Alien Weaponry: segundo disco confirma rapazes como uma grande novidade
Resenha - Tangaroa - Alien Weaponry
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 05 de outubro de 2021
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Você pode até achar que a bajulação da crítica para o trio neozelandês de folk groove metal Alien Weaponry é um tanto exagerada - e é mesmo! -, mas não pode negar que os garotos já são, sem dúvida, um dos nomes do metal mais interessantes a surgirem na última década.
Se o groove metal empolgante e assertivo dos caras já não fosse suficiente para conquistar corações, eles ainda combinam isso com elementos da cultura māori - a civilização da qual descendem e que ocupava parte do arquipélago hoje correspondente à Nova Zelândia. Lembrou de Roots, do Sepultura? Eu diria que é praticamente impossível você gostar daquele disco e não gostar deste.
Porque em Tangaroa, segundo lançamento de estúdio do grupo que é editado em setembro, a fórmula básica da banda está mantida: faixas de groove/thrash diretaço adoçadas com toques indígenas em maior ou menor grau.
Algumas até ficam fora da curva, e isso já começa na abertura "Titokowaru", com uma riffagem bem progressiva. Outra que ninguém esperava é "Unforgiving", que foge quase totalmente do groove e se envereda pelo grunge/alternativo, porém sem perda de qualidade. Esses aromas retornarão em menor intensidade em "Crooked Monsters".
Mas o esqueleto do álbum ainda é calcado, absolutamente, no groove basicão. E talvez aí resida a única fraqueza do disco. Por dedicar a base de seus mais de 80 minutos de música a um som simples que não os destoa de outros nomes do gênero, o grupo acaba entregando aos elementos māori a função de destacá-los do joio, mas eles ainda não incorporam esses elementos numa simbiose tão profunda quanto aquelas protagonizadas pelo Sepultura, The Hu ou Arandu Arakuaa.
De qualquer forma, nunca pareceu ser pretensão destes rapazes fazerem folk metal, em que tais misturas são muito mais homogêneas. Incensados ou não, o Alien Weaponry provou pela segunda vez que são merecedores da sua atenção em meio ao mar de bandas de groove/thrash que temos atualmente.
Abaixo, o vídeo de "Buried Underground".
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2021/09/27/resenha-tangaroa-alien-weaponry/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Seis fãs são hospitalizados após show do Angine de Poitrine em Montreal
Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
A música do aclamado álbum do Metallica que foi um "tiro no próprio pé", segundo a Louder
A música considerada a "ovelha negra" do "Black Album", segundo a Louder
O álbum do Faith No More que inventou o nu metal, segundo guitarrista do Korn
O guitarrista lendário que Eddie Van Halen sentia que o esnobava
"Vão se f...": a mensagem de Serj Tankian (System of a Down) para o governo israelense
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
58 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em julho
O clássico do rock que causou sono na plateia quando foi tocado ao vivo pela primeira vez
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
A canção punk que os Stones lançaram nos anos 70, e que causou problemas com Keith Richards
A versão de Axl Rose sobre a separação do Guns N' Roses
Como era o esquema de "jabá" do Chacrinha nos anos 1980, segundo Edgard Scandurra
A banda desconhecida que influenciou o metal moderno e só lançou dois discos


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



