Queensryche: Reconstruindo o presente com tijolos do passado
Resenha - Digital Noise Alliance - Queensryche
Por Michel Sales
Postado em 15 de janeiro de 2023
Nota: 9 ![]()
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Desde sua formação em Seattle (1981), o Queensryche exibiu pioneirismo e autenticidade com seu Prog Metal orquestrado por Michael Wilton (G), Eddie Jackson (B), Scott Rockenfield (D), Chris DeGarmo (G) e Geoff Tate (V). A partir do EP Queensryche (1983), o impacto meteórico da banda no cenário mundial faiscou um legado promissor, destacando discos impactantes como The Warning (1984), Rage for Order (1986), Operation: Mindcrime (1988) e Empire (1990), num período em que os caras manifestaram uma genialidade descomunal.
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Mas como acontece em tantas bandas existentes, nem tudo são flores, quando as mudanças de direcionamento musical são enfadonhas demais para os fãs mais estimados. E assim ocorreu também com o Queensryche, que nos anos 90 flertou bastante com improvisos modernos buscando atrair novos adeptos, mas sua fórmula somente repeliu o grupo americano do status quo metálico vigente.
Então, sobrevivendo duas longevas décadas com discos fracos e medianos, a banda, literalmente, se perdeu na florestinha, até ressurgir energizada do matagal com o façanhudo Queensryche (2013) na voz abissal de Todd LaTorre, onde os caras decidiram retomar as origens do grupo. E a contar desse momento, a sequência de bolachas ainda apresentaria o deslumbrante Condition Human (2015), o estupendo The Verdict (2019) e o fascinante Digital Noise Alliance (2022), registro atual com as baquetas de Casey Grillo (D) e a rifferama de Mike Stone (G) compondo a formação contemporânea do Queensryche.
Ou seja, o Queensryche retomou deveras seu passado avassalador figurando, praticamente, um lançamento melhor que o outro, numa vontade surpreendente de abraçar seus antigos fãs, além dos milhares de novos adeptos conquistados sisudamente pela sólida e impactante organização do grupo.
Mas especificamente descrevendo Digital Noise Alliance, respire fundo para novamente emergir em um passado/presente muito bem estruturado pelo Queensryche, onde a banda singularizou sua característica Prog consistente em 11 faixas interessantes de rasgar seda com entusiasmo. Porém, como já disse antes – nem tudo são flores – e a pisada na bola ficou somente por conta de "Forest", numa tentativa sem sucesso de replicar baladas históricas de outrora. No mais, Digital Noise Alliance também deve agradar gregos e troianos. Confere o petardo!
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