The Black Keys: após cinco anos, banda retorna com grande disco

Resenha - Let's Rock - Black Keys

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Por Ricardo Seelig
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Mais de cinco anos separam "Let’s Rock" e "Turn Blue". O novo álbum do The Black Keys foi lançado em 28 de junho. "Turn Blue", seu antecessor, chegou às lojas em 12 de maio de 2014. Um tempão, ainda mais em um mundo tão acelerado como o nosso, onde as novidades perdem a sua validade em questão de dias – ou horas, dependendo do caso.

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"Let’s Rock" é o nono álbum do duo formado pelo vocalista e guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista Patrick Carney. E é também o primeiro em mais de uma década a não ser produzido por Danger Mouse. O "rato perigoso" foi o grande responsável pela mudança de sonoridade do Black Keys a partir de "Attack & Release" (2008), tornando o blues rock da banda extremamente cativante e mais próximo do pop, processo esse que deu ao mundo dois discos espetaculares – "Brothers" (2010) e "El Camino" (2011) – e um nem tanto assim – "Turn Blue". Resumindo: a parceria com Danger Mouse transformou o Black Keys em uma das melhores e mais festejadas bandas desta década.

Em "Let’s Rock", a produção é de Dan e Pat, algo que não acontecia desde o quarto álbum do grupo, "Magic Potion" (2006). Mas não pense que isso significa uma volta à sonoridade suja e garageira dos anos iniciais. Auerbach e Carney fizeram a lição de casa e aprenderam muito nos anos ao lado do produtor, e isso fica claro nas doze músicas do novo disco. Elas formam um conjunto que desce fácil e sem esforço, e, ao final dos pouco mais de 38 minutos de duração do álbum, você faz um esforço danado para não deixar o CD no repeat.

O Black Keys retorna ao básico em "Let’s Rock", como o próprio título já antecipa. As faixas são curtas – a mais longa não chega a quatro minutos -, diretas e básicas. É rock and roll alto astral e feito para dançar, como todo o rock deveria ser feito. Há ecos dos anos 1950 e 1960 devidamente atualizados para a nossa época, sempre com refrãos que grudam feito chiclete – apesar de a cola dessas gomas de mascar sonoras já não ser tão eficiente quanto em "Brothers" e "El Camino", é preciso dizer. As experimentações de "Turn Blue", onde a banda se afastou demais da sonoridade que a consagrou e soou pop exageradamente, não chegam nem perto de "Let’s Rock".

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"Shine a Little Light" abre os trabalhos e poderia estar tranquilamente em "El Camino". As linhas vocais de "Eagle Birds" são simples e eficientes e formam uma receita perfeita com as batidas de Carney, mostrando que inspiração não faltou para a dupla nestes cinco anos. "Lo/Hi" soa como se o ZZ Top tivesse Dan e Pat na formação. "Walk Across the Water" é o momento mais doce do álbum, uma linda balada que cativa o coração instantaneamente. A malandragem onipresente da banda dá as caras nas deliciosas "Tell Me Lies" e "Get Yourself Together", enquanto "Every Little Thing" e "Sit Around and Miss You" são puro Beatles com pegada Paul McCartney. E chega de falar das músicas porque já deu pra entender que o disco é ótimo, né?

Com "Let’s Rock" o Black Keys retoma o caminho de "Brothers" e "El Camino". O álbum soa como uma progressão natural dos dois discos mais icônicos da dupla, e mostra que Dan Auerbach e Patrick Carney continuam tendo o que dizer.

Sorte nossa que podemos ouvir.


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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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