The Rods: lendário trio transpira autenticidade em novo álbum
Resenha - Brotherhood of Metal - Rods
Por Ricardo Seelig
Postado em 31 de outubro de 2019
O The Rods é uma das bandas mais cultuadas do metal norte-americano. Fundado em Nova York em 1980, o trio liderado pelo vocalista e guitarrista David Feinstein chega ao seu nono álbum, o terceiro após o retorno às atividades em 2008. Completam o time o baixista Garry Bordonaro e o baterista Carl Canedy.
"Brotherhood of Metal" é um disco feito sob medida para headbangers das antigas, ou para quem curte a sonoridade do metal oitentista. Suas onze faixas apostam no saudosismo e não trazem nada de inovador, mas isso não é algo necessariamente importante para uma parcela de ouvintes de metal. Abre-se mão de trazer algo novo mas compensa-se isso com bons riffs, melodias de guitarra grudentas e refrãos fortes. A música muitas vezes não precisa trazer algo novo para ser cativante, e aqui temos mais uma prova disso.
Feinstein, que é primo de Ronnie James Dio e foi companheiro do vocalista nos tempos do Elf, entrega um hard & heavy com pegada estradeira e que em alguns momentos traz doces lembranças do clima seguido por Dio em seus dois primeiros trabalhos solo, "Holy Diver" (1983) e "The Last in Line" (1984), porém com uma pegada mais rocker e menos épica. "Everybody’s Rockin’" é um exemplo disso, enquanto "Smoke on the Horizon" conversa sem maiores sutilezas com o universo do Deep Purple – sim, sem teclados e só como o trio guitarra-baixo-bateria, mas foi o que senti.
A receita da banda parte sempre da guitarra de Feinstein, que dispara riffs enquanto é amparada pela cozinha competente de Bordonaro e Canedy. O resultado é um som pesado e que parece clamar pela estrada, como mostram "Tyrant King", "1982" e "The Devil Made Me Do It". O momento mais fora da curva acaba sendo a música título, que explora o conceito de irmandade partilhado pelos fãs de metal em uma composição longa (a maior do disco, com mais de 7 minutos de duração) e com bastante feeling.
O saldo final é um álbum honesto, que passa longe de soar pretensioso e transpira autenticidade. E, convenhamos: soar verdadeiro com a sua arte nos tempos em que vivemos é uma grande vitória e um enorme elogio.
Gosta de metal? Então ouça e compre.
Lançamento nacional via Shinigami Records.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
Morre Greg Brown, guitarrista e membro fundador do Cake
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
O cover mais "sinistro" de uma música sua que Ozzy Osbourne ouviu
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O que Max Cavalera deveria levar para tratar na terapia, segundo Andreas Kisser
A melhor e a pior música de cada disco do Iron Maiden, segundo o Heavy Consequence
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


