Slayer: a maioridade do ódio em God Hates Us All

Resenha - God Hates Us All - Slayer

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Por Mateus Ribeiro
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Em 2001, o Slayer lançou seu oitavo disco de estúdio, com o singelo título de "God Hates Us All" (Deus odeia nós todos). Por uma infeliz coincidência, foi lançado no fatídico 11 de setembro, dia do maior atentado terrorista da historia, quando as duas torres do World Trade Center foram destruídas por aviões que haviam sido sequestrados, matando todos a bordo, além de pessoas que estavam nos edifícios.

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Depois do moderno e polêmico "Diabolus In Musica", lançado em 1998, o Slayer lançou "God Hates Us All", que resumidamente é um belo de um murro na cara. É fato que o som da banda continuava moderno, o que desagradou alguns mais conservadores (que novidade, não?), mas tem que ser completamente xarope para falar que o disco é ruim, ou que a banda tirou o pé. Não estamos diante de nenhum "Reign In Blood" ou "Seasons In The Abyss", mas até aí, não dá pra exigir que todo disco seja um clássico, não é mesmo?

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Misturando thrash metal com pitadas de new metal, hardcore e toneladas de ódio, mais uma vez o Slayer cravou seu nome entre os grandes do metal, porém, dessa vez, com uma abordagem mais moderna. Quem é fã da banda sabe que ficar parado no tempo nunca foi muito a deles, e com "God Hates Us All" não foi diferente.

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Após uma curta introdução, "Disciple" chega mostrando que a banda ainda sabia como poucas fazer barulho. Rápida, intensa, e com uma letra chocante. Uma música com a cara do Slayer para abrir o primeiro trabalho da banda no Século XXI. Destaque para o insano refrão, que fala com todas as vozes que Deus odeia nós todos.

O ataque contra nossos ouvidos e a fé de alguns continua com "God Send Death" e a rápida "New Faith". A próxima faixa, "Cast Down", tem algumas influências de new metal, inclusive com uma linha vocal que pode assustar os mais tradicionalistas, mas nada que a faça uma música ruim. O susto vai continuar em "Threshold", e talvez, será até maior, já que essa é BEM moderna, chegando até mesmo a ter algumas partes "pula pula' (termo odiado por 10 entre 10 soldados da polícia do metal oitentista).

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A segunda parte do disco começa com "Exile", que poderia figurar facilmente em "Divine Intervention", por lembrar bem as músicas do disco de 1994: bateria moendo, Tom Araya insano, e claro, a dupla de guitarristas executando riffs matadores e grudentos. A oitava música, "Seven Faces", traz de volta os experimentalismos de "Diabolus In Musica",e apesar de todas as tentativas, não empolga, mesmo caso de "Deviance".

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Encerrando os trabalhos, a ótima "Bloodline" (que acabou se tornando um dos sucessos do disco), a pedrada 'War Zone", "Here Comes The Pain" e "Payback" fecham com chave de ouro um disco que mostra o talento interminável do Slayer em ser brutal.

Seja fazendo metal nos anos oitenta, noventa, ou no Século XXI, ninguém bateu o Slayer na questão estupidez. "God Hates Us All" foi uma boa prova disso.

Um disco diferente, mas com o padrão Slayer de qualidade!

Formação
Tom Araya: vocal/baixo
Kerry King: guitarra
Jeff Hanneman: guitarra
Paul Bostaph: bateria

Faixas

1 - "Darkness Of Christ"
2 - "Disciple"
3 - "God Send Death"
4 - "New Faith"
5 - "Cast Down"
6 - "Threshold"
7 - "Exile"
8 - "Seven Faces"
9 - "Bloodline"
10 - "Deviance"
11 - "War Zone"
12 - "Here Comes The Pain"
13 - "Payback"

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