Tak Matsumoto: mais um grande momento da lenda japonesa
Resenha - BluesMan - Tak Matsumoto
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 18 de setembro de 2021
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Pode fazer resenha com um ano de atraso, Arnaldo? No caso deste álbum aqui, pode. Porque parece que o lendário guitarrista japonês Tak Matsumoto (B'z) não fez questão nenhuma de que brasileiros tomassem conhecimento de BluesMan, seu décimo segundo lançamento solo de estúdio, indisponível nas plataformas de streaming tradicionais. Isso mudou há alguns meses, quando a obra foi enfim liberada no Spotify.
E ela se mostrou uma aventura sonora digna do alto calibre do músico oriental. A abertura "Boogie Woogie AZB 10" é um ótimo cartão de visitas, exibindo seus lados hard rock, soul e blues tudo ao mesmo tempo agora. Ela dita a tônica do trabalho.
"Actually" dá continuidade a essa tônica e traz bem-vindos vocais do antes aposentado lendário cantor japonês Kyosuke Himuro. Eu a teria guardado para um ponto mais ao meio da lista de faixas, para deixá-la ainda mais especial. Colocá-la logo no início gera uma expectativa por mais músicas cantadas que não se concretiza.
"Here Comes the Taxman" vem com dosagem sinfônica e é uma das melhores, misturando isso com blues. Outra que se besunta toda de música clássica é a excelente "Tsuki Akari no Gotoku", com toques orientais que levam o disco a mais um ponto alto.
Entre elas, temos dois pontos altos: "Be Funky", com um dos instrumentais mais envolventes e empolgantes de todos; e "Rainy Monday Blues ~ Ibara no Michi", que combina riffs pesados e agressivos com uma roupagem delicada, criando um contraste por demais interessante.
"Sazanami" continua a verve sinfônica, mas já não empolga tanto por perder muito gás. Começa aqui uma espécie de "montanha-russa", com o álbum voltando ao alto com "Waltz in Blue", uma valsa da mais alta estirpe; depois caindo de novo com a sereníssima "Hanabi" e a breve "Asian Root".
A reta final volta o nível lá pra cima e não mais o derruba: "Good News" é talvez o rock mais diretaço do disco. "Arby Garden" tem uma pegada que deixaria os Beatles orgulhosos e tudo se encerra com a calma "Lovely", cujo nome ("amável" em inglês) muito lhe faz jus.
Mesmo um ano depois, BluesMan ainda está em tempo de ser apreciado, pois foi feito por uma lenda - e lendas são atemporais por definição.
Abaixo, o vídeo de "Waltz in Blue":
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2021/09/16/resenha-bluesman-tak-matsumoto/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Shane Embury (Napalm Death) fala abertamente sobre luta contra o alcoolismo
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
As diferenças entre trabalhar com Guns e Shakira, segundo brasileiro que transmitiu RIR
O hit dos Beatles cuja letra o pai de Paul McCartney queria mudar
As perguntas dos pais de Greyson Nekrutman para liberar filho para turnê com Sepultura


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



