Manger Cadavre: Tóxico, contundente e profissional
Resenha - AntiAutoAjuda - Manger Cadavre?
Por Ricardo Cunha
Postado em 11 de dezembro de 2019
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
De São José Dos Campos/SP, a banda iniciou suas atividades no final de 2011, e teve um começo muito produtivo, com vários eventos em cidades distintas do estado de São Paulo e participando, inclusive, de uma mini-tour com as bandas Stoma (Holanda) e Le Mars (São Paulo) por ocasião do lançamento do seu primeiro single, "Existimos".
O nome Manger Cadavre? é uma indagação e significa literalmente "Comer Cadáver?" numa referência – talvez – ao processo quase antropofágico de auto destruição da humanidade. Atualmente a banda é formada por Nata de Lima nos vocais, Jonas Godói no baixo, Marcelo Augusto na guitarra e Marcelo Kruszynski na bateria.
A banda é "politicamente" engajada e, através de suas letras, expõe uma consciência social muito real e crua. Por isso, AntiAutoAjuda é conceitual e liricamente trata de questões como o adoecimento psicológico do trabalhador frente à super exploração de sua força produtiva na sociedade de consumo. Musicalmente, a sonoridade do disco é calcada no Crust/Hardcore e estruturada em bases simples que tem força para deslocar o cérebro de toda a massa de surdos ideológicos do momento presente. Os timbres escolhidos são sinistros e ajudam a reforçar a posição da banda sobre o caos dominante num país onde os direitos humanos básicos são negados cotidianamente.

O QUE TEM DE BOM
[1] As letras são inteligentes e denotam conhecimento de causa sobre as questões tratadas no conceito geral. [2] As vocalizações da frontwoman Nata de Lima são monstruosas e certamente se destacam no contexto sonoro do disco. [3] Todas as músicas são porradas e devem agradar muito aos fãs do estilo.
O QUE PODERIA SER MELHOR
[1] Há pouca variação. As músicas são lineares e parecem seguir a uma fórmula na qual as mudanças de andamento se alternam entre passagens Doom e Hardcore. [2] A duração do álbum é muito curta. 22 minutos é pouco até para quem não é adepto do estilo.
CONCLUSÃO
As letras são engajadas e as composições manifestam um posicionamento contundente sobre a realidade do país. Nesse sentido, o disco tem seu ponto alto justamente na exposição de uma visão ríspida de mundo. O grupo revela conhecimento de causa e habilidade na exposição de suas ideias. Musicalmente, criaram o ambiente sonoro propício para tratar das questões anteriormente citadas. Assim produziram uma atmosfera sombria, pesada e tóxica. Como se não bastasse, conseguiram atingir a um nível profissional poucas vezes vistos em bandas do gênero.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
A música do Iron Maiden que é a preferida de Nicko McBrain; "ela é muito especial para mim"
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
Dave Murray solta um "Vai, Corinthians" após ganhar camisa do Timão
Rob Halford: "Ninguém escolhe ser Gay"
"Não pratico porque não considero necessário", diz lendário guitarrista do rock progressivo
A única pessoa que poderia ter substituído John Lennon nos Beatles, segundo Noel Gallagher

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



