RPWL: prog contemporâneo na escola do Pink Floyd e do Porcupine Tree
Resenha - Tales From Outer Space - RPWL
Por Ricardo Seelig
Postado em 08 de setembro de 2019
Novo e nono álbum da banda alemã RPWL, "Tales From Outer Space" foi lançado no final de março na Europa e chega ao mercado brasileiro através da Hellion Records, que já havia produzido a edição nacional do disco de estreia do quarteto, "God Has Failed" (2000).
Formada por Yogi Lang (vocal e teclado), Kalle Wallner (guitarra e baixo), Markus Jehle (teclado) e Marc Turiaux (bateria), a banda conta com a participação do excepcional Guy Pratt na faixa "Not Our Place to Be". Pratt é um cantor, compositor e multi-instrumentista inglês que possui uma longa associação com o Pink Floyd no período pós-Roger Waters, tocando na turnê dos álbuns "A Momentary Lapse of Reason" (1987) e "The Division Bell" (1994) – ele gravou todos os baixos deste último, inclusive, enquanto o instrumento foi assumido por Tony Levin na gravação de "A Momentary Lapse of Reason". Sua performance pode ser apreciada nos ótimos álbuns ao vivo "Delicate Sound of Thunder" (1988) e "Pulse" (1995).
A relação com o lendário Pink Floyd vai além. O RPWL é muito influenciado pela banda inglesa e surgiu, inclusive, de uma banda cover do Pink Floyd montada pelos músicos em 1997. Além disso, os alemães lançaram dois discos ao vivo tocando canções do quarteto inglês: "RPWL plays Pink Floyd" (2015) e "RPWL plays Pink Floyd’s The Man and the Journey" (2016), suíte que o Floyd apresentou na tour de 1969 e que trazia canções do período inicial da banda, faixas inéditas e composições que entrariam em álbuns posteriores como "Ummagumma" e a trilha do filme "More", ambos lançados naquele ano.
"Tales From Outer Space" vem com sete músicas e cinquenta minutos, e apresenta um rock progressivo clássico com toques contemporâneos, onde ficam claras também as influências de Porcupine Tree e dos discos mais recentes de Steven Wilson, porém sem o peso que Wilson tem adicionado aos seus últimos álbuns. Se você curte outra referência do prog atual, a banda polonesa Riverside, é provável que também goste do trabalho dos alemães.
O som do RPWL bebe de forma profunda na tradição floydiana, resultando em uma música elegante, cheia de momentos contemplativos e que conversa diretamente com a obra criada por Roger Waters e David Gilmour. Porém, isso não significa que estejamos diante de um clone, já que a banda imprime o seu toque especial e reflete isso através de canções muito bem feitas. A voz de Lang possui um registro semelhante à de Gilmour, transmitindo a mesma sensação de tranquilidade, enquanto o aspecto instrumental é extremamente bem executado.
Destaque para "A New World", "Welcome to the Freak Show", "What I Really Need" e para a suíte "Light of the World", com mais de dez minutos.
Se você está à procura de um bom e atual disco de rock progressivo, aqui está uma ótima opção.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
O ator que estragou uma canção de rock clássico, de acordo com Jack Black; "hedionda"
O músico que Sammy Hagar queria dar um soco na cara: "O que acha que vou fazer?"
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Alex Skolnick entende por que Testament não faz parte do Big Four do thrash metal
O pior solo de guitarra do Angra de todos os tempos, segundo Rafael Bittencourt
Taylor Swift se parece com Dave Mustaine em fotos de bastidores da nova canção
Derrick Green explica o significado da nova música do Sepultura
O disco obscuro que Roger Waters acha que o mundo precisa ouvir; "Um álbum muito importante"
Foo Fighters anuncia show no Rock in Rio 2026
"Cala a boca e canta"; Joan Jett explica por que nunca vai se sujeitar a isto



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


