Metallica: em 1997, uma derrapada feia

Resenha - Reload - Metallica

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Por Mateus Ribeiro
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Qualquer pessoa que tenha se envolvido com o heavy metal, em algum momento da vida já ouviu falar sobre o Metallica. É bem possível que tenha ouvido críticas sobre o trabalho da banda pós "...And Justice for All".

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Antes de tudo, é necessário afirmar que para se criticar "Metallica" (1991), a pessoa tem que ser bem true e tapada (perdão pelo pleonasmo), já que se trata de um disco que se não é a coisa mais brutal do mundo, é metal feito com muita qualidade e personalidade. Já com "Load" (1996), a coisa foi um pouco longe demais, já que sobra espaço até para o (bom) country, que pode ser conferido em 'Mama Said". Cientes de que os fãs não estavam exatamente felizes, porém, dando um belíssimo de um "fuck off" pra tudo, em 1997 a banda lança "Reload", que nada mais é do que um terrível apanhado do que havia sobrado do disco anterior. E se a repercussão de "Load", que tinha as músicas titulares, não foi das melhores, imagine quando James, Lars e seus parceiros escalaram o time reserva em "Reload"...

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É verdade que se existia um pouco de paciência dos seguidores mais resistentes, ela foi pra casa do cacete com o disco de 1997. Apesar de começar bem com "Fuel", a diferente "The Memory Remains", "Devil´s Dance" e a segunda parte de "Unforgiven" (que obviamente, não chega nos pés da primeira, mas passa). Porém, desse momento em diante o trem sai do trilho e o disco começa a se dividir entre momentos que oscilam entre o sem graça e o vergonhoso.

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Alguma música ou outra se salva do desastre, caso de "Bad Seed", a tentativa do Metallica de ser o Alice In Chains em "Carpe Diem Baby" e "Better Than You". Por outro lado, "Slither" empolga tanto quanto casamento sem cerveja, "Where The Wild Things Are" dá sono, "Prince Charming" é uma música que poderia ser um hit de "St. Anger", "Attitude" é muito pretensiosa e não passa disso. Para completar a salgada receita, "Low Man's Lyric", que sem sombra de dúvidas foi a coisa mais constrangedora, ridícula, vergonhosa, desnecessária, irritante e desprezível que o Metallica fez até aquele momento. Mal sabiam os fãs que seis anos depois, a banda conseguiria fazer um disco inteiro tão insuportável quanto essa torturante música.

A sorte do Metallica é que os cinco primeiros trabalhos deram crédito suficiente para a banda fazer o que desse na telha nos anos seguintes. Ao mesmo tempo que perdeu um grande número de seguidores, o grupo fisgou grande parcela de fãs do rock talco no bumbum. Resumindo, "Reload", se lançado hoje, seria trilha sonora de rockeiro sapatênis frequentador de hamburgueria top.

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Uma escorregada na carreira do Metallica, que acabaria ofuscada pela presepada colossal lançada em 2003, o glorioso "St. Anger". Se tiver paciência, ouça "Reload". Se tiver bom senso e amor próprio, fuja.

Ano de lançamento: 1997

Faixas:

"Fuel"
"The Memory Remains"
"Devil's Dance"
"The Unforgiven II"
"Better than You"
"Slither"
"Carpe Diem Baby"
"Bad Seed"
"Where The Wild Things Are"
"Prince Charming"
"Low Man's Lyric"
"Attitude"
"Fixxxer"

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Formação:

James Hetfield: vocal e guitarra
Kirk Hammett: guitarra
Jason Newsted: baixo
Lars Ulrich: bateria


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