivo e sua qualidade é genial. Se você gosta de cinema com certeza já ouviu suas notas. O piano do Capitão Gancho em "Shrek 2" é dele, é dele também a trilha sonora de "Blonde", o filme de Marylin Monroe, e também, a trilha do cult "O Lagosta", dentre muito outros.
Seu primeiro álbum "From Her to Eternity" aparecia para o público há 40 anos, soava diferente, perturbador, denso e pesado, nada fácil para a época pós-punk.
O disco começa com "Avalanche", um cover da música de Leonard Cohem que em nada se parece com a original. "Cabin Fever!" parece que vai te espremendo, espremendo e espremendo em uma sensação de claustrofobia. "Well of Misery" mostra como seriam as músicas lentas em toda a carreira de Cave. "From Her to eternity", música difícil que mostra um universo de adrenalina pós-punk com urgência. "Saint Huck" tem um "Q" de industrial e "Wings Off Flies" mostra uma influência vinda de "The Mothers Of Invention". O disco termina com "A Box for Black Paul", deite numa rede com uma dose de whiskey, pense na vida e não se deixe deprimir.
Ano passado, com Warren Ellis, gravaram o ao vivo "Australian Carnage – Live At The Sydney Opera House" que com certeza vai invadir minha lista dos 10 melhores álbuns ao vivo de todos os tempos.
Nick Cave é diferente e difícil de enquadrá-lo em algum rótulo. Para gostar tem que sair da caixinha.
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