Black Sabbath: O renascimento ainda mais sinistro do gigante
Resenha - Born Again - Black Sabbath
Por Michel Sales
Postado em 13 de abril de 2020
O período vivido pelo Black Sabbath no inicio dos anos 80 - após a saída de Ozzy Osbourne - caracterizou uma era tremendamente tenebrosa em sua trajetória Doom Metal. Novos músicos deram as caras e injeção sonora ao grupo, fatores que reviraram a cabeça de muitos fãs conservadores, mas o Black Sabbath teria que continuar proliferando a Terra com novos demônios.
Born Again (1983) é um disco aclamado no Brasil e reflete um Black Sabbath pesado e macabro, soando como uma trilha sonora de Dia das Bruxas. Esse tom de terror que o álbum reflete deveu-se ao desempenho insano de Ian Gillan (Deep Purple), que imprimiu ao extremo sua característica mais forte, as vocalizações agudas.
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Tem quem discorde, mas de cabo a rabo Born Again é profano e monstruoso em sua musicalidade. E este álbum pode até não referir a melhor produção do Black Sabbath, mas de forma alguma ele soa datado. Pelo contrário, Born Again é um sobrevivente do tempo, que mesmo esquecido por muitos, é imortal para poucos e isso é o que importa.
Na Inglaterra, o 11º disco do Black Sabbath ficou em 4º lugar nas paradas. E além de suas letras com reflexões nefastas, sua ilustração grotesca também remeteu bastante atenção nos anos 80 na arte desenvolvida por Steve Joule, que no passado disse não ter baseado seu trabalho na fotografia de um bebê estampada na revista Mind Alive, em 1968.
No mais, tire agora a poeira deste ‘trampo classicudo’ do Black Sabbath e confira no volume máximo a ‘riferama’ de Tony Iommi (g), a martelada de Bill Ward (d), as galopadas de Geezer Butler (b) e a aura sombria de Geoff Nicholls (t): "Trashed" / "Stonehenge" / "Disturbing the Priest" / "The Dark" / "Zero the Hero" / "Digital Bitch" / "Born Again" / "Hot Line" e "Keep It Warm".
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