Jinjer: alguns minutos que divertem e outros que soaram enjoativos

Resenha - Macro - Jinjer

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Por Marcio Machado
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Nota: 6

No último dia 25, o Jinjer lançou seu mais novo álbum, "Macro". A banda ucraniana formada em 2009 vem ganhando terreno cada vez mais, e angariando novos fãs em diversas partes do mundo, inclusive aqui no Brasil, onde já tem uma data marcada para retorno. Confesso que o som do grupo nunca me chamou tanta atenção, se assemelhando à outras bandas, principalmente The Agonist, que tem uns anos além de estrada, o que me fez ouvir algumas músicas aleatórias que não me prenderam. Mas com o falatório em cima do lançamento, resolvi me adentrar na nova empreitada e experimentar a ideia toda.

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O terceiro disco (com uma gravadora grande) continua a sonoridade do EP "Micro" que foi lançado no ano passado, e abre com a caótica, "On the Top", que traz bastante peso, uma boa dose de groove e os vocais agressivos da vocalista Tatiana Shmayluk, que no refrão lança uma voz mais limpa e soa tão bom quanto fazendo uma mescla bem interessante. Apesar de já de cara não achar algo tão inédito ou original como já havia imaginado antes.

"Pit of Consciousness" é cadenciada, tem uma ótima levada de bateria, que fica a cargo de Vlad Ulasevich. Os versos são bastante intrincados e traz um contraponto à faixa anterior, com os versos cantados em voz limpa e o refrão mais berrado. Depois cai numa ponte mais melódica e arrastada.

A próxima traz cara de djent, com um baixo no melhor estilo Meshuggah, e logo as coisas viram para uma mistura com o ska, é "Judgement (& Punishment)". A mistura soa bastante interessante e de forma bem fluída. Mas confesso que a sonoridade me soou meio enjoativa numa música bastante repetitiva, mesmo com os devidos méritos aos músicos em soarem de forma diferente. A fluidez mesmo parece acontecer só no momento mais pesado da faixa.

"Retrospection" tem seus primeiros momentos cantados em língua original do grupo, e mesmo sendo mais "calma", tem um andamento muito bom em seus versos, com uma voz mais carregada mesmo em seu lado mais limpo. A ponte encontrada aqui é um ótimo momento no disco todo, a banda se mostra perfeitamente sincronizada e em andamento direto.

A seguinte começa bem rápida e cheia de peso, com um baixo muito presente. "Pausing Death" é até meio confusa devido a "baderna" que seu andamento traz, a audição parece se tornar poluída com a voz se sobrepondo além da parte instrumental. O refrão limpo dessa vez soa bastante enjoativo, mesmo com os blast-beats tirando faíscas em sua presença.

"Noah", traz levadas legais do guitarrista Roman Ibramkhalilov e é uma das mais redondinhas do disco, trazendo um refrão muito bem encaixado e com dobras vocais muito boas. Seus versos são cadenciados e refinados, muito bem encaixado com cada integrante. A que mais me chamou atenção na audição toda.

"Home Back" tem cara de algumas bandas que já soavam assim lá no começo dos anos 2000. Traz um andamento mais "reto" o que faz uma faixa bastante genérica.

A próxima é "The Prophecy" que traz aquele caos de volta e tem uma forte levada do hardcore, com alguns versos bastante arrastados e flertando com o rap. Quem se encarrega de encerrar as atividades por aqui é "lainnereP" , uma versão nova da faixa "Perennial" contida no EP do ano passado e confesso soar bastante chatinha em seus experimentalismo.

"Macro" é até interessante mesmo para aqueles que não são os maiores entusiastas do Jinjer, são alguns minutos que divertem e outros que soaram enjoativos. Porém, para aqueles que já passaram pelo já citado The Agonist ou os veteranos do Otep, e pela criatividade do Between the Buried and Me, não se sentiram lá tão impressionados com o que é encontrado aqui.




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Sobre Marcio Machado

Estudante de história, apaixonado por cinema e o bom rock, fã de Korn, Dream Theater e Alice in Chains. Metido a escritor e crítico.

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