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Siege Of Hate: A Democracia da morte

Resenha - Deathmocracy - Siege Of Hate

Por Ricardo Cunha
Em 30/07/20

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Nota: 10

A banda Siege Of Hate surgiu em 1997 como um projeto entre membros das bandas Insanity (Bruno Gabai) e Obskure (Amaudson Ximenes e Dangelo Feitosa), complementado por Ricarte Neto. As bandas que eram adeptas do Thrash e do Death Metal e, juntas, detinham forte apelo junto aos bangers da cidade de Fortaleza/CE. Tal como o Lock Up (cujos integrantes são membros efetivos de outras bandas), a proposta do S.O.H. era a de tocar grindcore puro e simples. No entanto, devido a uma série de acontecimentos de ordem pessoal e profissional o projeto, acabou se tornando banda. Hoje, depois de vários registros fonográficos, o nome Siege Of Hate é reconhecido internacionalmente.

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Como o nome entrega, Deathmocracy passa uma mensagem de cunho social e político. As letras, que você pode acessar AQUI, variam, mas o conceito geral versa sobre o falseamento do regime democrático brasileiro, que encobre as aspectos da realidade pra enganar o povo. Lançado há 10 anos, o álbum se encontraria melhor contextualizado no nosso presente momento. Dado o desgaste das relações entre os poderes e a disseminação de fake news, utilizadas como recurso de manipulação das massas. Questões estas, assim como outras que podem surgir a partir da audição, são boas para instigar uma reflexão mais profunda sobre o atual momento do país. Todavia, para além dos questionamentos, este é um álbum com todos os requisitos necessários para uma banda que almeje uma carreira internacional. Desde o cuidado com a arte da capa, encarte e todo o conteúdo a ele associado. A versão original do CD vem numa embalagem especial que conta com um pôster-encarte (40×60) em que, de um lado se ver uma bela arte "death/grind", e de outro, fotos e letras. Um material que dilata as pupilas de qualquer fã de Rock/Metal. A produção do disco é acima da média e as composições são nada menos do que fantásticas. São 16 músicas que totalizam aproximadamente 30 minutos e todas dignas dos grandes nomes do estilo (Extreme Noise Terror, Brutal Truth, Napalm Death, etc.). Por falar em música, os destaques do disco, na opinião deste que vos escreve, são por ordem de importância: [13] L’enfer (que conta com a participação especialíssima de Carla Alcântara e Germano Monteiro (Obskure)); [12] Burn Them Down [5] Countig Corpses e [6] Human Rights For Humans. Em resumo, neste disco a banda conseguiu fundir perfeitamente os elementos do Punk com os do Hardcore e o produto final é um Metal expresso em forma de ódio bruto.

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CURIOSIDADES:

Ricarte Neto (guitarrista), deixou a banda (atualmente, trio) depois das gravações do disco; George Frizzo (baixista), é também o responsável por todas as artes gráficas da banda; Bruno Gabai (guitarrista/vocalista), ocupava o posto de baterista na sua antiga banda, o Insanity; Saulo Oliveira (baterista), deixou a banda em 2018, dando lugar à Eduardo Lino (ex-Clamus).

FONTE: Esteriltipo Blog
https://wp.me/p16vjm-6ZN


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