Arrowhead: Tão profundo quanto a sua disposição para chegar ao fundo

Resenha - Coven of the Snake - Arrowhead

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ricardo Cunha
Enviar correções  |  Ver Acessos

publicidade

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Mal resenhamos o disco Desert Cult Ritual, de 2016, e já fomos positivamente surpreendidos pelo mais novo lançamento da Arrowhead. Naquela ocasião, dissemos que a banda era uma das melhores revelações do rock australiano. Agora veremos se, neste novo disco, confirmam nossas expectativas.

Guitar World: as 50 melhores canções de Rock de todos os temposGuns N' Roses: transtorno bipolar, a doença de Axl Rose

O novo disco assinala uma evolução clara em relação ao anterior já confirmando a hipótese de que com mais anos de estradas e melhores recursos financeiros se pode progredir de forma mais efetiva. Desse modo, ver-se que os caras estão realmente melhores como músicos e que a produção atual é muito superior a de 2016. Os vocais de Brett Pearl estão mais destacados e as guitarras de Raff Iacurto, mais "iommianas", o que significa que o som está mais evidente e mais sinistro.

Coven Of The Snake é pesado é repleto de referências ocultas. Os vocais de Brett Pearl são claros e convincentes, e isto nos permite acesso fácil às letras e às mensagens, que contam histórias que evocam uma visão maligna de um mundo subjacente. Musicalmente, a proposta da banda em nada mudou, ou seja, continuam fazendo o mesmo rock pesado e direto com um backline básico e isto revela um sendo de propósito para além da conquista de fama. Privilegiando um modo simples de compôr, a banda gosta de destacar os riffs de guitarra. Na mesma linha, gosta de criar refrões fortes e fáceis de assimilar. O trabalho de construção do álbum envolveu a substituição do baixista original, Dave Lopez, pelo não menos talentoso Arron Fletcher cuja habilidade com as baquetas mostrou-se digna do power trio. De um modo geral, as 8 faixas distribuídas em 40 minutos deixam a certeza de um disco enxuto e de fácil audição. Apesar de simples, o álbum - considerado em todas as suas variáveis - pode ser tão profundo quanto a sua disposição para chegar ao fundo do covil. Nesse sentido, meus destaques vão para a faixa de abertura, Coven Of The Snake, Root Of Evil e March Of The Reptiles.

Entretanto, quero deixar claro que, do ponto de vista do crítico, não há nada de especial no som do Arrowhead. Os músicos são experientes e têm bom gosto musical, mas nada que os coloque no topo de listas como a Bilboard ou outras do gênero. E, talvez aí, esteja a beleza da coisa: eles não parecem estar nem um pouco ansiosos pelo estrelato, embora, toquem com a convicção de quem têm capacidade para converter qualquer fã de música pesada em fã de sua própria música.




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Arrowhead"


Guitar World: as 50 melhores canções de Rock de todos os temposGuitar World
As 50 melhores canções de Rock de todos os tempos

Guns N' Roses: transtorno bipolar, a doença de Axl RoseGuns N' Roses
Transtorno bipolar, a doença de Axl Rose

Rodolfo: 100% arrependido das letras dos RaimundosRodolfo
100% arrependido das letras dos Raimundos

Guitarristas: os 10 maiores de todos os tempos segundo a TimePostura: 12 coisas que você nunca deve dizer a um músicoSean Yseult: "Tinha garotas que achavam que eu era homem"Mike Portnoy: veja o baterista e filho tocando "Nightmare"

Sobre Ricardo Cunha

Apaixonado por música e estudante de Filosofia, juntou os interesses para escrever principalmente sobre rock e metal.

Mais matérias de Ricardo Cunha no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336