Obscura: novo disco traz letras sobre como lidar com perda e não abre mão da virtuose
Resenha - A Valediction - Obscura
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de janeiro de 2023
Entre as várias filosofias que movem artisticamente as bandas de heavy metal, existem aquelas cujo objetivo é reinventar a roda e romper com padrões estéticos estabelecidos por medalhões como Black Sabbath ou Iron Maiden. No caso dos alemães do Obscura, esse motor criador sempre esteve mais voltado para buscar alternativas em terrenos musicais inexplorados do que repetir fórmulas consagradas.

Dessa forma, "A Valediction" não foge da missão de ressignificar o progressivo, aliando-se com o death metal técnico proporcionado principalmente pelas guitarras do magnífico Steffen Kummerer. Traço marcante da nova produção é o aspecto das letras, que tocam com luvas em filosofias religiosas do além-vida, mas encarando a perspectiva da perda de uma perspectiva mais crua.
Já explicado como sendo parte de uma nova trilogia, "A Valediction" acerta em cheio com hits como "Solaris", inspirado no livro de mesmo nome de Stanislaw Lem. Outros destaques ficam com as intensas "When Stars Collide" e "Devoured Usurper", que se não são absurdamente técnicas como trabalhos anteriores, representam um oportuno encontro entre a musicalidade virtuosa e padrões melódicos mais acessíveis – justamente abrindo caminho nessa selva do progressivo que não é feito para músicos, e sim para fãs de uma maneira geral.
Por fim, "A Valediction" representa avanço certo na filosofia musical do Obscura, sem deixar a essência de lado, mas se perguntando a todo momento como passar a mensagem para o ouvinte sem cair nas trilhas que já foram percorridas. Esse, sem dúvida, é o desafio maior que vale a pena ser encarado.
Lançamento Shinigami Records.
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