Carbônica: incendiando nossos ouvidos com urgências urbanas e pessoais
Resenha - Carbônica - Carbônica
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 21 de outubro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Foi necessário mais de uma década de shows, EPs e iniciativas culturais dignas de nota até que o power trio guarulhense Carbônica finalmente lançasse seu primeiro disco cheio, autointitulado.

Seria um tanto injusto dizer que ele coloca os rapazes no mapa do rock nacional porque uma banda que protagoniza projetos como o selo CLAM, as intervenções culturais CLAMdestino e a festa Noites Inflamáveis evidentemente é uma banda que respira, come e caga música já há algum tempo, dispensando a necessidade de um trabalho "formal" para cravar seu nome em algum lugar. E essa dedicação toda se reflete na intensidade deste trabalho.
Ele reúne algumas pérolas que foram lançadas anteriormente nos três primeiros EPs do grupo: "Se a Cidade Parar", do Rock Puro e Sem Gelo; "Agora Eu Te Bebo", "Você Quer Pecar" e "Até no Caos", do Inflamável; e "Augusta", do TR3S. E olha que muita coisa boa ainda ficou de fora...
A boa notícia é que essas faixas "rejeitadas" deram espaço para outras maravilhas: nomeadamente, "Inflamável", "Sangue", "Quem Nunca", "Lama" e "Loucura".
As dez canções ora dialogam diretamente com as urgências do cidadão médio paulistano ("Se a Cidade Parar", "Quem Nunca" (com uma linha de baixo que deixaria Adam Clayton com um sorriso no rosto), "Até no Caos"), ora versam sobre questões mais pessoais ("Inflamável", "Agora Eu Te Bebo", "Você Quer Pecar", "Loucura").
"Augusta", com uma letra dúbia que pode estar se referindo tanto à famosa rua boêmia paulistana quanto a uma moça qualquer, traça uma interessante ponte entre esses universos temáticos do Carbônica.
A faixa mais surpreendente talvez seja "Lama". A letra é recheada de críticas sociopolíticas, mas o nome parece ter também inspirado uma roupagem com aromas de manguebeat - aquele estilo consagrado no clássico absoluto Da Lama ao Caos, de Chico Science & Nação Zumbi.
O álbum Carbônica faz jus à sua proposta. E quando falo "proposta", refiro-me ao projeto como um todo e sua vibe incendiária. Desde a capa até o último acorde, o trio se propõe a colocar fogo em nossos ouvidos e mentes com música de qualidade e letras com as quais você provavelmente se identificará, em maior ou menor grau.
Abaixo, o clipe de "Até no Caos":
Track-list:
1. "Inflamável"
2. "Se a Cidade Parar"
3. "Sangue"
4. "Agora Eu Te Bebo"
5. "Quem Nunca"
6. "Augusta"
7. "Você Quer Pecar"
8. "Lama"
9. "Loucura"
10. "Até no Caos"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/carbônica
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco do Judas Priest, de acordo com a Metal Hammer
Aos 76 anos, Carl Palmer admite ter medo de morrer na estrada
Usina da capa de "Animals", do Pink Floyd, se tornará espaço para shows
A reação de Jason Newsted ao ouvir uma música de "St. Anger" no rádio
Dragonforce anuncia seu novo disco de estúdio e lança o single "Hunger of the Beast"
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
O grupo pop que Ian Gillan considera muito bom em fazer música comercial
Blaze Bayley fala sobre mudanças de vida após infarto em 2023
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas
O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
Dave Mustaine revela o gesto de James Hetfield em seu momento mais difícil
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Paul McCartney disponibiliza documentário sobre Buddy Holly em seu canal no YouTube
Robert Plant defende músico por show desastroso realizado pelo Led Zeppelin
Phil Collins ficou surpreso com o sucesso de sua carreira solo
Levou anos, mas Hendrix sacou qual era a do Pink Floyd e ensinou como ouvi-la
Top 500: as melhores músicas de todos os tempos segundo a Rolling Stone
Brian Johnson: "Chuck Berry foi o maior babaca que já vi na vida"

Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



